Sobre a violência

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"Sabe-se que a violência está presente no cotidiano brasileiro como algo natural e se expressa nas mais distintas maneiras. A população vive com insegurança e temor, enquanto o governo parece ineficaz em prover atitudes que alterem a situação.

No entanto, os problemas que geram um violento Brasil com índices que se assemelham a países em guerra civil são profundamente interligados com questões sociais e econômicas, de forma muito mais complexa para solucionar.

Nas grandes cidades, a proporção da violência aumenta. A aglomeração populacional explicita um dos principais fatores: A desigualdade. O paradoxo do desenvolvimento contrapondo-se à miséria das favelas demonstra o desequilíbrio da concentração de renda, do nível de escolaridade, do acesso as oportunidades - o que culmina na exclusão social de certos indivíduos. Assim, indiretamente muitos sofrem consequencias, inclusive a pequena parcela bem-sucedida que se transforma em vítima.

É necessário reestruturar os projetos que promovam, em primeiro plano, educação e consciência para pessoas a camada de baixa renda, para galgarem um futuro de espaço na sociedade. Paralelo a isso, a curto prazo no controle da violência, é preciso medidas que forneçam um sistema de segurança eficiente, com real atuação da polícia bem como outros mecanismos que deem base. Dessa maneira, o ideal é uma sociedade que possa combater os criminosos tanto quanto reintegrá-los no meio social, em prol de uma ordem de paz."

Sobre um caso concreto de violência social - a violência doméstica.

"É incrível analisar os olhos de uma pessoa e não encontrar sentimento algum. Assustei-me enquanto o agressor contava sua história quase que imparcialmente. Simples dizer que molestava a neta e ainda batia na esposa como algo natural há anos.

Seria o mundo conivente com isso? Ou a hipocrisia e descaso daqueles que poderiam alterar situações como essas, perpetuam e dão ênfase à tais ações?

A violência doméstica está implícita em muitos lares brasileiros. É comum ter noção disso mas não condenar as 'respeitáveis' pessoas que praticam e abusam da própria família. Os agressores, de fato, são os os últimos a serem apontados como reais suspeitos. Influentes, fazem da casa um circo. E o resto faz de conta que nada sabe.

A impunidade põe lenha na fogueira. E as vítimas, sem proteção, são queimadas. O cheiro da judiação se espalha e as cinzas de sofrimento também. Permanece, apenas, a falta de atitude e a incredulidade de todos."

Escrito em 04 de julho de 2008, por Agatha Brandão em suas redações de 3º ano.