NYC


Pois bem, muitos posts sobre "New York, New York" estarão por vir. E, finalmente! Não vejo a hora de descobrir por mim mesma qual é a magia dessa cidade que todos amam e são impressionados. Suspeito que a razão de NYC ser tão amada deriva da capacidade cosmopolita que essa cidade consegue ter aos cidadãos do mundo, com infinitas possibilidades do que se conhecer e explorar. Assim, numa cidade tão rica, espero ao menos realizar o que é mais interessante para mim! Parece que todo mundo já foi lá e nem tem graça (não duvido que vou encontrar vários conhecidos por lá, esses brasileiros que estão viajando tanto! mas quero ter uma experiência única, descobrir o que seja realmente singelo para mim nessa cidade tão incrível - em que, sem dúvidas, vou ter momentos inacreditáveis: Imagine eu, no MoMA, podendo apreciar pessoalmente Van Gogh? Ai, ai!!! Neve, arte, cultura, ópera, concertos, musicais, jazz... Apenas parecem próximo de se tornar verdade porque o momento de viajar está chegando! Só seria melhor se eu estivesse acompanhada do meu amado, mas como ele já teve seus singelos momentos por lá, eu também hei de desbravar a cidade por mim própria! E claro, será a primeira de muitas viagens...

ps. a se realizar, ainda tem o sonho de ano novo em NYC com a minha amiga de sempre!

Uma outra perspectiva sobre desejos


Em diversos momentos escrevi sobre desejos e a insatisfação perante a vontade de sempre se querer algo mais, pois a insustentável leveza do ser me intriga. Não só pela literatura de Milan Kundera, mas, em especial, por vivermos isso a todo tempo pela nossa natureza humana e os rumos que escolhemos.

O vídeo acima, de um psicanalista deveras franco - que mostra a importância da singularidade da psicanálise para cada um, no ato de falar com o propósito de reflexão pessoal sobre tudo e nada para um ouvinte objetivo e imparcial - apresenta uma perspectiva diferente do que eu já escrevi. O argumento principal é que enquanto não temos o que queremos, podemos nos queixar, termos desculpas ou esperanças acerca do desejo a ser concretizado. É o típico complexo do "ai, se eu tivesse...". E se você de fato tem, e aí? Como você vai lidar, na realidade, com isso?

Platão possuía uma alegoria para descrever o homem virtuoso, cuja anima era dividida em três partes: a cabeça, representada por um pequeno homem, ou razão. O tórax, representado por um leão, ou a vontade. E o baixo-ventre, representado por uma hidra, ou os desejos.

A metáfora com a Hidra é curiosa, pois representa o eterno das cabeças cortadas simbolizando a perpetuidade dos desejos que, uma vez satisfeitos, dão origem a novos desejos. O virtuoso seria o homem que equilibrasse em seu corpo e 'anima' os três animais

Eu, particularmente, acredito muito nas realizações. Nesse contexto, o ideal para mim é serenidade e equilíbrio: "Há o desejo, que não tem limite, e há o que se alcança, que o tem. A felicidade consiste em fazer coincidir os dois".

Uma observação interessante que li hoje - Jorge Luís Borges* diz que fracasso e o sucesso são dois impostores: Ninguém tem tanto sucesso quanto fracasso porque, no fim das contas, nada disso interessa.

Um detalhe de desejarmos tanto uma coisa é que parece que a graça está no caminho dessa construção, pois a concretização nem parece ser "tão grande coisa", ao meu ver porque sempre almejamos coisas maiores ainda. Mas no meu momento agora, prestes a realizar algo que tanto quero, a ideia de estar em Harvard me parecia tão surreal que ainda nem consigo bem configurar como de fato lá vai ser, só sei que é possível e real. E que vou aproveitar esse instante de realização de um sonho o máximo possível!

Book lovers


No texto "Linguística aplicadada", já havia escrito um pouco sobre "these are not books, lumps of lifeless paper, but minds alive on the shelves", mas é interessante é ver quão especiais são os livros nos quais podemos "we can share minds, great actions and great undertakings".

Hoje, encontrei um meta-livro Book Lust: Recommended Reading for Every Mood, Moment, and Reason para "book lovers". Nesse sentido, observo a paixão da moça do Shakespeare and Company ao falar do seu trabalho e da livraria, vejam:

Abaixo, mais belas imagens que explanam bem as minhas filosofias de vida em relação aos livros! :)

A dinamicidade da música


Eis um vídeo promocional da Zurich Chamber Orchestra que mostra quão interessante é a dinamicidade da música. Segundo os produtores,

The notes and bars were exactly synchronised with the progression in the animation so that the typical movements of a rollercoaster ride match the dramatic composition of the music.

Incrível, não?

Esforços, música e dança


Nessa última semana, houve um aumento considerável nos acessos ao texto das minhas percepções como bailarina e é por isso que aproveito, dado o interesse dos leitores quanto ao ballet, para colocar algumas lindas imagens sobre dança e música. Para mim, significam arte, empenho, disciplina e dedicação. Tentar para conseguir, esforços independentes do tamanho do seu talento. Como exemplo, cliquem aqui para verem um treino Bolshoi. Impressionante, não? Persistência e determinação são palavras chaves para qualquer coisa na vida.

Não sou excepcionalmente boa em nada, bem pelo contrário, mas... Sou teimosa e prefiro não desistir, pois tudo na vida é tempo investido. Além disso, tentar já é reconhecer o potencial de qualquer oportunidade valer a pena, só pela experiência. Sobretudo, o que importa para o mundo é o capital simbólico...