Rotina de leituras digitais

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Blog Day 2009
Inspirada no Blog Day - uma iniciativa que consiste em indicar 5 blogs que você gosta para os seus leitores conhecerem novas coisas pelas veredas desse mundo blogueiro - decidi também listar o que de interessante leio por aí, até porque, nunca apresentei um relação de sites preferidos aqui no meu blog, é uma boa oportunidade.

No entanto, tenho sérios problemas em fazer listas concisas e, ao invés de citar apenas cinco links, prefiro fazer de uma maneira peculiar: Separar cinco categorias de blogs e seus respectivos componentes, como dicas de leituras à la Agatha.

Antes, hoje e sempre ;* , minhas leituras começaram por aqui.

E aí, fui desenvolvendo o hábito de acompanhar inúmeros sites pela internet...






    • Blogs dos meus queridos amigos:
    • Beth e sua amada França, Liv e sua Suíça, Alma (a única sobrevivente no fotolog), Cela e as coisas que ela abandonou :P, Nina e mais um pouquinho, Igor e suas listas, Artur e suas histórias, Pedro e suas opiniões que gosto, Ruby e uma combinação maravilhosa de arte + palavras, A menina da borboleta ;D, e muitos outros (...)

... Poderia eu citar mais vários por aqui, mas bem, a "lista" já está muito maior do que deveria ser... Assim sendo, consta então uma pequena rotina de minhas leituras e meus blogs prediletos, meu google reader que o diga ;)

A astrologia e suas palavras de conforto

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Olha, não que eu acredite em astrologia (mas também não desacredito), e até assino um boletim astrológico que no início, era 'incrível', mas com o passar do tempo, é tudo repetitivo, tudo repetido em ciclos... Ou seja, como já tenho ciência de boa parte dos ciclos astrológicos, realmente desinteressei por esses boletins.
Entretanto, às vezes é realmente agradável você receber aquelas palavras adequadas para o momento (e há quem questione que essas palavras sempre irão se encaixar, porque são comuns a todos e a muitas situações, mas...), como:
novo trânsito astrológico
Olá, Agatha! Sexta-feira - 28/08/09.

De 28/08 (Hoje) a 31/08
Sol na casa 6, lua na casa 10

Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 28/08 (Hoje) e 31/08, Agatha, agindo diretamente sobre as casas 6 (Sol) e 10 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.

Olha que lindo, não? Tudo que minha rotina precisa no momento, haha. ;P
É por isso que eu considero a astrologia um conforto a mente, é muito cômodo escutar palavras abstratas que consigam se encaixar a realidade e lhe deem aspirações acerca disso, por mais que tenham uma fundamentação 'irracional'.

Pois então, como o meu 'trânsito astrológico' apresentou, essa é uma das razões por eu não estar me dedicando melhor aos escritos aqui, mas já já irei escrever várias novas coisas - de preferência, não sobre astrologia, e sim alguns posts relacionados a parte acadêmica. ;)

Tempo

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"O segredo do tempo é ser consumido sem ser percebido
É fingir-se infinito para não o vermos passar
É fazer-se contar em anos ao invés de momentos

Relógio, despertador, cronômetro, calendário
Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo
E a tentativa nos consome

Ampulheta, único instrumento sincero do tempo
Regressivamente, nos impõe a gravidade
De haver realmente um último grão
Riscando na areia a nossa fragilidade

Mas o tempo é imparcial
Devora-se sem escolhas

Matar o tempo é matar-se sem sentido
Perdê-lo é viver em vão

Faz-se devagar nos maus momentos
Depressa quando não queremos

Ponteiro invisível da vida
Peça necessária do fim

A sua fome é insaciável
A sua vontade é determinante
A sua procura é unanime

Se esconde nas sombras que se movem
Nos objetos que não mais servem
Nas pessoas que nunca mais vimos
Nas lembranças já diluídas

Revela-se nas fotos que se desbotam
Nas cartas que amarelam
Nas crianças que crescem
Nas rugas que aparecem

Deixa-nos a esperança de Pandora
Nas ações dos que virão
E no ciclo temporal perpétuo."

Muito se poderia falar sobre o tempo...

Mas, analisando de uma maneira funcional, a indagação prática é em torno de como lidar com o tempo e seu aproveitamento:
"Primer is a puzzle film that will leave you wondering about paradoxes, loopholes, loose ends, events without explanation, chronologies that don't seem to fit"
- Acredito que é necessário burlar o eminente ócio e otimizar o tempo útil que nos resta, dando-lhe dinamicidade, quase como "criando tempo".

Sobre 'criar tempo' - uma de minhas maiores e mais antigas reflexões - me inspirei para escrever um post referente a isto, após assistir um filme muito interessante e complexo: "Primer".

E se tivéssemos tempo demais? Muito mais do que precisamos? Iria eu ocupá-lo ainda mais na tentativa de fazê-lo cada vez mais produtivo? Enfim...

Ademais, eis aqui uma boa resenha sobre o filme e a complexidade das complicações espaço-temporais que ele apresenta.

A vida como uma partitura musical

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Uma forma bem bonita de se pensar e ver a vida:

"A vida humana é composta como uma partitura musical. O ser humano, guiado pelo sentimento da beleza, transpõe o acontecimento fortuito em conjuntos para fazer disso um tema que, em seguida, fará parte da partitura de sua vida. Voltará ao tema, repetindo-o, modificando-o, desenvolvendo-o e transportando-o, como faz um compositor com os temas de sua sonata.

O homem inconscientemente compõe sua vida segundo as leis da beleza mesmo nos instantes do mais profundo desespero.

A vida não pode, portanto, ser censurada por seu fascínio pelos encontros misteriosos dos acasos, mas podemos, com razão, censurar o homem por ser cego a esses acasos no cotidiano, privando assim a vida da sua dimensão de beleza."

A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

Exposição de Dalmo Dallari

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Numa palestra cheia de pormenores e detalhes interessantes, uma perspectiva histórica fundamenta os assuntos abordados por Dalmo Dallari, a "Nova concepção de Direito" e o "Direito como instrumento de justiça".

A pessoa é apresentada como o primeiro dos valores no direito, sendo o mais importante, o ser humano.

Partindo do Direito Humanitário, Dallari analisa a "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão" e explica a diferença que o termo cidadão inseriu no critério da igualdade - que em teoria ampliaria a dita "Igualdade Jurídica" - mas, que ainda sim, isso não correspondia a realidade, a qual restringia a concepção de "Cidadãos Ativos" - aqueles que teriam direito de voto e participação - pelos inúmeros critérios (ser do sexo masculino, possuir terra, renda estipulada mensal...). Assim, seguindo a linha histórica, ocorre a criação da ONU, que teria como objetivo principal trabalhar pela paz em um contexto pós-guerra, ou seja, visualizando as consequências da violência e da injustiça, e assim, a necessidade da criação de um documento que regulamentasse a situação. A delegação francesa sugere que já havia escrito um documento análogo, incentivando a utilização do mesmo título "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão" para este documento, mas Dallari lembra que Eleanor Roosevelt indaga este nome (bem como havia feito uma revolucionária decapitada na formulação do documento original), pois ela crê que deve haver um sentido mais amplo do que apenas o que ocorreu com a definição de 'homem e cidadão', definindo-se então "Direitos dos Seres Humanos", e assim, o documento oficial da ONU torna-se "The Universal Declaration of Human Rights" (UDHR), assumindo um sentido máximo de igualdade entre cada indivíduo.

Um documento de tanto peso quanto é a constituição de um país. Dallari argumenta sobretudo acerca dos princípios fundamentais (dos quais ela é imbuída) e sobre a razão mesma de se ter uma; lembrando a constituição dos Estados Unidos que assegura a independência, a liberdade e a igualdade dos povos. No entanto, o questionamento segue acerca da veracidade e efetividade desses critérios, visto que muitas vezes são formulados em prol de interesses próprios e não-sociais, não correspondendo aos anseios da coletividade e da sociedade.

Discute porque em uma faculdade de Direito estuda-se no máximo um período de Teoria Constitucional enquanto se passa quase quatro anos concentrados no Código Civil - o civilismo, que logo trouxe consigo o processualismo com tantas formalidades. Segundo Dallari, erroneamente considera-se o Código Civil como o primordial, "a Lei" e o "Governo das Leis", menosprezando a Constituição, que assume uma conotação mais política. Segundo ele, é uma importante recuperação (desde a Constituição Federal de 1988) a ideia de constituição como um documento jurídico, não apenas dando ênfase ao civilismo e aos apêndices processualistas. Citando Kelsen e adepto da Teoria Neo-Constitucionalista, destacando José Joaquim Canotilho como novo teórico constitucional, Dallari ressalta a constituição como norma jurídica superior, vinculante e auto-aplicável. A propósito da nossa constituição, ele diz que é um avanço a afirmação de princípios já no início, ainda que focados nos direitos individuais, mas também mostrando preocupação quanto aos Direitos Sociais,a os Direitos Econômicos-Sociais e aos Direitos Culturais.
defende a Reforma Política como uma necessidade da sociedade
Ele aborda ainda a criação da constituição de outros países, como no Reino Unido e na França - lembrando que nossa primeira Constituição Brasileira de 1824 teve muita influência francesa - e a ideia de separação dos poderes, visto que aqueles que faziam as leis (delegados dos cidadãos ativos) e aqueles que excutavam a lei não poderiam ser os mesmos para não gerar arbitrariedade. Ou seja, executivo e legislativo separados, sem contar com o judiciário. Sobre o legislativo, ele conta a origem do bicameralismo, e em meio a atual conturbação brasileira no Senado, ele estende o argumento sobre o papel histórico desta câmara: impedir os excessos democratizantes da câmara dos deputados e perpetuar privilégios das oligarquias agrárias, com um papel essencialmente conservador. Ele defende a Reforma Política como uma necessidade da sociedade; a formação de um legislativo unicameral, com um novo sistema de votação desses representantes - menos disperso - e até mesmo cita um projeto para que seja aplicado no Brasil o "recall" - existente nos EUA - que significa o poder do eleitorado para cassar e revogar o mandato de qualquer representante político: um chamado para a "reavaliação" popular, não só dos mandatários corruptos, também os incompetentes ou inoperantes.

Dalmo Dallari expõe, contudo, que tais ideias só terão autenticidade se a sociedade conscientizar-se. A nova concepção do Direito Moderno, um Direito Humanista, o qual preza acima de tudo pela dignidade humana e a cidadania, nos traz novas reponsabilidades e novas possibilidades para combater as injustiças, um compromisso que deve sempre existir. Conclui-se, assim, com a frase: "Justiça é o novo nome da paz".

Escritos sobre Literatura: Goethe

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No Comentário à poética de Aristóteles, publicado em 1826, Goethe defende sua posição controversa a respeito de um dos temas mais difíceis e mais comentados da obra aristotélica: o efeito da tragédia. Para Goethe, a grade maioria dos intérpretes de Aristóteles até então errou ao considerar que a catarse do medo e da compaixão se efetua sobre os espectadores. "De maneira alguma!", diz ele, a catarse é uma espécie de "círculo reconciliatório", Aristóteles fala de uma "compensação" (Ausgeleichung) das paixões nos próprios personagens.

A certa altura do seu Comentário à Poética de Aristóteles, Goethe discute a finalidade da arte (em especial a tragédia) refutando a idéia de que a catarse provocada pelo teatro possa suavizar as paixões.
Quem progride no caminho de uma formação íntima verdadeira irá sentir que tragédias e romances trágicos de modo algum sossegam o espírito, mas deixam inquieto o ânimo e isso a que chamamos coração, resultando num estado de vaga indeterminação.

Assim seguem passagens do livro que ressaltam tal afirmação:

Aqui se fundamentam as máximas do grande mestre, de que o herói da tragédia não deve ser apresentado nem como inteiramente culpado, nem inteiramente livre da culpa. No primeiro caso, a catarse seria de caráter puramente material, e uma pessoa má que é assassinada, por exemplo, parecia apenas escapar à justiça mais comum. No segundo caso, ela não é possível, pois a culpa causaria, no destino ou na ação humana, uma injustiça pesada demais.

O próprio Aristóteles afirmou na Política: que a música pode ser usada com objetivos éticos na educação, à medida que os ânimos antes exaltados nas orgias se suavizam novamente por meio de melodias sagradas, e portanto outras paixões poderiam ser equilibradas do mesmo modo. Não negamos que aqui se trata de um caso análogo, só que ele não é idêntico. Os efeitos da música têm caráter material, como Händel mostrou em seu Alexanderfest, e como podemos ouvir em qualquer baile, onde uma valsa tocada após a comportada polonaise leva todos os jovens ao delírio báquico.
Mas a música pode agir tão reduzidamente sobre a moralidade como qualquer arte, sendo sempre um equívoco exigir delas tal função. A filosofia e a religião agem sozinhas. Piedade e obrigação precisam ser despertadas, e as artes só o fazem acidentalmente. O que elas podem e conseguem alcançar, porém, é uma suavização de costumes brutos, mas que logo degenera em amolecimento.

Retornamos ao início e repetimos: Aristóteles fala da construção da tragédia, à medida que o poeta, apresentando-a como objeto, retirando daí algo de valor, pensa produzi-la de forma completa para a visão e a audição.
Assim que o poeta completou sua tarefa, um nó significativamente atado e valorosamente resolvido, o mesmo vai se passar no espírito do espectador. A confusão irá perturbá-lo, a solução esclarecê-lo, mas ele não vai para casa melhorado: se fosse suficientemente atento e asceta, iria admirar-se consigo mesmo, por se achar novamente em sua moradia, tão descuidado quanto obstinado, tão impetuoso quanto fraco, tão amoroso quanto sem amor, do mesmo modo que era antes. Acreditamos com isso ter dito tudo que era preciso a respeito da questão abordada, embora o tema possa ser melhor esclarecido em novas investigações.

Admiro muito a construção literária feita por Goethe sobre as oposições e os sentimentos humanos face a elas.

Imagino que seja o mais nobre de nossos sentimentos é a esperança de permanecer mesmo quando o destino parece nos ter conduzido para uma total inexistência. Esta vida, senhores, é curta demais para nossa alma, como comprova o fato de que todo homem, o menor ou o maior, o mais incapaz como o mais louvado, cansa-se de tudo antes de se cansar de viver. E de que ninguém alcança seu objetivo, perseguido tão ardentemente - pois se alguém é bem sucedido em sua caminha, por longo tempo, acaba por fim, e frequentemente diante da sua meta, indo parar numa cova que deus sabe quem lhe cavou, e não vale mais nada.
Não valer mais nada! Eu! Eu que sou tudo para mim, que só através de mim conheço tudo! Assim grita cada um tem consciência de si, dando grandes passos por essa vida, uma preparação para o caminho interminável à frente. Certamente cada um em sua medida. Se um parte com o trote mais forte, outro vem calçado com a bota de sete léguas e o ultrapassa, e dois passos desse último correspondem ao dia de viagem do primeiro. Seja como for, esse caminhante assíduo continua nosso amigo e companheiro, quando admiramos e honramos os passos gigantes do outro, seguindo...

Existem também outras considerações que gostaria de citar sobre Goethe: A solução que ele expõe para se lidar com o conflito, que é 'querer fazer o dever', bem como as concepções abaixo:

O tempo rende muito quando é bem aproveitado.

A arte é uma bela caixa de raridades, na qual a história do mundo passa diante de nossos olhos, suspensa nos fios invisíveis do tempo.

Astronomia e Universo

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Astronomia é uma das minhas grandes paixões de vida, sou uma apaixonada pelo universo. E aproveito para reunir algumas informações sobre o contexto astronômico:
  • Ontem, começou no Rio de Janeiro, a 27ª Assembleia-Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB);

  • Uma chuva de meteoros está passando por nós, as Perséiades, não custa nada olhar para o céu e ter a sorte de ver um! ;)


    Queria eu estar em um local isolado com um belo céu limpo para ficar observando! ;D



  • Pois é, como eu tive a oportunidade de conhecer um ambiente com um céu tão maravilhoso assim, estou inspirada em proporcionar a beleza do universo ao meu blog, colocando algumas fotos e deixando uma pequena e bela poesia para finalizar:

    "Mistérios do universo
    Muita coisa podem albergar
    Desde o céu onde estão as estrelas
    Ao infinito onde tudo se pode encontrar

    Tem planetas descobertos
    Outros ainda por descobrir
    Temos a via láctea que impressiona
    Tanta coisa para ainda sobressair

    Cada vez que se dá resposta a um mistério
    Mais questões se ficam a colocar
    Os mistérios do universo são como ele próprio
    Infinitos é isso que nos faz dele gostar

    Cada imagem que nos chega
    É mais uma curiosidade
    Algo novo que se conhece
    Mais um mistério, que felicidade

    Seria preciso ter a eternidade
    Para tudo desvendar
    Ou será que até na eternidade
    Os mistérios nunca iriam parar

    A nossa curiosidade é a grande arma
    É o que nos faz viver
    Os mistérios não podem terminar
    Senão não temos mais nada para querer

    São assim os mistérios do universo
    Sempre algo temos para desvendar
    É assim a vida que temos
    Mesmo sem uma eternidade para aqui ficar."


Eterno retorno

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Quando escrevi um post sobre a leveza do ser - e sua inconstância - descobri um interesse pelo livro "A Insustentável Leveza do Ser", uma obra deslumbrante, estou encantada. O autor, Kundera, apresenta abordagens filosóficas que me atrairam muito, entre elas, se destaca o princípio do Eterno Retorno de Nietzsche, que, por incrível que pareça, consegue resumir muitos conceitos que penso:

O Eterno Retorno

Kundera entrevê na noção de Eterno Retorno da filosofia nietzscheana a escapatória para o arrependimento que pode decorrer da escolha entre a leveza e o peso, o comprometimento e a liberdade pura. Kundera explica a idéia de Eterno Retorno no início do livro, no primeiro capítulo da primeira parte. Em linhas gerais, a idéia diz respeito à possibilidade das situações existenciais repetirem-se indefinidamente no tempo, por força de uma finitude das possibilidades frente a infinitude do tempo. O que parece um fundamento cosmológico vazio ganha implicações éticas imensas na perspectiva de Kundera: uma vida que desaparece não tem o menor sentido. A própria história humana só é tratada com descaso pela própria humanidade por força de sua linearidade. Uma mentalidade educada sob a perspectiva de uma história cíclica, repetindo indefinidamente, dificilmente deixaria escoar no vazio a própria vida. O argumento do Eterno Retorno assume então uma face de "convite à vida", com suas alegrias e mazelas. De modo rasteiro, a idéia do Eterno Retorno convida o homem a fazer a vida valer a pena de ser vivida.


A teoria do Eterno Retorno, a ideia mais radical da filosofia de Nietzsche, apresentada pela primeira vez explicitamente no Zaratustra, é condição essencial para a superação do niilismo, a relação afirmativa do homem com a vida. Zaratustra quer superar a crença na oposição de valores.

Dois aspectos da doutrina do Eterno Retorno:

1) Doutrina Física/Cosmológica do Eterno Retorno: há um movimento circular do tempo e das coisas. Tudo volta a acontecer uma infinidade de vezes. Com a ideia de Eterno Retorno, nesta acepção cosmológica, Nietzsche insurge-se contra a noção de um momento inicial do tempo afirmando a sua infinitude.

2) Doutrina Ética do Eterno Retorno: a ética de Nietszche é uma ética imanente, diz respeito aos valores vitais (intensidade, força, potência) e não aos valores transcendentes e universais da moral (dever, Bem, Mal...). Nietzsche valoriza a vida vivida intensamente, vivida ao máximo das nossas capacidades.
No sentido ético, a doutrina do Eterno Retorno diz respeito à vontade humana: Se em tudo o que quisermos fazer nos perguntarmos se queremos fazê-lo uma eternidade de vezes, isso será para nós o mais sólido centro de gravidade. Ou seja, tudo aquilo que quisermos, devemos querer que volte uma eternidade de vezes.

Numa leitura do Zaratustra, este sentido ético deverá prevalecer sobre o sentido físico / cosmológico. Para Nietzsche é a Vontade de Poder que liberta o homem do niilismo passivo. O homem que é capaz de querer o eterno retorno de todas a coisas (das boas e das más) é o mais feliz dos homens, que já não vive atormentado pelo desespero do nada.
Devemos, então, viver como se tudo voltasse eternamente. Assim, se cada momento voltar uma infinitude de vezes, há de se vivê-lo o mais intensamente e alegremente possível. Amar a vida com o máximo de intensidade é o que Nietzsche entende por Amor Fati.

Assim, a ideia de um Eterno Retorno cosmológico pode ser entendida como uma mera metáfora, uma mentira poética, tanto mais que é fugazmente referida por Nietzsche em A Gaia Ciência e rapidamente desaparece da sua obra. Esta mentira poética serve para pôr em cena o pensamento ético de Nietzsche, o Amor Fati. Afirmar éticamente o Eterno Retorno é dizer: foi assim que se passou, assim eu quis.

Meu sorriso

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Cada vez que olho para uma foto consigo extrair a alegria que daquele momento só de olhar para o meu sorriso... Meu sorriso é tão expressivo, um sorriso risonho, eu diria. As antigas fotos ficam tão únicas porque meu sorriso parece extravasar, mais riso do que sorriso.
Ainda mais os sorrisos apaixonados... Passam tanta felicidade!




No entanto, estou aprendendo a sorrir com os olhos também ;)

hello sunshine!


E quem sabe, em breve, meu sorriso não precisará estar exagerado em um riso e sim estar de maneira elegante, sabendo utilizar outras formas de transpassar a alegria facial em uma foto, formando um sorriso completo ;)

Mente de Férias

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Agatha de férias é assim: Tudo está risonho, alegre e lindo.

Com uma mente leve, despreocupada, sem planejamentos, até consegue ser uma pessoa quase legal - menos chatinha :P - e mais paciente. E com o cabelo solto. Esquecer o tempo, levar a vida a bel-prazer (saltitando!), estar em paz de espírito. O melhor é conseguir unir essa paz interior com uma paz exterior muito grande, e foi assim que encerrei as férias do sonhos.

Poderia escrever muito mais sobre a mente de Agatha em férias, mas, é algo tão singelo e instântaneo que não se compõe em palavras.


Ai, cada vez que eu lembro da viagem, dos instantes únicos, mais me percebo quão maravilhosa ela foi, e mais vejo quanta saudade já me traz... Aquela saudade boa =)

E, acima de tudo, uma viagem cheia de amor para me completar de felicidade!