Direito com literatura e filosofia

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Em um pleno estudo de dogmática jurídica, aparece Karl Engish para me alegrar com uma metáfora que estabelece uma comparação com a literatura e filosofia:
Se, de acordo com Schopenhauer, o clássico representante do pessimismo filosófico em geral, todo o prazer da terra consiste em manter afastado o desprazer, segundo a teoria imperativista parece que tudo o que de positivo o Direito concede apenas consiste no não estar vinculado por imperativos, no estar liberto da 'penosa exigência, do rigoroso dever-ser (Sollen )'. Assim como só nos apercebemos da meramente negativa libertação do desprazer quando a perdemos, assim como só aprendemos a apreciar a frescura da juventude, a saúde e a energia para o trabalho quando estas vão gradualmente desaparecendo, também só damos conta da benção que representa a concessão de direitos quando os imperativos cada vez mais nos limitam a liberdade.