Sobre escrever

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Esta é uma dita metapostagem. (Adorei o termo! :P)

Passeando por blogs, encontrei um texto que me inspirou para escrever um pouquinho sobre esse assunto por aqui.

Nunca tive muita fé no que eu escrevia, no início. Os outros é que acreditavam no meu potencial. Sempre gostei de escrever, mas sempre fui muito prolixa, com as redações cheias de 'evite repetições' :P
Foi um longo trabalho para contornar isso e descobri uma verdadeira paixão na escrita. Um longo trabalho para aprender a valorizar o que escrevo, porque acho que isso é o essencial de um texto. O autor tem de gostar dele, tem de ser o primeiro a favoritá-lo. E assim nasce o primeiro grande impulso de escrever. É claro que incentivos externos são muito bem-vindos. Ao mesmo tempo, precisa-se saber lidar com a realidade complicada de receio da crítica, do não-aceitamento, enfim. - Mas quem disse que se deve escrever apenas o agradável e o aceitável? Muitos, ao longo da história, se destacam justamente por fazer o contrário...

Porque como bem diz o Blog Akemiaoki,
"(...) sobre a angústia de escrever - um assunto comum a praticamente todos os escritores. É a tentativa que nos mata. O sempre mesmo medo de passar vergonha, de que nos leiam e olhem com desdém para nossas páginas, que pensem “coitada!” ou “quem foi que deu um lápis para essa criatura?”. Ele passa linhas dizendo como ela é uma boa escritora estreante. Diz às avessas que ela não é assim uma Brastemp, mas que antes de ser assim uma Brastemp é necessário não ser assim uma Brastemp. Faço sentido? Pois bem.
Escritores devem apenas escrever o que escrevem e não ficar procurando escrever para chegar a escrever algo de grandioso. Porque o grandioso é o que se escreve..."


Por que escrevo? Uma das razões principais para mim é explanar a mente, de forma que ela não precise martelar assuntos. É bom liberar idéias. Às vezes ficamos oprimidas por elas, quase nos perdendo em pensamentos.

Encontrei neste blog um espaço para expor isso. Essa é a primeira função dele. Quase um espaço de desabafo, em que minha liberdade de expressão lidera e considero situações sob minha própria ótica, de forma parcial sim.
Mas a pretensão do blog é evoluir. Escrever sobre temas não só referentes a mim, mas ao mundo em si.

Transformar idéias flutuantes na mente para palavras é extremamente difícil, na maioria das vezes não conseguimos encontrar a palavra ideal, utilizamos termos que não deveríamos... E em muitos momentos não ponderamos o peso de nossas palavras.

Assim como ainda há a incrível expressão "don't take your audience for granted", pois não necessariamente o leitor vai compreender o que o autor de um texto quis expressar ali. Existem nossas faltas escritas em não conseguir transpassar o que realmente queríamos e também o fato de que cada um interpreta e analisa um texto de forma distinta, então é realmente complicado expressar a idéia pensada de forma ideal e clara. Em muitas situações, não conseguimos fugir nem da generalização, nem da especificidade... Deve-se ser muito cuidadoso no uso de termos, sempre lembrando do "Quase oculto" nas frase e outros recursos desse tipo...

De alguma forma, sempre somos restritos no que escrevemos, porque é muita coisa para ser resumida em simples palavras em um breve espaço banal. Principalmente porque muitos casos que abordamos são amplos e complexos demais para tal.

É uma façanha conseguir ser conciso e completo, ainda mais para mim.

Eu, por exemplo, gosto de escrever ilimitadamente e com muita ênfase, e sei que algumas vezes o texto pode ficar enfadonho, exagerado, arrogante, sei lá...
E não é a intenção. Quando analisamos um texto depois de algum tempo, percebemos vários "Não era bem essa a intenção do que eu queria dizer..."
Tento superar isso. Mas não é fácil.

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A idéia aparece, a inspiração vem, planejamos o que queremos dizer, escrevemos, ajeitamos a estrutural textual, fazemos várias modificações e aí 'quase' podemos dizer que o texto ficou pronto, a princípio... Porque olhe lá, queremos mudar um monte de coisa depois, alterar alguns termos... Até praticamente reescrever o texto de novo!

E nunca parece ser o ideal... Tentamos sempre melhorar e aprimorar a nossa escrita...
Pois é, um processo de constante modificação e aprendizagem...

Até um certo dia que lançarei um livro, haha! ;PPPP

ps. Só um?! :P

2 comentários:

  1. "Nunca tive muita fé no que eu escrevia, no início. Os outros é que acreditavam no meu potencial."
    Comigo era o contrário. Em geral eu gostava do que eu escrevia, mas a opinião de quem importava, ou seja, das professoras, nunca me era muito favorável. E aí minha auto-estima literária foi fazendo uma curva descendente até beirar quase o chão. Mas aí encontrei um professor no 1º ano do ensino médio que me deu meu primeiro 10 em redação e disse que eu escrevia muito bem. O tema era "escrever". Estou um pouco iludida até hoje com esse elogio...

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