Palavras, atitudes, mudanças.

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Com base no vídeo de John Francis, podemos fazer grandes reflexões.

É engraçado porque acho que muitos se identificam de alguma forma com os vastos argumentos apresentados lá... Eu, por exemplo, entendo muito bem a hora que ele fala que 'discutia', insistia, tentava convencer as pessoas com tanta ênfase até um momento que você começa a questionar o valor da sua palavra, se aquilo realmente é efetivo... E que às vezes você não precisaria de estar sequer pronunciando essa palavra. E quando você tem a experiência de poupá-la, percebe quanta coisa é diferente... Você começa a escutar os outros. E lá ele cita outra coisa que entendo muito bem, escutar as pessoas, pensar "ai, já sei tudo que ela está dizendo", e logo pensar no contra-argumento. Isso é algo que emperra a comunicação, verdade. E por isso é tão construtivo fazermos a experiência de percebermos isso.

Outro ponto interessante é que quando mudamos nossa postura, as pessoas começam a realmente valorizar o que costumava ser tão comum. Aquela palavra enfadonha começa ser bastante importante, começa a ser escutada com ardor.

Uma mensagem muito válida que ele ressalta é se quisermos fazer a diferença, precisamos sair do plano teórico e transformarmos em uma ação.
É um progresso muito grande: Conscientização via palavras, ações via atitudes e aí sim uma mudança concreta.

O enfoque dele é o meio ambiente. E o meio ambiente somos nós. Como tratamos nós mesmos, como tratamos cada um. Essa é idéia para ser transpassada.

Às vezes estamos aprisionados por concepções que nos prendem e nos deixam angustiados, sem sequer notarmos, porque em muitas situações aquela concepção se aplicava nos próprios conceitos. Mas não é tão simples nos desprendermos de antigas concepções e mudarmos. Porque temos receio de mudanças. E muitas vezes estamos agoniados justamente porque sabemos da necessidade dessas mudanças. Sempre há mais o que conquistar. E precisamos deixar para trás o antigo para darmos um passo novo, que seja na construção interior de cada um. É difícil deixar a segurança de quem nós fomos e seguir a direção de quem vamos ser. E sair de uma realidade confortável para um futuro incerto.
Mas o ideal é nunca estarmos fechados em concepções e sim termos horizontes abertos. E sabermos que podemos sim realizar o que quisermos, temos capacidade para tal. E um coração que precisa ser repleto de esperança.

Transformações são assim. É preciso visualizar não só quem somos, mas quem queremos/iremos ser.