Milésimo tweet

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Afinal, o que o twitter tem de mágico? Há pouco virou a nova grande moda na internet, sabe-se lá porque... na maioria das vezes, porque é um meio bem dinâmico de informação. Mas oras, 140 caracteres é uma limitação infeliz para se transpassar uma boa informação. Aí dizem que a graça é ser sucinto e objetivo, mas, e aí, aquelas pessoas que seguem milhares de outras, por fim, conseguem ler alguma coisa ou apenas gostam de divulgar suas vidas ali? Pois bem.
capitalização de 1 bilhão de dólares, muita coisa para só 140 caracteres, não?

Quanto a mim, me infiltrei no twitter bem antes de nova onda, demorei para me adaptar, mas, me acostumei. E aí, ponderei que no ano passado manter um twitter era muito mais simples e ativo do que se manter um blog, justamente pela facilidade. E assim quase comecei a gostar do negócio. Quase.

De tão modinha, de um sucesso descontrolado, ficou banalizado. Virou uma grande bagunça. Virou página de fofoca. O momento que me conscientizei da abrangência do twitter foi quando fiquei pasma ao ver um outdoor de propaganda sobre o twitter. Oo

E agora tudo tem de estar lá no twitter. Desse valor exagerado que atribuíram ao negócio, acabei de ler que a capitalização do site chega em 1 bilhão de dólares. É muita coisa para só 140 caracteres, não? ;P

De qualquer forma, ainda não retiro o caráter de que, se bem utilizado, o twitter é uma ótima ferramenta de informação dinâmica. E isso pode ser muito útil em várias situações.

Fato é que hoje tweeto (isso se transformou em um verbo!!!) o meu milésimo tweet.

Parece muita coisa - e realmente é - mas funciona como um mini blog para mim. E até levei bastante tempo para concretizar esse número, desde os primórdios em que fui condicionada a acompanhar as coisas interessantes que meu namorado colocava por lá (bons tempos eram aqueles que só existiam as coisas do meu namorado na minha página, só o que eu postava e o que ele postava). Resisti muito para mudar essa situação, mas logo amigas minhas foram chegando, e aí... Pois é. Meu twitter virou uma rede social.

E falando em redes sociais e internet, parei para refletir que na verdade, não me adentrei na internet por livre-espontânea vontade. Me inseriram nela. Desde o primeiro email que não fui eu quem fiz/queria para mim; desde a insistência da minha amiga para ela fazer um orkut para mim e eu acompanhar as coisas também; desde o fotolog (!) que outra fez - e daí veio ela colocar um nickname: agathahd - para eu colocar minhas fotos e escrever um pouquinho, visto que eu gostava; desde o lastfm que meu amigo me mostrou o caminho da felicidade; desde o gmail que um outro amigo fez visto que era o email de maior qualidade e espaço, e por aí vai... Até meu namorado me induzir a criar muitas coisas por aí, ou criando para mim, como o blog e até mesmo a originalidade em criar a expressão carinhosa que virou um atual apelido - Pequena Infante - e enfim...

Poucas coisas eu realmente me inseri "voluntariamente por vontade própria", como o facebook, por exemplo. E de lá fui misteriosamente expulsa, vê se pode! Oo
cartas: meio de comunicação mais precioso e singelo, atenciosidade e carinho muito maiores

Fato é que, querendo ou não, acho que sou uma pessoa conservadora nessas coisas de mudanças e ainda mais com essas mil coisas tecnológicas. Assim, resisto um pouquinho a cair na tentação delas. E, bem como li aqui, também acho que sou uma pessoa saudosista. Também fico espantada com a mobilidade e velocidade que as redes sociais da internet trazem ao mundo, mas por fim, não acho que posso reclamar tanto disso ;P

Não posso, contudo, deixar de dizer que valorizo sim aquele tempo em que cartas eram o meio de comunicação mais precioso e singelo, com todo o caráter especial que isso tem. E significa muito para mim, até hoje. Acho que a alegria de ler belas palavras escritas à mão é inigualável. É uma atenciosidade e um carinho muito maior. Palavras que realmente foram pensadas para estarem ali, deram trabalho para escrever, enfim. E são perpétuas, se você guardar direitinho. É um valor imensurável.

E assim, a reflexão - inclusive da foto ali em cima - é que twitter sucks pois a comunicação se banaliza. Quão mais significativo é um telefonema. Quão mais interessante são horas e horas falando com a amiga no telefone do que só mandando um mensagem minúscula que não se consegue expressar quase nada. Pois é. Sinto saudades disso também.

Mas por fim, sugiro que deva existir um equilíbrio na utilização de todos esses meios de comunicação. Todos eles tem seus aspectos positivos e negativos, e no mais, é saber aproveitar da maneira que melhor lhe convier.

Sinceramente, nada melhor do que não precisar dos meios de comunicação para se relacionar com o outro e sim poder apenas desfrutar presencialmente de alguém.

Sendo assim, meu milésimo tweet segue com um beijinho ao meu amado que é o culpado de me inserir no twitter e culpado também é de fazer minha vida de relacionamentos e comunicação mais feliz. ;*