Retrospectiva 2009

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Uma retrospectiva um tanto demorada, mas na proporção de intensidade do ano de 2009: cheio de experiências novas, prósperas e construtivas! Grandes oportunidades e encontros de vida, além de agenda cheia! Realizei muitas coisas em 2009 e sou muito contente com isso! ;D


Na verdade, seguindo os parâmetros de realização da minha agenda, lá está escrito que com felicidade, amor e saúde, estaria em equilíbrio com meu bem-estar, empenho e dedicação, e assim estaria no caminho da realização, do sucesso e de prosperidade. ;)

Incrivelmente, todas as metas de 2009 foram concretizadas, e as melhores foram as relacionadas ao crescimento pessoal, aprendizado e amadurecimento.

Sei que todo ano devo repetir isso, porque é um caminho infinito - expandir concepções de mundo e visões de vida.


Quanto ao blog - 2009 foi um ano de muitas transformações. O blog está lindo, lindo, graças ao meu belo namorado perfeccionista. Assim, cuidamos melhor do blog e foi um ano de inúmeros contos e escritos! Fico muito feliz com isso! ;D

São pequenos relatos dos instantes da minha vida e são muito importantes para mim, só para que fiquem ideias registradas (e por isso posto de acordo com a cronologia do inicio da ideia, não com a data de finalização).


E ah, um dos pontos mais importantes, aproveitar a vida!!! 2009 foi repleto de muitas viagens maravilhosas e ótimos passeios. E essa foto representa o que almejo hoje e sempre, que tentei manter em cada momento de 2009 e pretendo prosseguir em 2010.

2009 valeu muito a pena, mas, espero que 2010 surpreenda ainda mais! ;)

E, eis um video que demonstra a importância de retrospectivas:

Once in a Blue Moon

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Magical things happen once upon a blue Moon. And this Thursday we get a chance to find out just what those magical things as we watch the rare lunar event coincide with all the beautiful fireworks of New Years Eve.

Blue Moon is the term applied to the second full Moon in a calendar month. It's an event that occurs roughly every two and a half years. This Thursday’s blue Moon is far rarer than that though, because it’s happening right on New Years Eve—a coincidence that happens only about once in every twenty years.

So, between sharing New Years kisses this year, take a look at the Moon, because she’ll be at her most beautiful.

"Once in a Blue Moon ... is a common way of saying not very often, but what exactly is a Blue Moon?"

Em 1990, houve um interesse momentâneo da imprensa paulista sobre a ocorrência de duas fases de lua cheia no mês de dezembro daquele ano. O autor deste texto foi solicitado mais de uma dezena de vezes a comentar o fato. Falou-se muito, na ocasião, sobre a "lua azul" - uma tradução literal da expressão em inglês. Pelo destaque que foi dado repentinamente ao assunto pode ter parecido a muitas pessoas que a ocorrência de duas luas cheias em um determinado mês se constituiria em um fato raro, ainda mais, como alguns chegaram a supor erroneamente, que a lua apareceria "azulada"! Entretanto, esta situação se dá com relativa freqüência: em um período de 19 anos, há 8 duplas luas cheias.

Bem, eu ainda continuo achando que é um fato raro, ainda mais com nossa
oportunidade de terminar 2009 e começar 2010 com um evento tão singular! ;)

Uma noite de lua cheia já é maravilhosa, duas no mesmo mês então...! Observemos a especial lua cheia na virada do ano! ;D

ps. Agora eu realmente entendi o por quê da expressão "Once in a blue moon"!

Stars

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Seen in the streets of cities, how great they are! If the stars should appear one night in a thousand years, how would men believe and adore; and preserve for many generations the remembrance of the city of God which had been shown! But every night come out these envoys of beauty, and light the universe with their admonishing smile.
Nature by Ralph Waldo Emerson

What are the stars?

Natal

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Meu sonho de natal sempre foi decorar um pinheiro de verdade e vivo (não acho o ideal cortar um para colocar dentro de casa como enfeite). Minha vizinha tinha um no jardim dela, ele enorme, enorme - e esse era o problema dele - mas acho que essa minha vontade impossível de transformá-lo em uma árvore de natal é que me trouxe esse desejo reprimido ;P

Uma outra coisa que adoro demais nesses dias é a beleza das luzes enfeitando a noite. Tudo fica tão mais belo!


Além disso, o natal parece que me pegou de surpresa esse ano. O ano passou tão rápido que nem acredito que 'já é natal'. E essa expressão nos remete ao tempo bom de fim de ano e confraternizações, o que é um fator que me deixa mais feliz com a chegada do natal. Imagino que não apenas eu fico feliz com isso, porque o humor das pessoas realmente se torna mais agradável ao fim do ano, e seria tão bom se conseguíssemos perpetuar isso para o ano todo...

Antigamente eu valorizava muito o ritual de montar uma bela árvore de Natal e acho que ainda continuo gostando muito disso, só não tive as condições ideais para fazer propriamente isso, neste ano. Entretanto, desde pequenininha, um dos motivos de eu me empolgar tanto com natal era ter uma árvore linda, era tão boa a vibração de se arrumar a árvore, uma ótima alegria!


As férias

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Considero que as férias são a paz da mente. Momento em que podemos descansar e estarmos leve com a vida. Sem as preocupações do cotidiano e as obrigações que nos pressionam. Nem por isso as férias são menos corridas: Nas férias queremos compensar tudo que não pudemos fazer antes e assim, existem milhares de desejos a se realizar. Ou seja, mais uma vezes se torna "So much to do, so little time", claro que de uma maneira muito agradável.

Penso que o tempo parece rarefeito justamente por não se precisar preocupar com este, afinal, o tempo está livre, sem planejamentos e afins. Dessa maneira, perdemos as delimitações temporais: O tempo não rende nas férias porque o espírito de férias não se preocupa em criar tempo. Muito menos se preocupa em seguir as tarefas (mesmo que agradáveis) que geralmente temos no dia-a-dia e que, nas férias, elas já não tem a mesma conotação e adoramos contrariá-las. Assim, as férias se tornam tempo 'de fazer nada' ou 'estar à toa', seja pelo bem ou pelo mal, consciente ou inconscientemente.

Importante é saber aproveitar o tempo livre. Saber usufruir o 'tempo à toa' da melhor maneira possível, em prol de seu bem-estar ;)

"Hopenhagen" - COP 15

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United Nations Climate Change Conference foi um momento onde depositamos várias esperanças em ações milagrosas. Esperança significa expectativa de um bem que se deseja, e o desejo expresso em vontade é essencial para a concretização de algo.

Entretanto, a grande expectativa em uma grande mudança sempre gera decepção e existem indivíduos que não conseguem analisar a situação de que pequenos passos já são grandes iniciativas para uma transformação positiva. Esperávamos muito mais da conferência, mas tivemos avanços e progressos que precisam ser valorizados.

Copenhagen was more than the accord

Many are disappointed with COP15's main output. However, the summit did not only introduce the Copenhagen Accord but also a new kind of dynamics in global climate policy.

Looking across the world’s leading media, enthusiasm for the Copenhagen Accord is scarce. Yet, some analysts choose to focus beyond the new deal itself.

"The very struggle to reach agreement at Copenhagen (…) demonstrates that climate policy has finally come of age. The negotiations at Copenhagen were so contentious because of the very real impact the proposals will have, not only for the environment, but also on national economies. China and the US played hardball – and sent heads of government to do the talking – precisely because they had something to lose. The onset of a kind of climate realpolitik, which eschews hot air for real action, is a sign that global climate talks have moved beyond symbolic rhetoric," writes TIME.

"The top leaders were taking Copenhagen seriously as their deadline and delivered beforehand. Had Obama not been due to attend, I doubt whether the US would have begun committing on long-term finance – which is historical. Had Lula not been due to attend, Brazil would hardly have raised its level of ambitions. Had Wen not been due to attend, China would probably not have opened to some level of international insight as to what it is doing – which actually is a globally politically significant admission." (...)

A frequent media observation is that especially four emerging economies – Brazil, South Africa, India and China, constituting the informal BASIC group – unlike at earlier UN conferences played an absolute key role in Copenhagen. (...)

Again according to TIME, "if Copenhagen was tough, Mexico City (COP16 in December 2010) will be a lot more so, because there, countries will be tasked with filling in details sketched in the Copenhagen Accord" – but, as the toughness of the negotiations only demonstrate that climate policy has moved beyond hot air into economic reality – "It's going to get harder, and that's a good thing".
Gostaria de expor o discurso de nosso presidente que representou com muita categoria e louvor a presença brasileira na questão ambiental e não apenas esta isolada, e sim envolvida com todos os outros fatores que está interligada. O discurso político improvisado demonstra a sinceridade/honestidade, como a grande capacidade de Lula para negociar, de maneira muito bem articulada.


É necessário conscientizarmos de que tais questões necessitam ser tratadas com mais rigor, sabendo que o futuro da humanidade não deveria ser uma barganha. A questão do meio ambiente é intimamente ligada ao lado econômico, com o sistema atual de produção e de consumo, implicando o sacrifício da natureza e o modelo de desigualdades sociais. Para sermos superiores a tais questões, é preciso um olhar fraterno ao mundo e a cada ser humano que vive nele. A cooperação não é uma virtude qualquer e sim um elemento que precisamos trabalhar muito em cima para adquirirmos e, portanto, resolvermos diversos problemas.

Segue abaixo o documento oficial do acordo da conferência, vale a leitura para ficarmos cientes de sua relevância. Cabe a cada Estado ser responsável consigo próprio e com sua população, em prol do mundial. É cumprir os requisitos e não apenas deixar ser um acordo internacional qualquer sem valor. Presidente Obama cita, em um de seus discursos, que essa disposição de cada país fazer valer e tornar o tratado internacional legal e efetivo em seu território é o que transformará nossa concepção de validade internacional e concretizará nossos ideais compartilhados no mundo.

A great dinner

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I always wanted to make a dinner for my boyfriend, but actually, his is the one who always cooks for me. Therefore, I learn a lot with his passion to cook and with his savor to prepare a tasty food every time.

Due to that, now I'm feeling confident to cook as well and help him in order to make a great dinner together! :)

I don’t have any housewife's aspiration, although I want to learn to cook well for me and also to make others happy and proud of my cooking skills. ;)


See more progress on: Learn to cook

Mozart, eu e o piano

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O piano me deslumbra pela sua sonoridade e Mozart é um dos compositores que mais me encanta com isso.
Mozart não só faz soar cada instrumento clara e distintamente, mas também combina os instrumentos de diversas maneiras possíveis, criando efeitos sonoros estupendos. Uma delícia para os ouvidos.

A Sexta Sonata - em Ré Maior, K284 - chamada Sonata Dürnitz por ter sido dedicada a um certo Barão Dürnitz que Mozart conheceu em Munique, está escrita num estilo inconfundivelmente pianístico, e não funcionaria bem em nenhum outro instrumento. O terceiro movimento é um tema com doze variações que contém passagens que ganham um realce extraordinário com o uso do pedal, pela primeira vez numa sonata de Mozart.

A Sonata em Dó Maior, K309, é ainda mais marcantemente pianística do que a anterior. Ela abre com poderosos acordes que produzem um efeito de eco, parecendo anunciar o despertar de uma nova era. Ela foi composta em Mannheim em outubro e novembro de 1777, onde parece que Mozart entrou em contato com um novo instrumento de fabricação Stein, cujas possibilidades sonoras o fascinaram. Esta sonata foi dedicada a uma aluna de Mozart, Rosa Cannabich. Esta e a anterior estão entre as primeiras peças da história da música escritas especificamente para piano.

O segundo movimento, um minueto, abre com o mesmo tema que dá início à sonata K309, mas que Mozart desenvolve de maneira totalmente diferente. Aqui, o gênio de Mozart se manifesta da maneira mais patente: como pode uma mesma idéia musical dar origem a duas coisas tão diferentes? Mas a maior razão da fama desta sonata está no célebre final alla turca, uma peça que nunca deixa de deleitar os ouvintes ou excitar os virtuoses.
Esse é o elemento mais belo das sonatas de Mozart, (tive a sorte :DD de encontrar um livro pela internet com todas as partituras) ao mesmo tempo que são interligadas, são únicas e maravilhosas em seu estilo. E o estilo de Mozart é uma das coisas que mais me atrai - inclusive a possibilidade do intérprete se apoderar da música e "sentir-se dono do piano", imprimir o ritmo desejado e enfim.

Bem, sou suspeita para falar. É o que eu gosto de tocar. :)

Brasil x Ideal Republicano, Democrático e Representativo

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O texto 'República em crise', apresentado pela Transparência Capixaba, mostra uma perspectiva interessante sobre as "situações inusitadas" da política brasileira:

"A crise, apesar de grave e profunda - quando agentes políticos, dos mais variados órgãos e poderes, são constantemente assolados por denúncias de comportamento ímprobo e corrupto, quando os quadros políticos dirigentes envolvidos em esquemas tão espúrios de arrecadação e distribuição de recursos, com inúmeros outros partidos participando desses esquemas, quando as medidas de punição se perdem no tempo ou até mesmo não ocorrem... - não deve servir para aqueles que buscam desacreditar o sonho republicano e democrático e nos colocar numa posição de pessimismo conformista.

Muitos cidadãos, nessa hora, como afirmou Rui Barbosa, “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Existem saídas. Não são fáceis, nem rápidas ou individuais. Demandam planejamento, integração, ação e mobilização coletiva e social.

Uma questão fundamental é a punição. A impunidade tem duplo e péssimo efeito. Por um lado cria a situação para que a “cultura do conformismo” se propague com cada vez mais força e, por outro, estimula o cometimento de novos e novos crimes de corrupção e improbidade administrativa.(...)

O terceiro ponto é a necessidade de integrarmos os órgãos de combate à corrupção. Juntos Receita Federal, Polícia Federal, ministérios públicos e outros podem fazer mais e melhor do que hoje fazem. A interação deve se dar em todos os aspectos cotidianos do trabalho. Desde as operações até o compartilhamento de informações e estratégias. Um quarto aspecto é um trabalho de educação, em especial junto às crianças e jovens, em defesa de princípios cidadãos, éticos e morais.

Parece-nos, ainda, claro que devemos investir cada vez mais num trabalho de prevenção. Impedir a corrupção de crescer e prosperar é economizar milhões de reais aos contribuintes brasileiros. Insistir apenas no processo de repressão – que é, evidentemente, necessário, mas insuficiente – é algo que nos mantêm apenas “enxugando gelo”. A recuperação dos ativos desviados é algo, ainda, muito pequeno em relação aos montantes desviados, até pela dificuldade da legislação internacional.

Tudo isso, no entanto, tem um preço: a mobilização da sociedade. O sistema político, a mim isso é de uma evidência cristalina, por mais que tenha entre seus constituintes pessoas de valor, não tem, como coletivo que é, capacidade para engendrar as mudanças necessárias.

Votar, com essa preocupação, parece um bom caminho, mas não é suficiente. Se a sociedade não sair do seu estado de alienação e de interesses pessoais a solução poderá, claro, vir um dia, mas será mais lenta, penosa e difícil. Criar e multiplicar as organizações e mobilizações populares que busquem, cotidianamente, combater a corrupção, lutar pela transparência pública, pelo efetivo e eficiente controle social e a ampla participação popular é o caminho para os democratas e republicanos.
Como disse, certa vez, o então primeiro-ministro britânico Benjamin Disraeli “o momento exige que os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”.

Eric Hobsbawm, brilhante historiador inglês, completa a ideia, ao afirmar, em sua autobiografia, que “mesmo em tempos insatisfatórios. A injustiça social ainda precisa ser denunciada e combatida. O mundo não vai melhorar sozinho”.

Creio que existe uma relação de responsabilidade social para com o ideal republicano, primeiramente pois: "O ponto é que o regime republicano implica que aqueles que estejam em cargos de autoridade sejam ainda mais responsáveis com o que fazem e dizem (...) os políticos no Brasil estão a anos luz de saber o que implica “ser uma república” ou, menos ainda, o que seria agir com responsabilidade, mesmo que nos padrões esperados de um cidadão comum", bem como que essa responsabilidade deve partir do povo, de cada cidadão que precisa ser consciente dos deveres de sua cidadania.

Uma das experiências mais curiosas sobre a consciência de "coisa pública", por exemplo, é na Universidade Federal. Vivencio muito a infeliz falta de consciência das pessoas acerca de considerar como a universidade como "algo de ninguém", ao invés de "algo de todos". E sem essa mínima distinção, tanto se perde...

O mesmo acontece o conceito de governo. Acho surreal como as pessoas veem o governo como algo distante delas, e não como parte dele. Afinal, "O Estado somos nós". E somos nós que devemos, partindo de conhecimento e consciência, nos mobilizarmos para as transformações que precisamos ver na realidade. A política no Brasil não pode ser um grande coletivo e legitimado exemplo de ignorância em ação.

O conceito de República é algo intimamente próximo as virtudes democráticas e é fundamental que cada um dos cidadãos brasileiros, consciente dos seus direitos, possa atuar de modo que a democracia representativa e participativa, consagrada na Constituição Federal, torne-se cada vez mais realidade para toda a sociedade, como é dito aqui.

The Piano

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Pure beauty it is
Grand, magnanimous
The Piano
Your focus it demands
As silently it stands
In deep shadow
Its draws you to its side
Teases you to gentle glide
Light on its keys
Fingertips and ivory meet
Sending a soft note echoing sweet
Play on, it pleas
You search for a familiar place
An invisible route your fingers trace
Then with perfect key, perfect pace
The music flows
But there’s something of this setting
Interesting feelings that your getting
Memories, the music is amplifying
A mental retriever
As if this piano is giving to you
The times you shared, the things you knew
With family, friends, and loved ones true
With each note, you remember
(...) You wish they’d last forever
(...) The piano keeps playing, the memories won’t end
Your life is for living, so every chance spend
To enjoy … touch, taste, smell, or make a new friend
Life, make it worth.
I wish you happiness till it’s done.

Reverência ao Destino

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"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."

Carlos Drummond de Andrade