A subjetividade de 'light years'

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É difícil a linguagem exprimir sentimentos subjetivos, como o amor. Ainda mais com o passar dos anos: o repertório vocabular¹ não consegue ser singular, nem suficiente.

"So forget it?" haha. ;P


É interessante tal pensamento no aspecto de que não se deve haver preocupações quanto a "traduzir o amor" - já que o amor está muito além das palavras. Entretanto, a tentativa de expressar o sentimento nunca deve ser desconsiderada; e, afinal, a sua própria existência deste já é a mais bela de manifestação.

Sentimentos transcendem o mundo linguístico porque são sublimes. Encontram-se na profundidade de um olhar brilhante ou no sorriso mais espontaneamente feliz. Demonstrar o amor é uma composição de atitudes.

Ademais, não há maneira de mesurar a tangibilidade espacial e temporal de um amor. Não se pode delimitar um sentimento eterno² - eterno em sua completude de momentos. O tempo, nesse sentido, torna-se algo muito subjetivo; e, por isso, não parece adequado contar de maneira objetiva anos de amor, para contabilizar quanto já vivemos juntos frente à imensidão de tudo que ainda temos para viver!

São infinitos instantes repletos de felicidade, compondo vários amáveis felizes anos, e assim sendo anos-luz no caminho da eternidade. Light years com muito brilho de amor, em um percurso constante que nunca há de se extinguir. O amor é um caminho de muita prosperidade, que sempre te faz querer ser melhor; e ser a cada instante mais feliz e mais apaixonado, porque não há limites para a transcendência ;)



  1. não vou nem comentar sobre o repertório de presentes ;P
  2. o que não se deve confundir com incondicional.