A preciosidade de um olhar

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"O mundo revela as últimas cenas para mim. Vejo cegos que vêem, mas que vendo, não vêem. Sinto-me incubida de ir além do superficial olhar, e assim, enxegar as imagens fornecidas pelo meu olho nesses dias restantes de funcionamento do nervo óptico.

O glaucoma me faz analisar a hipocrisia e o descaso humano meio ao universo de beleza e paz que a Terra pode fornecer. As cores das asas de um borboleta feliz, diversas e brilhantes, despertam meus caídos olhos para valorizar a intensidade e magnitude de cada componente natural ou artificial. Mais do que reparar, percebo o que o campo visual transmite para aqueles que desejam ser merecedores da admiração. Uma simples flor preencher o ambiente com vitalidade e alegria, apenas mostrando a perfeição das pétalas, a suave textura, o colorido odor, que contagia todos indíviduos e objetos.

Enquanto a triste e obscura doença me privação da benção de capturar o visível, sei que aprendi a ver sem os meros olhos, interpretar o mundo de maneira plena e profunda, conhecendo a importância de transcender sentimentos no olhar."

Escrito em 2008, por Agatha Brandão em suas redações de 3º ano.