O conhecimento das estrelas

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Não seriam as estrelas a luz da sabedoria?

Desde os primórdios das civilizações, elas inspiraram o homem a procurar o que está além de sua proporção. E isso dimensiona a complexidade do saber. Segundo Carl Sagan, "A nossa paixão pelo saber é o instrumento da nossa sobrevivência".

Gosto muito de Carl Sagan pela fundamentação holística que ele atribui ao conhecimento astronômico, por este ser relacionado a todos os outros detalhes de cultura e aspectos da vida humana; porque afinal, somos nós a fonte de conhecimento, e a partir da compreensão melhor da nossa essência, podemos explorar as profundidades da sabedoria universal.

Assim, Carl Sagan estabelece uma reflexão muito interessante sobre essa sabedoria universal. O conhecimento é construído na persistência da memória, pois esta é a maneira de comunicação dos seres entre o tempo e o espaço. E os marcos de memória são como a biblioteca do cérebro, que faz muito mais do que apenas lembrar: analisa, compara, sintetiza, chegando a abstrações preciosas, em sua linguagem própria, para testar a estrutura e consistência do mundo. E essas preciosas abstrações de conhecimento estão presentes nos livros e formam a sabedoria atemporal:

Os livros quebram as cadeias do tempo e criam magia (...) são os repositórios da sabedoria da nossa espécie, e da nossa longa viagem evolucionista, dos genes ao cérebro e do cérebro aos livros; As unidades da evolução biológica são os genes, as unidades da evolução cultural são as ideias.

E por isso a importância dos milhares de papiros da Biblioteca de Alexandria: "As bibliotecas no antigo Egito, continham estas palavras nos seus muros: 'Alimento para a alma'". Essa sabedoria transcende o tempo e ficam como inúmeras lembranças ao espaço.




Portanto, Carl Sagan utiliza o exemplo de que enviamos de fato os impulsos que se ouvem aqui, que refletem as emoções, ideias e memórias de um ser humano, em uma viagem para as estrelas.

O disco da Voyager é como uma mensagem em uma garrafa, lançada para dentro do oceano cósmico. Contém alguns dos nossos pensamentos e sentimentos, parte da informação que armazenamos, nos genes, no cérebro e nos livros.
Mas uma coisa será clara sobre nós: ninguém envia uma mensagem assim em uma tal viagem, sem ter uma paixão formal pelo futuro.

Para além dos possíveis caprichos da mensagem, ficarão certos de que éramos uma espécie dotada, de esperança e de perseverança, e pelo menos com uma pequena inteligência, e um desejo veemente de entrar em contato com o Cosmos.