A Pequena Infante é cheia de reflexões e de histórias para contar! Este é um registro bem diverso da rotina, pensamentos, opiniões, vontades e aspirações... Enfim. Talvez até um pouquinho mais!

The Night Watch

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Esse é um dos quadros mais famosos de Rembrandt. Olha por tudo que ele passou:

On January 13, 1911, a man slashed the painting with a shoemaker's knife.

The work was attacked with a bread knife by an unemployed school teacher on September 14, 1975, resulting in several large zig-zagged slashes. It was successfully restored after four years, but some evidence of the damage is still visible up close. The man was never charged and committed suicide in a mental institution in April 1976.

On April 6, 1990, a man sprayed acid onto the painting with a concealed pump bottle. Security guards intervened and water was quickly sprayed onto the canvas. The acid had only penetrated the varnish layer of the painting and it was fully restored.

E está maravilhosamente exposto na Holanda até os dias de hoje, resistente a todas as adversidades ao longo do século :P

A vida como ela é

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Sei que já escrevi muito sobre escolhas por aqui - e isso acaba dizendo bastante sobre mim também. Mas hoje li um texto do Alex Castro que reflete muito do que penso; recorrentemente cito ele aqui no blog, talvez por acompanhá-lo desde os momentos que comecei a escrever essas divagações. Hoje, não concordo com tudo que ele diz, mas as perspectivas dele são sempre interessantes e algumas coisas me marcam, como o texto abaixo:

não existe isso de escolha certa.
não faz sentido se torturar para decidir qual é o caminho certo. isso só leva a infelicidade. pois no primeiro contratempo você vai concluir que caminho certo era o outro, que você escolheu errado, que é um idiota. (e sempre vai haver um contratempo.) a busca pela escolha certa sempre leva à infelicidade, não interessa o resultado.
e eu convido as pessoas a jogarem fora essa noção de certo. se estão considerando seriamente duas escolhas, então é porque com certeza ambas são “certas”, ou seja, ambas tem méritos o suficiente para merecerem consideração e reflexão.
mas a escolha é inevitável. (achar que podemos ter tudo é o maior sintoma de uma personalidade infantil, imatura, narcissista.) então, nos resta medir nossas prioridades e escolher – sempre sabendo que nenhuma escolha é perfeita, sempre sabendo que toda escolha implica uma perda.
uma vez, eu disse no blog que não tinha arrependimentos e caíram vários leitores de pau em mim, dizendo que era impossível, que estava gastando onda, etc. mas eu repito: se você sinceramente encara a vida como expus acima, a própria noção de arrependimento perde o sentido. você não tem COMO se arrepender.
hoje, sabendo tudo o que eu sei, eu não teria ido para os estados unidos em 2005. mas eu hoje só sei tudo o que eu sei porque eu de fato fui para Nova Orleans em 2005 e morei lá por seis anos. e eu sempre vou ter morado seis anos em Nova Orleans. e essa experiência sempre vai ter me modificado e definido. então, não faz nenhum sentido falar em arrependimento. claro que não me arrependo de nada. como poderia?
* * *
para receber os textos do autor:
http://alexcastro.com.br/assine/

Toda escolha é difícil justamente por nos forçar a abrir mão de outras coisas. Costumamos pensar que escolhas são apenas ganhos (no pensamento: "olha, como é bom ter opções e poder decidir!"), mas não consideramos que toda escolha é uma perda. Erros e acertos, tentativa e aprendizagem. Intercaladas notícias boas e ruins pelo caminho. A vida como é ela demonstra que só nos resta assumirmos responsabilidade pelos nossos atos, sem meias-desculpas ou arrependimentos, para arcarmos - e vivermos bem - com as consequências do que escolhemos todos os dias.

Aniversário

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Esse ano, tive um primeiro de abril tão leve e alegre! :) Mas o que quero tratar aqui é algo curioso: geralmente, nos dias do meu aniversário, acordo com uma trilha sonora na cabeça - sério! haha. Sou boa nesse negócio de dormir e sonhar, e às vezes o sonho é musical. Lembro que, aos 18, acordei com a ótima música de Morning Glory!

Ano passado, lovefool:


Hoje, acordei com essa, clichê mas que ficou na minha cabeça :)


Mar

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Hoje sonhei de novo com o mar. Fazia tempo que não tinha sonhos desse tipo. E é sempre em Manguinhos. Sonhei com uma praia, no amanhecer, em que pairava essa sensação de solitude + voidness, o que foi muito curioso. Sentia isso tocando na areia, olhando para o mar e esperando as ondas/tsunami por vir. E com tranquilidade. Quando o mar finalmente começou a se agitar, meu sonho terminou com a frase "é hora".

Girls

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Via de regra, não gosto de Girls. Dos atores meio mais ou menos, da caracterização tão realista que quase denigre, do típico drama feminino egocêntrico. Mas (e aí que vem a graça da vida), se você insiste em algo mais ou menos existem duas possibilidades: (i) você se acostuma; (ii) você eventualmente se surpreende. Escrevo hoje apenas para dizer que finalmente achei um episódio de Girls decente: criativo, dinâmico em vinte minutos (esse é o melhor atributo da série) e real sem forçar a barra - conseguindo até ser verdadeiro e autentico. No final das contas, gosto de Girls porque fico impressionada como a HBO se permite fazer uma série tão intencionalmente despretensiosa - é assim que eu caracterizaria Girls, a vida como ela é (o que às vezes até me espanta - se o mundo feminino está tão difícil assim mesmo). Só para constar, assisto esporadicamente Girls, mas até tive uma frequência mais fiel com essa última temporada já que achei que melhorou um pouquinho. Em todo caso, a HBO tem um voto de confiança comigo desde Rome (uma das melhores séries que já assisti), até aos altos e baixos de In Therapy e Game of Thrones. Mais recentemente, estou hipnotizada por True Detective. Não assisto outras boas produções da HBO e afins porque não é possível ver/ler/conhecer tudo na vida; tenho que utilizar critérios seletivos, cada coisa de cada vez.

obs. Isso faz parte da minha lista de guilty pleasures - acho que deveria ter uma tag no blog disso :P (e meu deus, Revenge recebe uma nota maior no IMDb, vou começar a repensar esse critério de avaliação).