Um pouco mais sobre democracia e cidadania

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Baseado no livro de estudo Cidadania no Brasil: O longo caminho, de José Murilo de Carvalho, citado no post anterior.

O conceito de cidadania vinculou-se, ao longo de mais de dois mil e quinhentos anos de história, com as mudanças nas estruturas sociais. E até hoje é difícil reconhecer a cidadania plena na sociedade. Existe sim, muitos cidadãos incompletos, usufruindo-se parcialmente de seus direitos. A cidadania abrange os direitos civis, políticos e sociais. São várias dimensões que resultam na complexa construção democrática.

Existem muitos empecilhos nesse processo, mas desenvolver visão própria do problema é exercer sua cidadania.

Cidadania e Democracia

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Até recentemente, não era evidente que existissem questões relevantes, tanto de ordem teórica como prática, envolvidas nas relações entre cidadania e confiança em instituições democráticas. A teoria liberal clássica nasceu da desconfiança diante das estruturas tradicionais de poder e a liberdade dos modernos comparada a dos antigos, como Bejamin Constant mostrou em sua célebre conferência de 1819, limitou a soberania dos cidadãos ao instituir o sistema de representação baseado na ideia de que quem escolhe um representante delega o seu poder de decidir.

Foram as extraordinárias transformações políticas das três últimas décadas do século XX, que culminaram com a democratização de vários países da Europa, da América Latina, da Ásia e da África, que provocaram a retomada das abordagens que associam a democracia com a expansão dos direitos do cidadãos, retomando, mas, ao mesmo tempo, indo além do que T.H. Marshall e R. Bendix haviam proposto sobre o tema em meados do século passado. De fato embora o vínculo entre democracia e os direitos dos cidadãos seja parte da tradição das ciências sociais, a novidade das abordagens atuais, depois de décadas de desuso do conceito de cidadania, está na importância atribuída à confiança dos cidadãos para o funcionamento das instituições democráticas. O que está em questão agora não é apenas a adesão ou obediência cega às instituições públicas, mas a confiança derivada de sua justificação ética e normativa, assim como de seu desempenho.

No Brasil, vários autores trataram das relações entre os efeitos das transformações decorrentes do fim do regime autoritário e a consolidação dos direitos de cidadania, e alguns reconheceram a centralidade da questão para o processo de democratização, mas raramente o problema foi posto em termos das relações de confiança e instituições públicas. O historiador José Murilo de Carvalho é uma exceção. No livro que irei tratar aqui, Cidadania no Brasil - O longo caminho e outros textos recentes, ele argumenta que o complexo processo de reconstrução das instituições democráticas no país converteu o tema dos direitos de cidadania no foco da expectativas geradas pela reforma das instituições que, em 1988, concluíram com a promulgação da Constituição Cidadã. Mas não deixou de chamar a atenção para o fato de que a reconquista da liberdade e a ampliação de direitos sociais e da participação não impediram que, o fenômeno de desencanto político e déficit de confiança dos cidadãos nas instituições democráticas, emergisse associado com as dificuldades dos governos democráticos, para solucionar os problemas sociais e econômicos do país.

Outros autores, embora partindo de premissas teóricas diferentes, perguntaram, recentemente, por que fomos levados a deslocar gradualmente a discussão da democratização para o terreno da consolidação da cidadania. Suas respostas sugerem que o renascimento do conceito está associado ao fato da cidadania constituir-se em uma espécie de princípio de articulação das demandas por emancipação e por inclusão social que emergem no contexto do conflito de interesses divergentes que caracteriza as sociedades complexas, desiguais e diferenciadas. Suas abordagens retomam a análise de Marshall sobre a expansão tridimensional da cidadania, relativa a direitos civis, políticos e sociais, e incorporam a importância da formação das identidades dos atores e de seu impacto sobre s relações de raça, etnia, gênero, etc. para o progresso de consolidação de cidadania; alguns se referem também ao papel da participação política para a educação do cidadão ativo. Há uma evidente ampliação do conceito de cidadania, mas a questão de saber se, por que e como os cidadãos confiam nas instituições democráticas não está suficiente desenvolvida, indicando a necessidade de novos estudos e pesquisas sobre o tema.

A premissa de que a confiança social gera a confiança política tem de enfrentar a objeção segundo a qual a democracia nasceu da desconfiança de que quem tem poder não é confiável, e de que os outros procedimentos habituais usados para mantê-lo precisam ser controlados para se evitar seu abuso. Segundo essa concepção, a vantagem da adoção de regras e instituições democráticas está no controle, limitações e distribuição do poder propiciado por elas. A inovação democrática consistiu em criar normas de procedimento para colocar em cheque os poderes discricionários implícitos nas relações de poder.

Em consequência, a democracia implica em supervisão e e monitoramento do exercício do poder pelos cidadãos. Ou seja, ela implica em desconfiança e, para fazer valer isso, opera com normas e instituições desenhadas para que os riscos de origem possam ser controlados. Nesse caso, como falar em confiança política?

A ideia é que os direitos sejam "naturalizados" pelas instituições e "internalizados" na ordem institucional. Mas para isso, os cidadãos precisam aceitar que as regras garantem o seu direito de controlar as circunstâncias que geram desconfiança. Ou seja, a institucionalização da desconfiança supõe a existência de uma cultura de confiança para funcionar e são as instituições democráticas que tornam isso possível.

Nesse sentido, Sztompka fala que menos de cinco práticas democráticas que requerem a confiança para operar com sucesso. A primeira é a comunicação entre os cidadãos com vistas à definição de objetivos públicos. a segunda é a prática da tolerância e a aceitação do pluralismo; a terceira é o consenso mínimo sobre o funcionamento dos procedimentos democráticos; a quarta é a civilidade requerida pela relação de atores que competem por objetivos diferentes; e, a última, é a participação dos cidadãos seja em associações da sociedade civil, seja em organizações de objetivos políticos. Todas são indispensáveis à democracia e todas requerem graus razoáveis de confiança para funcionar.

Mas o argumento de Offe é mais complexo. Para ele, com a crescente interdependência dos sistemas complexos que constituem as sociedades contemporâneas, o Estado assumiu funções de articulador, não mais e nem exclusivamente de responsável pela solução de problemas coletivos que, antes, eram enfrentados também pela iniciativa espontânea da sociedade civil. Ao mesmo tempo, diante das transformações provocadas pela globalização e pela pressão para diminuir seu papel de ator direto na esfera econômica e social, o Estado fragilizou-se e, para implementar suas políticas, tem de apoiar-se na cooperação social.

A ideia é que a coordenação social necessária à implementação de objetivos que interessam a todos demanda o envolvimento dos cidadãos, quado menos, para garantir que as instituições cumpram a missão para a qual existem, e isso implica em confiança nas mesmas. Mas confiar em instituições não é a mesma coisa que confiar em pessoas de quem se pode esperar reciprocidade, indiferença ou hostilidade.
Confiar em instituições supõe conhecer a ideia básica ou a função permanente atribuída a elas pela sociedade, a exemplo da crença de que a política existe para garantir a segurança das pessoas. Isso se explicita por meio das regras constitutivas das instituições que rementem a conteúdos éticos e normativos resultantes da disputa dos atores pelo sentido da política; por isso, essas regras são referências tanto da ação dos responsáveis pelas instituições como das pessoas comuns que se orientam, a partir de sua experiência, por aquilo que aprendem sobre o funcionamento das instituições.

Isso significa que as instituições não são neutras, mas mecanismos de mediação política informados por valores derivados das escolhas que a sociedade faz para enfrentar seus desafios políticos. A confiança política dos cidadãos não é, portanto, cega ou automática, mas depende das instituições estarem estruturadas para permitir que eles conheçam, recorram ou interpelem os seus fins últimos - fins aceitos e desejados pelos cidadãos.

Em conjunto, esses estudos confirmam a tese de que as experiências dos cidadãos que influem sobre a confiança política estão associadas com a vivência de regras, normas e procedimentos que decorrem do princípio de igualdade.

Mas a avaliação dos cidadãos sobre as instituições depende do aprendizado propiciado a eles pelo funcionamento delas. Uma vez que sejam capazes de sinalizar, de modo inequívoco, o universalismo, a imparcialidade, a justeza e a probidade de seus procedimentos, assegurando que os interesses dos cidadãos são efetivamente levados em conta pelo sistema político, as instituições geram solidadriedade e ganham a confiança dos cidadãos. Em sentido contrário, quando prevalece a ineficiência ou a indiferença institucional diante de demandas para fazer valer direitos assegurados por lei ou generalizam-se práticas de corrupção, de fraude ou de desrespeito ao interesse público, instala-se uma atmosfera de suspeição, de descrédito e de desesperança, comprometendo a aquiescência dos cidadãos à lei e às estruturas que regulam a vida social; floresce, então, a desconfiança e o distancia dos cidadãos da política e das instituições democráticas, a exemplo da experiência brasileira recente.

Não se trata de que as instituições induzem simplesmente à realização de interesses privados - e, mais uma vez, separe os indivíduos da comunidade -, mas, nas condições da mediação institucional escolhida pela sociedade para enfrentar seus dilemas, que coloquem esses interesses em sintonia e cooperação com exigências dos interesses públicos.

Sobre escrever (2)

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Achei um vídeo que apresenta algumas ideias em comum com o que eu penso sobre...

Obs: mas é claro que eu não sou uma filósofa que quer desconstruir/criticar todos os conceitos possíveis, então, não tenho essa 'consciência pesada' que ele cita, e óbvio, nem espero ter, haha. Não deve ser algo muito agradável. Gosto de dormir bem e de ter bons sonhos! ;D

Boa noite! ;*

José Bonifácio

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José Bonifácio é um indivíduo histórico que admiro. Considerado Fundador da Política Externa brasileira e Patriarca da Independência, teve influências iluministas em suas concepções e conseguiu ser um expoente acadêmico brasileiro, destacando-se pelo mundo com seus talentos e admirando muitos governantes da época, o que lhe propiciou um maior sucesso. Assim, foi um personagem único na história brasileira, com propostas inovadoras ao país.

Parabéns meu amor!

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Meu orgulho! Você não faz idéia do tamanho da minha admiração por você ;) Suas conquistas são de muito mérito e esforço! E as considero muito importantes! Fico extremamente feliz por você, sua realização é muito valiosa para mim! ;D

E então, fotos com vários sorrisos alegres para comemorar:
                        









Nesses últimos dias me deu saudade dessas fotos antigas. Essas aí são tão naturais, tranquilas, felizes... Amo nosso amor ;*

Maquiavel Contemporâneo

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Análise proveniente de "O Príncipe" - comentários de Napoleão Bonaparte.

Meio milênio nos separa no tempo, mas, no entanto, ainda há algo que permanece em sua essência: o próprio homem.
Deixando de lado aqui o questionamento e o julgamento do conceito de natureza humana complexa, diríamos que esta tem se revelado imutável por mais que mude todo o imenso resto que rodeia o homem através da inteligência, criatividade e ação desse mesmo homem.

'O príncipe deve despertar temor e respeito, consolidar reputação de duro e inflexível e até de cruel, nunca de piedoso, compassivo ou até mesmo bondoso, o que poderia torná-lo alvo do desprezo do povo.' Por outro lado, o povo aprecia mais o afago e a ilusão que a verdade e consegue viver tranquilo, satisfeito e produtivo mesmo ludibriado eficientemente por um astuto governante. Quão atuais soam essas palavras, especialmente no seio de governos ditos democráticos e liberais, dos quais o Brasil constitui um exemplo...

Assim, quando florentino Maquiavel disseca - sem escândalo, restrições, hipocrisias e moralismos - o cerne da alma humana, distanciado das alturas metafísicas e aproximado das baixezas políticas, damos de cara com as mesmíssimas qualidades, eticamente classificadas e pintadas de boas ou más, nobres ou torpes, dignas ou indignas detidas pelos políticos de nosso tempo.
E o homem político nada mudou essencialmente.

Aristóteles, refere-se à essência do homem ao afirmar que o homem é o seu ser: o homem é um animal social.
Sabemos que o latim é originário do grego antigo e posterior a ele. A despeito de distinguirmos nas línguas modernas os conceitos de social e político, o latim ‘socius’ corresponde ao grego antigo ‘politikum’.
Assim, o grego ‘anthropos zoon politikum’, para efeito do que aqui discutimos, deveria, preferivelmente, ser traduzido por o ser humano é um animal político.
‘Politikum’ deriva de polis, um dos conceitos-chaves para a compreensão do mundo grego. A Polis é o lugar que torna a vida humana possível e exequível. Abrange o conjunto de instituições, costumes, leis, etc. em que o homem é.
O homem não pode ser concebido ou conceituado independente da Polis. Ele é o animal da Polis. O conceito moderno mais próximo de Polis de que dispomos é o conceito de Estado e não o de cidade.

A política mantém, desse modo, uma dependência íntima não só da psicologia, como também da ética e inclusive da ontologia (disciplina filosófica que trata da questão do ser).

Nicolau Maquiavel, diplomata e articulador político, sente, como toda sua obra o demonstra, a necessidade de uma ordem moral que facultasse a constituição de uma ética apta a estruturar um poder de Estado capaz de implementar a realização de uma vida moral mediante a qual o homem pudesse ser feliz.

Cabe a Nicolau Maquiavel o merito indiscutível de ter posto de maneira clara e ineludível um dos problemas mais debatidos pelos filósofos: aquele da relação entre a política e a moral. A resposta apresentada por Maquiavel não é uma solução desse problema; consiste, a seu ver, na mera apresentação dos fatos, na apresentação da verdade factual das coisas.

Embora não se identifique cruamente com o ‘homo homini lupus’ (o homem é o lobo do homem) - concepção que Hobbes tem do ser humano - Maquiavel parece não se deter em nenhuma daquelas virtudes nobres das quais certos homens raros foram investidos. 'E mesmo se ele se visse diante dessas virtudes assumidas ou encarnadas pelos homens que se agitam nos corredores da vida política, julgaria provavelmente que de nada valeriam para o eficiente desempenho das funções políticas' o que é realmente triste de se refletir...

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A coisa pública, numa perspectiva maquiaveliana, está sujeita a um ciclo: os Estados passam da monarquia à tirania, da tirania à democracia, da democracia à oligarquia, da oligarquia à anarquia e da anarquia à monarquia e assim sucessivamente. A história se movimenta segundo a Fortuna e pela intervenção de homens dotados de virtù que enfrentam a Fortuna e conformam a história. O único problema é que Maquiavel, em lugar de aprofundar sua análise do caráter cíclico da história, passa a fazer a avaliação psicológica dos grandes indivíduos de índole duvidosa. É necessário estar sempre preparado para o pior e os homens devem ser contidos por mão firme. Dessa constatação surge a idéia da contraposição entre o grande número, ao qual se adequa totalmente o modelo, e o pequeno número, a elite dos capazes, refletindo, quase completamente, a idéia presente em "A Política" de Aristóteles: "Alguns seres, a partir do momento em que nascem, estão destinados uns a obedecer e outros a comandar".
Tal máxima metodológica, associada a uma visão de identidade perene da história e do homem, faz com que, como em "O Príncipe", empreenda generalizações assumidas como verdadeiras e empregadas para compor a estrutura geral da teoria do Estado que, segundo sua doutrina, o princípio é o único a poder decidir qual é o bem do Estado, o que parece colocá-lo, através das razões éticas de Estado, acima das próprias leis. Uma saída teórica contida na própria obra em discussão é a conhecida teoria do equilíbrio das forças políticas, segundo a qual, quando numa determinada constituição se reúnem o príncipe, os grandes e o poder do povo, cada um dos três poderes vigia os outros ("Discursos", liv. 1, cap. 2). O princípio da liberdade repousa na possibilidade constitucional de contestação das decisões de uma dessas três forças pelas outras duas.

É claro que, atualmente, podemos analisar que a monarquia se revela usualmente a pior das formas de governo - o governo ou a administração do Estado é algo demasiado complexo para ser confiado a um só ser humano.
Quanto à democracia, põe nas mãos do povo a escolha dos dirigentes do Estado e o resultado costuma ser desastroso. A democracia, embora muito superior à monarquia, baseia0se na hipótese falaz da igualdade humana. O fato de os homens serem iguais perante as leis os leva a pensar que são iguais em todos os aspectos, pois, liberdade e igualdade são confundidas e niveladas.

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É preciso lembrar que todo ser humano, filósofo ou não, brilhante ou obtuso, pensa ou ao menos exprime seu pensamento pela linguagem... e as linguagens são muitas e diversas.

Embora os pensadores pensem e compreendam o mundo fundamentalmente do prisma do mundo particular em que vivem, suas conclusões filosóficas, se adequadamentes captadas, podem transcender o tempo e o peso que os concerne e assim, tornar-se universais.

Diferentemente dos importantes pensadores políticos no passado e no futuro de Maquiavel, de Platão e Aristóteles aos inspiradores da Revolução Francesa do final do século XVIII (Rousseau, Montesquieu, Voltaire) e Comte e Marx no século XIX ele compôs uma obra política assistemática sem o corpo teórico de doutrina política nos moldes tradicionais.
Entretanto, como o utópico Platão da "República Comunista", o frio Hobbes do "Estado como Leviatã", o simpático Rousseau do "bom selvagem", o mordaz Voltaire do "antimonarquismo radical", o revolucionário Marx da "ditadura do proletariado" e outros homens que pensaram o fenômeno político, Maquiavel examinou e avaliou formas de governo, tipos de Estado, instituições políticas, modos de administração do Estado, perfis de governantes, as relações entre governantes e governados e antes outros aspectos e elementos da vida política.
E, também como aqueles, procurou indicar o melhor dos governos - não o governo perfeito, mas o menos imperfeito consideradas as imperfeições e limitações humanas e a tremenda complexidade daquilo que chamamos de Estado.
Mais do que isso, Maquiavel tentou indicar os caminhos para a realização desse melhor governo possível por meio do melhor governante possível.
Indubitavelmente, as idéias de um pensador ou historiador político, mesmo as definitivas, radicam na idéia ou concepção que faz o elemento centra da vida política, a saber, o próprio homem, seja como indivíduo, seja como membro de uma sociedade.

Diríamos que o pensamento de Maquiavel, transpondo a barreira do tempo, está bem mais próximo de Nietzsche do que de qualquer outro pensador moderno. Embora não precisamente crítico implacável da moral como o célebre filósofo alemão, Maquiavel desenvolveu teórica e praticamente uma política de resultados.
Seu mérito foi desnudar a vida política, exibindo sem floreios, divagações, disfarces e atenuantes toda sua trama de planos, estratégias e manobras, não importando para ele, Maquiavel, se louváveis ou não do ponto de vista da moral cristã vigente.Entendia que não lhe competia emitir juizos de valor morais, e acima de tudo, não se permitia escandalizar-se.

Limtamo-nos a esboça-lo, também porque simplesmente que escreve estas linhas é humano, cidadão do mundo e sacudido por paixões, como todas as outras pessoas, demasiado humanas...

A título de reflexão final, resta a cada um de nós fazer, com senso crítico discernimento e destemor, a avaliação de nossos bórgias locais e nacionais e, como o político e cidadão florentino Maquiavel fez há séculos, aceitá-los ou combatê-los.

Que entrevistador! :P

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Assistam:

FHC no Hard Talk, I
FHC no Hard Talk, II

Interessante o questionamento sobre a frustração política brasileira, ao mesmo tempo há um progresso concreto e muitos não percebem. Existem também o fato que medidas que solucionem grandes problemas não ocorrem de maneira imediata e só aparecem, sim, em resultados à longo prazo. A perspectiva é positiva, mas às vezes nos recusamos a pensar assim.

Outro ponto a ressaltar nos videos: extremamente legal o questionamento entre os governos e ver como o FHC cobra certas posturas na atual diretriz brasileira, sendo que ele próprio não foi capaz de ter/fazer/implementá-las.

The World Economic Crisis and Social Policy

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An economic and financial crisis has engulfed the world. Banks have collapsed, stock prices have slumped and there has been an unprecedented decline in the economic activity. The crisis began in 2007, in the wake of the financial and real estate speculation in the United States, but it came after a long period of international financial instability, trade imbalance and several local or regional crises.
By late 2008, the crisis had spread to many countries. Governments responded with massive emergency measures, but the crisis continued to spread and large numbers of workers have been laid off all over the world.
Many see the crisis as an opportunity (for renewing) to renewed regulation and democratic re-structuring of the global economy. But solutions are complicated by the depth of the crisis, by the lack of strong global institutions, and by overlapping crises in the environment, natural resources and global trade.


The capitalism crisis shows how unprepared the world is to handle the economic problems with the social issues. The inequality is seen as the bigger obstacle to improve goals such as citizenship and democracy.
When founding the United Nations in 1945, member states agreed to work together to promote “economic and social advancement of all peoples.”
There are topics that are worth mentioning. Time passes by, poverty and income inequality are on the rise, many people endure terrible working conditions, and the world population also faces an alarming environmental crisis. The reality is way too far from the ideal theory, and which intrigues the people. And also makes the population frustrated and disappointed at the political world.


While the UN and its related institutions try to promote development, other powerful institutions and actors dominate the global economic system. The World Bank, the International Monetary Fund and the World Trade Organization have tremendous power over global social and economic policy. However, these actors generally represent the interests of the rich while silencing the voices of the poor. Until what point the economic side will prevail over the social one?
Meanwhile, most UN member states fail to live up to promises, although we need a reform in the global system, a fair state to ensure the human rights and environmental standarts, where UN could have a stronger role in social and economic policy.


Making politics work isn't simple. We need to show people what's in their long-term interests. We need to show them how the future could be better and bond together to create the conditions for that better future. We need to bring forward new ideas, and connect people who are passionate about seeing them implemented. We need to demand transparency in government, elect the best politicians we can find, and hold somebody accountable for doing something. We need, in short, to spread, grow, and protect democracies. The world need to believe that we can change instead of just complain and blame the government. People cannot give up and forget about hope. We can transform the reality and do the maximum to be as closer as possible to the ideal.

Paradigmas entre o ideal e a realidade

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[...] Nosotros, inventores de fábulas que creemos en todo, nos sentimos en el derecho de creer que aún no es demasiado tarde para emprender la creación de una utopía contraria. Una nueva y arrasadora utopía de vida, donde nadie pueda decir por los otros ni siquiera la forma de morir, donde el amor sea de verdad seguro y la felicidad posible, y donde las estirpes condenadas a cien años de soledad tengan por fin y para siempre una segunda oportunidad sobre la tierra."

Gabriel García Marquez

O ideal é utópico, mas precisamos fazer o possível para deixar a realidade mais próxima dele, entretanto. Seja em que quesito for.

As questões sociais são muito profundas para serem analisadas de forma superficial e isso dificulta qualquer processo, porque nunca se é justo o suficiente.

Existem muitas frustrações entre a teoria e a prática. Isso me intriga de tal maneira que eu não sei explicar. E sempre me fez pensar de uma maneira peculiar.

[...] Assim como o mundo, o sistema solar, o universo, os elétrons, a gente humano é tanta coisa ao mesmo tempo e fazer juízo sobre o que se quer em cada palavra escrita, dita, pensada parece um desperdício imenso das nossas potencialidades. Aí eu nem sequer sou.

Ando muito desconfiado das representatividades no mundo. Nada é o que deveria ser e as coisas começam a ser de fato o que parecem. As pessoas se projetam indivíduos num plano de possibilidades devolvido pela mídia (essa roubou da ciência e da religião o papel de nos dar imagens de normalidade). São os seres humanos que não vêem mais a fronteira da representação e viram na vida uma versão de si de terceira categoria. Gente que age como se estivesse num filme, que fala como se diante de um público, que pensa como roteirista. A internet é a nova dona do nosso espelho de realidade e também celebra um tipo qualquer. Mas se houve época em que as pessoas faziam tipo, hoje as pessoas viraram o tipo.

Penso olhar isso partindo de alguma coisa que já veio comigo. Acredito na compaixão por semelhança, por uma pessoa parecer mais com outra que com árvore. Isso, por si só, nos agrega, nos distingue. Essa semelhança nos faz não querer ao outro o que a gente não quer na gente. Acho compaixão uma pista da tendência emocional da nossa espécie de ser coletiva. Não acho que seja uma invenção textual ou um legado moralista; acho da nossa natureza. E caminha estranhamente de mãos dadas com a consciência a noção de si como ser, salto biológico da nossa linhagem ainda oculto nas razões. Consciência, fome, compaixão... Desejo também é original.

Eu tenho essa compulsão por descobrir o que me é anterior aos códigos, às palavras, ao redor. Isso que eu descrevo é um sentimento que tenho, quem dera fosse só a história. Tem vezes que acho que é tudo conversa e que é só preguiça de enfrentar a derrota anunciada da auto-invenção. Fuga da possibilidade de se propor como uma possibilidade.

A maçã é a escolha. Eu me pretendo chão da parábola. Não Adão, nem Eva, maçã, árvore... Sou mesmo o chão do qual todos eles brotam. Sinto os pés deles todos, sinto a cobra rastejar o fel, entendo todas as expressões das minhas possibilidades como minhas e pago por isso o preço estranho de não estar propriamente em nenhuma delas.
Acho que o mundo é mágico: célula, galáxia, sonho, palavra.

Busco-me sem cessar, porque sou infinita.

Acredito nos homens. Só de birra.

E não me rendo nunca.

Agonias desencessárias

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Como fico agoniada em me preocupar com dinheiro! Sei que uma das coisas que quero para minha vida é chegar em um patamar que eu não precise me preocupar com o dinheiro em si, vivendo uma vida equilibrada - sem extravagâncias ou excesso de luxo - e com as finanças sob controle.
Um problema é que o dinheiro consome nossas vidas, como se tivéssemos que colocar nossa vida em prol de ganhar dinheiro, trabalhar, comprar, pagar contas/dívidas, e todo esse ciclo do consumo... Até porque adquirimos um padrão de vida que sempre quer mais e a manutenção é complicada.
O dinheiro só deveria ser um elemento para conseguirmos o necessário que nos sustente de maneira contente.
Pois é. Mas ando passando uma fase bastante "pão-dura", com pena de gastar o dinheiro, sei lá... Não sei se é porque estou tendo um choque com a realidade cara do mundo, mas...

* Isso seria um bom tema para o meu 43 things. Tem uma meta lá que é 'Save Money'. Preciso voltar a escrever lá, irei. Preciso, a princípio, fazer meus curiosos relatos nas metas: Learn French, Learn Spanish. E completar várias novas idéias para os outros tópicos lá.

Lástimas?

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Tenho muito 'orgulho' em dizer que não sou uma pessoa que fico me lastimando pelos atos passados, assim como posso dizer que não sou uma pessoa arrependida.
Acho que todos nós temos que ter coragem e responsabilidade sobre os nossos atos. Simplesmente não aguento como não conseguem lidar com isso.
E fato é que tudo que já ocorreu é de extrema importância para a construção do presente atual, ou seja, contente-se ou conforme-se.
Não vamos ficar brincando de "E se...".

No entanto, em nossas experiências sempre ocorrem atos que não são plenamente satisfatórios, e portanto, divido-os em duas categorias de acordo com minhas concepções: Os que eu não deixaria de fazer no passado, mas não faria novamente num futuro - no entanto, se ele não tivesse ocorrido e não aprendesse a lição, iria sim fazê-lo; E os que só suporto nesse presente, caso voltasse no passado, não os faria, talvez... Mas como poderia saber se não tivesse feito?
Então é um ciclo de indagações muito grande para pensarmos em arrependimentos, e por isso, não sou condizente a eles.

Entretanto - saindo um pouco da linha anterior de pensamento - algo é muito importante a se ressaltar nos arrependimentos. É o primeiro passo para reconhecer os erros. É claro que muitas vezes só isso, não é basta. Mas já é alguma coisa.

Palavras, atitudes, mudanças.

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Com base no vídeo de John Francis, podemos fazer grandes reflexões.

É engraçado porque acho que muitos se identificam de alguma forma com os vastos argumentos apresentados lá... Eu, por exemplo, entendo muito bem a hora que ele fala que 'discutia', insistia, tentava convencer as pessoas com tanta ênfase até um momento que você começa a questionar o valor da sua palavra, se aquilo realmente é efetivo... E que às vezes você não precisaria de estar sequer pronunciando essa palavra. E quando você tem a experiência de poupá-la, percebe quanta coisa é diferente... Você começa a escutar os outros. E lá ele cita outra coisa que entendo muito bem, escutar as pessoas, pensar "ai, já sei tudo que ela está dizendo", e logo pensar no contra-argumento. Isso é algo que emperra a comunicação, verdade. E por isso é tão construtivo fazermos a experiência de percebermos isso.

Outro ponto interessante é que quando mudamos nossa postura, as pessoas começam a realmente valorizar o que costumava ser tão comum. Aquela palavra enfadonha começa ser bastante importante, começa a ser escutada com ardor.

Uma mensagem muito válida que ele ressalta é se quisermos fazer a diferença, precisamos sair do plano teórico e transformarmos em uma ação.
É um progresso muito grande: Conscientização via palavras, ações via atitudes e aí sim uma mudança concreta.

O enfoque dele é o meio ambiente. E o meio ambiente somos nós. Como tratamos nós mesmos, como tratamos cada um. Essa é idéia para ser transpassada.

Às vezes estamos aprisionados por concepções que nos prendem e nos deixam angustiados, sem sequer notarmos, porque em muitas situações aquela concepção se aplicava nos próprios conceitos. Mas não é tão simples nos desprendermos de antigas concepções e mudarmos. Porque temos receio de mudanças. E muitas vezes estamos agoniados justamente porque sabemos da necessidade dessas mudanças. Sempre há mais o que conquistar. E precisamos deixar para trás o antigo para darmos um passo novo, que seja na construção interior de cada um. É difícil deixar a segurança de quem nós fomos e seguir a direção de quem vamos ser. E sair de uma realidade confortável para um futuro incerto.
Mas o ideal é nunca estarmos fechados em concepções e sim termos horizontes abertos. E sabermos que podemos sim realizar o que quisermos, temos capacidade para tal. E um coração que precisa ser repleto de esperança.

Transformações são assim. É preciso visualizar não só quem somos, mas quem queremos/iremos ser.

Voto de Silêncio

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É muito interessante saber mensurar o valor das palavras. E quão são preciosas.
Eu, uma pessoa muito tagarela, estou passando por um experiência de avaliar o que eu diria e pensar antes de dizer: Se vale o esforço - e a dor - da palavra ser pronunciada.

Um vídeo extremamente incrível que vale a pena ser visto, muitas coisas construtivas - e mensagens importantes - são passadas nele!

Sobre escrever

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Esta é uma dita metapostagem. (Adorei o termo! :P)

Passeando por blogs, encontrei um texto que me inspirou para escrever um pouquinho sobre esse assunto por aqui.

Nunca tive muita fé no que eu escrevia, no início. Os outros é que acreditavam no meu potencial. Sempre gostei de escrever, mas sempre fui muito prolixa, com as redações cheias de 'evite repetições' :P
Foi um longo trabalho para contornar isso e descobri uma verdadeira paixão na escrita. Um longo trabalho para aprender a valorizar o que escrevo, porque acho que isso é o essencial de um texto. O autor tem de gostar dele, tem de ser o primeiro a favoritá-lo. E assim nasce o primeiro grande impulso de escrever. É claro que incentivos externos são muito bem-vindos. Ao mesmo tempo, precisa-se saber lidar com a realidade complicada de receio da crítica, do não-aceitamento, enfim. - Mas quem disse que se deve escrever apenas o agradável e o aceitável? Muitos, ao longo da história, se destacam justamente por fazer o contrário...

Porque como bem diz o Blog Akemiaoki,
"(...) sobre a angústia de escrever - um assunto comum a praticamente todos os escritores. É a tentativa que nos mata. O sempre mesmo medo de passar vergonha, de que nos leiam e olhem com desdém para nossas páginas, que pensem “coitada!” ou “quem foi que deu um lápis para essa criatura?”. Ele passa linhas dizendo como ela é uma boa escritora estreante. Diz às avessas que ela não é assim uma Brastemp, mas que antes de ser assim uma Brastemp é necessário não ser assim uma Brastemp. Faço sentido? Pois bem.
Escritores devem apenas escrever o que escrevem e não ficar procurando escrever para chegar a escrever algo de grandioso. Porque o grandioso é o que se escreve..."


Por que escrevo? Uma das razões principais para mim é explanar a mente, de forma que ela não precise martelar assuntos. É bom liberar idéias. Às vezes ficamos oprimidas por elas, quase nos perdendo em pensamentos.

Encontrei neste blog um espaço para expor isso. Essa é a primeira função dele. Quase um espaço de desabafo, em que minha liberdade de expressão lidera e considero situações sob minha própria ótica, de forma parcial sim.
Mas a pretensão do blog é evoluir. Escrever sobre temas não só referentes a mim, mas ao mundo em si.

Transformar idéias flutuantes na mente para palavras é extremamente difícil, na maioria das vezes não conseguimos encontrar a palavra ideal, utilizamos termos que não deveríamos... E em muitos momentos não ponderamos o peso de nossas palavras.

Assim como ainda há a incrível expressão "don't take your audience for granted", pois não necessariamente o leitor vai compreender o que o autor de um texto quis expressar ali. Existem nossas faltas escritas em não conseguir transpassar o que realmente queríamos e também o fato de que cada um interpreta e analisa um texto de forma distinta, então é realmente complicado expressar a idéia pensada de forma ideal e clara. Em muitas situações, não conseguimos fugir nem da generalização, nem da especificidade... Deve-se ser muito cuidadoso no uso de termos, sempre lembrando do "Quase oculto" nas frase e outros recursos desse tipo...

De alguma forma, sempre somos restritos no que escrevemos, porque é muita coisa para ser resumida em simples palavras em um breve espaço banal. Principalmente porque muitos casos que abordamos são amplos e complexos demais para tal.

É uma façanha conseguir ser conciso e completo, ainda mais para mim.

Eu, por exemplo, gosto de escrever ilimitadamente e com muita ênfase, e sei que algumas vezes o texto pode ficar enfadonho, exagerado, arrogante, sei lá...
E não é a intenção. Quando analisamos um texto depois de algum tempo, percebemos vários "Não era bem essa a intenção do que eu queria dizer..."
Tento superar isso. Mas não é fácil.

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A idéia aparece, a inspiração vem, planejamos o que queremos dizer, escrevemos, ajeitamos a estrutural textual, fazemos várias modificações e aí 'quase' podemos dizer que o texto ficou pronto, a princípio... Porque olhe lá, queremos mudar um monte de coisa depois, alterar alguns termos... Até praticamente reescrever o texto de novo!

E nunca parece ser o ideal... Tentamos sempre melhorar e aprimorar a nossa escrita...
Pois é, um processo de constante modificação e aprendizagem...

Até um certo dia que lançarei um livro, haha! ;PPPP

ps. Só um?! :P

Conscientização verde

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À título de informação e conhecimento:

Conheci um vídeo, "The Story of Stuff", que interliga problemas sociais e ambientais com o hábito de consumo incentivado pelo modelo capitalista.

Não que eu concorde plenamente com todas as idéias que são expostas no vídeo; entretanto, o foco primordial dele é a conscientização e acho que esse propósito é muito bem sucedido no vídeo.

E assistindo com atenção, percebe-se várias frases bastante importantes e interessantes, induzindo a reflexão.

Pesquisando um pouco mais sobre, descobri algo ainda mais substancial, que é o: "Recommended Reading"

Vale a pena conferir. ;)

Relações Internacionais e o Direito Internacional

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Como uma estudante apaixonada pelas Relações Internacionais e pelo Direito Internacional, vejo a integração de ambas áreas de estudo sendo essencial para a completude do conhecimento acadêmico.

A disciplina das relações internacionais examina as tensões e conflitos entre Estados, suas causas, processos e fatores, cuidando diretamente da análise dos fatos e dos valores. Não prescinde, todavia, do conhecimento das normas convencionais internacionais, tanto para apurar os fatores e interesses subjacentes como para averiguar sua eficácia ou seus efeitos no jogo dos entendimentos internacionais. Dessa forma, é o direito internacional que deve ter primazia na condução das relações internacionais e que deve regular os processos internacionais nos diversos campos, entre os quais aborda as organizações, a segurança, a diplomacia, o espaço marítimo, aéreo e cósmico, das zonas polares, dos direitos humanos e do ambiente.

Essa curiosa"parábola" ilustra isso de maneira bem interessante.

E segue uma análise bastante construtiva sobre o estudo de RI e seu desenvolvimento, de Odete Maria de Oliveira, no livro "Relações Internacionais - Estudos de Introdução" :
O estudo acadêmico de RI começou com a tentativa de se analisar as causas da guerra, e como desenvolver meios de reduzir sua ocorrência no futuro. Desde então a agenda se expandiu para incluir várias questões importantes, de natureza analítica, metodológica e substantiva . E na medida que o mundo se transforma, mudam também as questões relevantes em RI. Pode-se dizer que o desenvolvimento da área na Academia é o produto de pelo menos três influências concêntricas: (1) mudanças e debates dentro da própria área de RI, (2) o impacto de eventos importantes a nível mundial, (3) a influência de idéias novas nas Ciências Sociais. Os principais eventos no século XX (as duas guerras mundiais e a Guerra Fria) influenciaram o estudo de RI tanto quanto suas disputas internas, como os chamados ‘grandes debates’ e os debates interparadigmáticos.Portanto, RI vive hoje uma terceira fase (ou onda, como propõe BOBROW, 1999) de um longo processo. A primeira fase desse processo teve início logo após a I Guerra Mundial. Paralelamente ao interesse acadêmico por questões de guerra e paz, o período se caracterizou também por movimentos de mobilização, nacionais e internacionais, em prol de um mundo pacífico e justo. Com a Grande Depressão Econômica e o surgimento de regimes totalitários na Europa e no Japão, o clima de otimismo e esperança(segundo críticos, de utopia) então existente transforma-se gradativamente, na medida em que o mundo caminhava para um novo conflito. A segunda onda se inicia com o fim da II Guerra Mundial. Mais uma vez o interesse acadêmico se concentra em grandes questões relacionadas com paz e guerra, mas emergem também outros interesses, como a maximização do poder nacional e a segurança; democracia, políticas domésticas, descolonização, ideologia, desenvolvimento. Aprofundam-se as divergências Leste-Oeste, o que leva à formação de alianças (OTAN, Pacto de Varsóvia); a Ásia passa a ter, também, papel importante nas RI. A terceira onda começa com o fim da Guerra Fria. Intensificam-se o processo de globalização da economia e a revolução na tecnologia da informação, ao mesmo tempo em que se acentuam as diferenças entre o mundo desenvolvimento e os demais países, assim como a busca pela identidade nacional, gerando conflitos em várias regiões. Muitos dos temas importantes nessa terceira onda representam continuidade das fases anteriores, em termos teóricos, metodológicos e substantivos, mas há também novos desafios e um renovado dinamismo.

No Brasil, a área de RI passa também por uma nova onda, de expansão, dinamismo e otimismo. É esta, portanto, a oportunidade de ser e pensar o direcionamento a ser dado à produção intelectual da área, que deve se preocupar também com a produção de conhecimento novo, inclusive na área didática, não se limitando simplesmente à utilização e transmissão de conhecimento já disponível, gerado em outros contextos, com características socio-culturais, políticas e econômicas distintas. A expectativa não é, necessariamente, a criação de ‘novos’ modelos, paradigmas, abordagens, mas a utilização crítica, seletiva, de ferramentas teórico-metodológicas já disponíveis. Esse esforço contribuiria também para elevar qualitativamente o padrão de ensino, na medida em que se torne mais viável a interdependência entre ensino, pesquisa e produção científica.

Pela sua tradição e qualificação de seu corpo docente, a UnB tem condições de manter seu pioneirismo, tornando-se núcleo gerador e de irradiação de conhecimento e inovação em RI, sobretudo em áreas que no Brasil ainda não foram estudadas de maneira sistemática e com a necessária profundidade. Para enfrentar esses desafios não se necessitam de grandes investimentos em laboratórios, por exemplo, mas sim de determinação e de uma atitude comprometida com a interdependência entre ensino e pesquisa. Na medida em que tais desafios sejam superados, torna-se mais viável o apoio de agências financiadoras de pesquisa e de aperfeiçoamento didático, tanto do Brasil como do exterior. Vencer esses e outros desafios irá, sem dúvida, contribuir também para a consolidação de uma auto-imagem positiva de RI.

Nova Rotina

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Bom, prometi que esse ano eu iria me dedicar a uma realidade que me afastei ano passado, pois não tinha disponibilidade para tal. Faço as coisas para minha realização pessoal e equilibrio.
Me realizo fazendo minhas paixões. Estudar o que eu gosto é uma delas. Ter meus hobbies amados então... É uma das coisas que traz alegria e prazer na minha vida.
E isso se sobrepõe a qualquer pesar. Vale o esforço e a disposição.

Salut!

Aula de francês não me empolga tanto quanto a de Alemão, mas... ;)))
E estou progredindo no R/RR español, porque ambas línguas requerem isso.

O piano...! Enfim espero progredir, aprimorar e realizar meus desejos em forma de música.

O pilates é essencial para o meu físico, fortalecendo meus músculos, torneando-os, e também fazendo um trabalho de tranquilidade, respiração, postura, concentração... E ainda me lembra a disciplina do Ballet!
Com essa base, agora posso voltar para o Power Jump, animado, empolgado, dançante... Termino um trapo, cansada e suada, mas com um sorriso enorme no rosto!

A pintura é o outro lado artístico que exploro ;P, uma terapia quase!

E há mais uma coisa planejada para esse ano, os MUN's -
É um momento que eu me realizo quando me sinto quase 'gente grande' ;)
E ainda mais, adoro a importância que transpasso ter...
O TEMAS, será o meu primeiro como universitária, um outro nível de simulação, estou ansiosa!

E estarei simulando junto com minha dupla de longas datas.
Como é bom estar em companhia de pessoas amadas e de mesma sintonia! Fico muito feliz com esses encontros acadêmicos porque também é uma forma de rever meus amigos espalhados por aí ;)

Sou muito agradecida pela minha felicidade. E sim, minha nova rotina deve contribuir para tal.

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You can
Like it or not
You can
Love me or leave me
Dedicado às queridas coleguinhas, leitoras mais assíduas do pequena infante, aquelas que leem os meus lindos textos em sua plenitude, grata.
Tão bom comover as pessoas com palavras e ainda receber o reconhecimento disso!

ps. Como já dizia Maquiavel...

Sunday Morning

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So long in bed
Sunday morning
Both of us reading
And looking up occasionally
Looking up occasionally

Sunday morning
You're doing your thing
And I am doing mine
Speaking words
More a formality
Cuz we can feel we
Are of one mind
Sunday morning
Sheets still warm
Kitties swarming
Around our feet
Life comes easy
Your sweet company