Sobre o direito de (não) viver

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Sinto falta de escrever à toa. Da mesma forma que sentia falta de ler um livro "boy-meets-girl" - tinha minhas dúvidas se ainda sabia ler um. E aí, resolvi tentar esse "Me before you". Spoilers a seguir. Particularmente, recomendo que leiam os spoilers - se eu tivesse lido, talvez teria repensando a minha escolha de livro "boy-meets-girl".

I - Contexto

Escrevo porque percebo que a minha geração instagram é permeada de dramas existenciais que, ao mesmo tempo, são escondidos por trás de uma foto forçosamente feliz. É como se fosse feio tratar de medos e problemas que cada um enfrenta, cada um em sua medida. O que me deixa triste é que muitos sofrem isso sozinhos e vão se isolando, complicando exponencialmente as coisas em seus pensamentos - às vezes ao ponto de não ter retorno. A maneira como vemos o mundo depende da nossa realidade mental, seja isso de forma positiva ou não. Me marcou muito essa semana saber que um amigo escolheu não viver mais. Fiquei perplexa em constatar que por vezes muitos acreditam que não há mais saída nem mais nada para viver. Isso é um tanto chocante para mim, porque mal sei o que é depressão. O mais próximo de depressão que conheço é febre - aquela sensação do seu corpo não querer fazer absolutamente nada. Não há nada mais terrível para mim, porque gosto de cada minuto que vivo. Do ar que respiro, dos sons que escuto, do que posso fazer ou deixar de fazer, dos sentimentos que sinto, já senti e não faço nem ideia que vou sentir ainda. Gosto de como o sol brilha e se põe, gosto de como a natureza é perfeita, gosto de sorrisos, gosto de olhares que dizem mais do que palavras. Gosto das invenções humanas e urbanas, gosto da criatividade e espontaneidade na vida. Cada dia tem a chance de ser praticamente uma nova vida de experiências. Aprendi a gostar de emoção - sem excessos; aprendi a desfrutar da caixinha de pandora que é vida, com surpresas boas ou não tão boas assim.

Mas quem sou eu para falar alguma coisa - não vivi quase nada ainda e desconheço aproximadamente 99,9% do planeta terra e seus terráqueos. A verdade é que nós, seres humanos, sempre nos sentimos tão donos da nossa apreensão de mundo - em relação aos outros, achando que nossa percepção é melhor, mais sensata, mais apropriada do que o resto do mundo - e em relação a nós mesmos, porque achamos que temos noção completa e permanente da vida independente se temos 15, 20, 25, 30 ou 60 anos. Não é um problema só da aborrescência ou da teimosia que vem com os anos. É como se a cada segundo que passa tivéssemos mais "certeza" para dizer "sou isso, sou assim, meu mundo é esse, meu ponto de vista é sempre X". Temos uma concepção tão formada sobre nós mesmos. E aí vem essa palavra: "sempre". A nossa vida é finita, no entanto, gostamos de nos prender nas nossas concepções "permanentes". Temos medo da mudança, enquanto tudo ao nosso redor está em constante transformação. Nos refugiamos no nosso "mundinho" em busca de uma completude que jamais existirá.

Vir morar em Paris me tornou uma pessoa mais sensível, no sentido de olhar e valorizar de forma distinta - mais sensível em relação a mim mesma e o que aprendo de novo todos os dias, mais sensível em relação a minha vida brasileira e detalhes que não prestava atenção antes, mais sensível em relação ao meu redor. Aqui em Paris se vê de quase tudo - em especial, muitos problemas sociais que me tocam. Coisas que nunca passaram antes na minha cabeça e que de certa até me envergonham, porque eu eu me dou conta "como nunca parei para pensar nisso antes?".

II- Uma história de amor?

Bem, vamos ao livro. Se eu tivesse que mencionar apenas 1 aspecto relevante da leitura, seria esse processo da personagem principal de "desmistificar" e se envolver com uma realidade completamente alheia a ela. Mas querendo ou não, o propósito de todo livro é esse: mostrar um universo diferente. As premissas literárias de "Me before you" são as piores possíveis - dignas de um livro "boy-meets-girl". Um quê da história ser em função do personagem masculino, das mudanças serem "por causa" dele - sempre lindo, bem-sucedido, rico (à la conto de fadas, esse vive até em um castelo), um babaca que se transforma em um príncipe. Era isso mesmo que eu queria ler, mas fui enganada. Os temas que "Me before you" abordam são bem sérios - quadriplegia, depressão, a vida como ela é, o direito de morrer ou ortotanásia. E... o cara praticamente continuou um babaca até o final (assim não dá!!! A previsibilidade de um livro boy-meets-girl é a chave, cadê o final feliz?!?). Também sabia que o livro era à la "A culpa é das estrelas", história que comoveu meio mundo em lagrimas contando uma história de amor entre uma menina com câncer e um tetraplégico - mas como só assisti o filme, dessa vez quis ler a história antes de assistí-la.

História de amor, desde o início da literatura, só tem graça se for impossível. Aquele amor maior do que você, incontrolável e não-realizável. Ô, vida sofrida! Mas como muita coisa já foi contada ao longo desses séculos, hoje a literatura precisa colocar uns vampiros (não, nunca perdi meu tempo lendo Crepúsculo, mas admito que assisti o primeiro filme), uns distúrbios pessoais (sim, li os primeiros volumes de 50 Tons de Cinza, ai, ai) ou assuntos sensíveis - doenças, desabilidades e afins. Por um lado, fico contente que histórias de amor agora envolvam isso (câncer, quadriplegia, etc) para nos aproximarmos de realidades que por vezes parecem tão dignas de pena e não de amor. Por outro, o risco é "patronize"(não sei como explicar isso - limitar algo complexo a apenas essa perspectiva de história, presumindo que é simples assim). Mas ok. No arco da história de amor padrão, A encontra B, B possui problemas mas é um homem daqueles, A é mundana e simples. A é presa fácil (desculpa, mas como muitas mulheres são, convenhamos) e "opostos se atraem" (a sina do mundo amoroso). B subitamente se interessa pelo lado mundano de A, trocam perspectivas de mundo, A se engana achando que B é menos problemático, A e B tentam se convencer/reconhecer/afirmar uma paixão irresistível que existe entre eles. Ai, um fator vida ou morte é adicionado no meio, para dar emoção as coisas. Aí é onde se dividem os dois tipos de história: no estilo boy-meets-girl, eles serão superar os desafios juntos, sobrevivem as adversidades e pronto, todo mundo feliz (inclusive o leitor, ok!!!!). No estilo amor impossível, eis a questão: não dá para ser. Esse é o padrão shakespeariano de Romeu & Julieta. O amor é insustentável, as circunstâncias são adversas... ao mesmo tempo, é como se fosse cocaína, as pessoas são tem como negar, estão viciadas - e isso é autodestrutivo. Prende A e B, faz os dois tomarem atitudes que jamais tomariam antes na vida e... não termina bem. Isso é real demais (acredito que 90% dos relacionamentos não dão certo) e a verdade que não queremos sermos lembrados dessas tragédias amorosas. Como leitora, admito, não sei lidar com isso. Fico #xateada.

Ou seja, isso é para contar que "Me before you" não foi a história de amor feliz que eu esperava. O que não significa que não foi uma boa história, só contrariou o propósito pelo qual eu escolhi o livro para ler. No final das contas, foi a leitura que eu precisava para o contexto que contei acima. Antes de falar disso, uma última observação: amor é um conceito plural; primeiramente, na literalidade de poder ter vários sentidos; e em segundo lugar, por ser algo único que é construído entre duas ou mais pessoas (não vamos restringir nossa mente à monogamia). Não acho que exista nenhum amor igual ao outro, já que cada ser humano é singular - e aí quando duas ou mais pessoas se encontram, boom, clash de universos que produz algo completamente novo e plural. De certa forma, gostei de como "Me before you" retratou isso sem precisar (por mais que eu quisesse!) apelar para fatores sexuais. Se eles trocaram um beijo no livro foi muito, e lá pelo capítulo 15 se duvidar :P Sim, existe muito amor além da sexualidade. Existe muito amor para além de nós e das nossas concepções de amar.

III- Cerne da questão

Então, em "Me before you", boy-meets-girl, mas... isso não foi suficiente para "mudá-lo". Até porque, não é o amor que muda as pessoas se elas não quiserem mudar - essa é a maior falácia das histórias de sapo-vira-princípe. O personagem teve um vida perfeita até os seus 30 anos e aí sofreu um acidente; se negando a viver qualquer outra coisa a partir daí. Claro, todo o conceito de mundo que ele tinha mudou contra a vontade dele - e ele não poderia aceitar isso; não era essa a vida que ele queria viver, porque ele não aguenta esse sofrimento - em todos os níveis, físico, psicológico, enfim. Ou seja, ele estava determinado a se suicidar dentre de 6 meses. E pronto. Não bastou encontrar a mulher da vida dele ou viver momentos maravilhosos ao lado dela para fazê-lo mudar de ideia. "Não era suficiente". Essa frase me matou, para te ser sincera. Acho que se não tivesse essa frase no livro, eu até engolia a história mais fácil. O argumento do protagonista era: (i) sua autonomia - o que eu respeito; (ii) não se sujeitar ao sofrimento presente, passado (das lembranças do que um dia ele foi) e do futuro (porque as perspectivas de saúde para ele não eram muito positivas); (iii) libertar os outros ao seu redor, sua família e a personagem que se apaixonou por ele mas "merecia mais".
Vamos lá: não vou discutir o primeiro ponto. Agora, o segundo, é difícil abordar - já vi pessoas depressivas na minha frente e só tenho uma palavra para descrever o que eu sentia: Impotência. Você não tem como julgar o sofrimento do outro e não pode dizer que ele deveria aguentar e passar por aquilo (ai vem o difícil conceito de merecimento, "mas ele não merece isso"). Você "entende" que é difícil, mas ao mesmo tempo não pode se conformar com a pessoa desistindo de lutar; afinal, ninguém disse que essa vida era para ser fácil. Eis o detalhe: temos uma concepção instagram de que tudo deveria ser perfeito, sem batalhas e perdas no meio do caminho. Se não for assim, não vale. E muitas vezes não vemos que cada um tem suas batalhas complexas e acordam todos os dias para lutá-las. Na verdade, o ato de lutarmos nos torna mais resistentes e fortes para lidar com a caixinha de pandora da vida - mas geralmente não apreciamos esse lado. Ainda não sei dizer se o ato de rendição é uma covardia e é isso que me deixa mais perplexa quanto ao suicídio. Mas até que ponto valem os nossos esforços, né? Nadar, nadar e nadar para morrer na praia? (parêntesis para falar de filmes e histórias: meu deus, que tensão em "Gravidade", se Sandra Bullock morresse afogada ou algo assim depois de tudo que passou no espaço). O exemplo que gosto é da invasão Zumbi: sobreviver é um pouco "overrated", sobreviver exatamente pra quê? E por quem? Então acho que essas são as questões que envolvem um pouco a temática do suicídio. Minha opinião (que pode ser ingênua ou errada): talvez tenha um valor em nadar; talvez seja melhor nadar com alguém ao seu lado; talvez você esteja nadando por pessoas que acreditam e contam com você; talvez só tenhamos que nadar, porque é melhor do que nada (não sei se a morte oferece muitas coisas assim, é apenas fim). Será que precisamos de sentido para viver? Eu acredito que sim. E acredito que temos sentido na vida das outras pessoas, ainda que não saibamos disso. É egoísta privar outras pessoas disso; nesse sentido, vem o terceiro aspecto citado acima. Uma passagem no livro que me marcou no livro foi a seguinte "então ele entra assim na minha vida, me mostra um novo mundo, 'estraga' tudo (caverna de Platão) e simplesmente vai embora?", no sentido que ele queria acabar com o sofrimento dele, mas iria deixá-la com um sofrimento tão grande quanto. A princípio, ele não estava nem aí (a falha do livro foi não mostrar a perspectiva dele em momento algum).

IV- Conclusão

Ok, conclusão!!! 1. Será que só existe vida como pensamos que esta deve ser? Não dá para viver de outra forma? Até que ponto vida é "vida"?
1.1 O protagonista era um quadraplégico com tudo do bom e do melhor e mesmo assim desistiu de viver, como fica para os outros que não tem 10% do suporte que ele tinha? É como se não tivesse vida numa cadeira de rodas, então? O mais chato do livro é que a autora dá A ESPERANÇA (!!!!!) de que sim, existe uma vida possível apesar dos pesares, e uma vida que pode ser muito boa a propósito, mas o protagonista não está nem aí.
1.2 Será que temos que ficar presos ao nosso passado/presente? Não podemos trabalhar por um futuro completamente diferente? Realmente não sabemos como será o dia de amanhã. Com 20, 30 anos de idade, dá para viver umas 5 vidas diferentes ainda.
2. Não existem momentos "worth living"? Desde o sol iluminando o seu rosto até aquele instante de amor pleno?
3. Minha última questão concerne ao enredo da história: será que devemos expressar 100% tudo que precisamos antes morrer ou simplesmente tem coisas que dispensam ser faladas? Porque senti falta de um proper closure, mas essa é a vida. Desculpa por contar o final, mas o protagonista então se suicida e dá toda a fortuna dele para a personagem principal, mas não tem nenhuma frase tipo "viva por mim". É claro que podemos entender que isso está implícito, já que ela sai viajando o mundo (sim! uma boa maneira de superar a fossa, haha) inspirada por tudo que ele já contou a ela. De forma paradoxal, ela ganha autonomia e independência enquanto pessoa para viver a vida que ela nunca pensou em viver, mas só porque ele [personagem masculino, rico, etc] permitiu ela isso. Obviamente não gostei do paradoxo, porque preferia algo mais natural - ela descobrindo as coisas por si mesma. Por fim, não posso dizer que não gostei da história (caso contrário não teria escrito todo esse texto espontaneamente), mas vi ressalvas demais no enredo para dar uma opinião "sim-não". Devo assistir o filme e chorar bastante mesmo assim :P


ps. todo esse post é porque queria escrever apenas duas linhas no meu caderninho pessoal e aí lembrei que tenho um blog!
ps2. é muito difícil sair do país e pensar que quando você voltar as coisas não serão as mesmas de quando você foi; que você não pode estar com quem precisa da sua companhia; que certas pessoas nunca mais estarão lá.

Homenagem ao Rio Doce

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Ou uma história que meus netos não vão acreditar que vivi!

Beauty reveals itself when you are not expecting it. Exactly one year ago, I experienced one of the most overwhelming moments of my life. Back in Brazil, I had the privileged to live in a region full of wonders and I decided to spend a day in a small village called Regência – ES: it is a very humble community, where streets are unpaved and houses are plain; where the river meets the sea. This is an environment-protected area and I wanted to attend the birth of a rare species of turtles. By the end of the day, the turtles left their nest and it was an impressive event. I felt honored to see this spectacle of life and I did not want to leave the beach. I thought I had seen all the surprises that the world could offer me in one day, but this was just the beginning. This place echoed peace: a desert beach, blue skies, the salty breeze and the calm rhythm of the waves. Suddenly, I started to hear the sound of different birds and I knew that I should keep walking the coast. My boyfriend followed me until we saw a band of birds arriving. I was stunned! I had never seen so many birds together at once – an unheralded event. My boyfriend suggested, then, that we stopped right there to appreciate this moment. Hundreds of birds were profiting of a sandbank next to the beach: a collective gathering for food and sun. The skies turned multicolored and I started to feel hypnotized towards that gold sandbank; although we were very comfortable under an improvised tent of coconut leaves, the sea seemed so inviting and I could not resist - I had to swim in that direction. It was the first time that I felt such an impulse; I could not explain, I just warned my boyfriend: “I’m going to swim until I arrive in that sandbank! If you don’t wanna go, you can stay there and watch me!” he replied, “Are you sure? I don’t see the point, we didn’t even bring a towel, let’s observe the sunset from here” I said, “I have never been so sure – the water is so nice and warm!” - my point of view always is “why not?”. For some reason, he noticed that the sea was getting more agitated, while everything seemed easy for me – a strong will took control over me and I would not be satisfied until I accomplished that goal. Nevertheless, I am not a swimmer. In the past, I feared swimming in the sea. Hence, it was quite different to experience this urge beyond risks. Few minutes later, I was astonished that my boyfriend changed his mind and entered into the water too. Then, I felt very confident - I was even swimming backstroke, but I started to realize that the sandbank was not as close as I first imagined. As further we went, further it seemed to get. I thought, “nothing is wrong, he is a great swimmer and we know what we are doing” until the moment that he grabbed me and said, “crawl harder”. The sea current was strong enough to carry me and we could not easily reach the sandbank; what it was supposed to be a ten-minute swim became a never-ending journey, aiming a place that seemed to be “running away” from us.  It was a point of no return; turning back was not a possibility – we would not give up and it would be more dangerous to change the track in the middle of the sea. The only option was to keep swimming the fastest we could. Finally, we managed to arrive at our destination – on time to see a marvelous pink sky sunset and… a “pororoca”. Pororoca is an indigenous word to describe the encounter of waters – the river and the sea becoming one. I was paralyzed - the force of nature was awe-inspiring. The birds stopped flying and were singing by our side in the sandbank. I could not believe my eyes, in fact, I only know what I felt it. It was overpowering to comprehend that we were swimming when the rhythm of the sea changed completely; it was peculiar to watch one of the greatest nature’s phenomenon standing on the sea.  I was a part of this transcendent beauty, in startling admiration. For one eternal instant, I felt completely integrated with nature. I felt that I was part of something bigger and incredible. As the wind intertwined with my long and salty hair, I have never felt so beautiful or fulfilled in my life. I wanted to shout my inner happiness and gratitude to the world. I wish I could stay there forever! However, this was half of the quest. In fact, whilst stunned with such magnificence, I could also see that we were already in the middle of the ocean. My boyfriend precisely said, “we cannot stay here; we must run”. Run to the other side of the sandbank before the sand dissolved into the sea was our only chance to get back to the beach. As we were in open-water, far away from the shore, we needed to choose the shortest path to swim – and this included passing through the bird’s band and… the pororoca. I never felt such a rush of adrenaline in my body before, literally “run and swim for your life” to surpass this challenge. I would be dreadfully afraid if my boyfriend were not by myside. In that moment, we shared a bond of trust among the nature and ourselves. What was supposed to be a simple attempt to appreciate beauty, turned out to be an extreme adventure with unexpected emotions. Beneath the moon, that night, we were the sea. Navy-blue waves showed me that humans are too small to defy nature. This scenery happens at Rio Doce, tragically devastated by the biggest environmental disaster that Brazil has ever seen (Samarco’s Toxic mine mud) and I share this memory to honor how much beauty and life is now lost:

Desejos reprimidos

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Nessa semana ficou famosa a história do advogado que peticionou em versos e o juiz prolatou a sentença em prosa e poesia. Até parece que está faltando processo para essa galera, mas isso me faz pensar: o quanto o Direito suprime a arte em nós? Quantos potenciais artistas resolveram ser advogados ou juízes por estabilidade e conformismo? E quantos estão infelizes por aí agora?

ps. Esse post também poderia se chamar - Direito e Arte: É possível conciliá-los?
Diga-se de passagem que isso é uma linha de pesquisa consistente. Intersubjetividade, tendências hermenêuticas, enfim... e eu quase me matriculei em uma matéria chamada Droit et littérature!

Desejos europeus

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Criei uma pequena listinha "planos não tão impossíveis assim" para depois de um tempo verificar se de fato eles são impossíveis:

  • Me alimentar melhor

  • Me exercitar com afinco

  • Conseguir ter e seguir um "timetable"

  • Ter uma câmera profissional (não sei com que dinheiro, mas desejos são desejos)

  • Conseguir manter os 3 sites

  • Fazer vídeos e escrever constantemente

  • Me envolver em uma pesquisa de qualidade, com análise de dados e %

  • Responder emails e mensagens instantaneamente (ou não responder at all e não me sentir culpada por isso)

  • Transformar todos os papers acadêmicos que obrigatoriamente vou ter que escrever em produção científica

  • Me sentir confortável com o francês

  • Conseguir dar boas apresentações em inglês

  • Não vamos pedir muito mais do que isso, né! Se eu conseguir dar conta desses desejos, já vou ser muito feliz!