Sonhos e realidades

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Há pouco tempo atrás comprei uma bela obra de Borges, "Livro dos Sonhos", com inúmeras boas reflexões. Entre elas, inicio o post com a observação de que
... quando se sonha, a alma humana, desligada do corpo, é um tempo o teatro, os atores e a platéia. Podemos acrescentar que é também a autora da fábula que está vendo; isso nos conduz a tese perigosamente atraente de que os sonhos constituem o mais antigo e não menos complexo dos gêneros literários.

E falando sobre a complexidade de sonhos, não poderia deixar de abordar sobre o grande filme recém lançado: Inception.
The movie is all about process, about fighting our way through enveloping sheets of reality and dream, reality within dreams, dreams without reality.
It shows truly lucid dreaming, wherein one has control of the dream world, is a suspension of disbelief balancing act. Lucid dreamers also experience the "dream within a dream" phenomenon.
Interessante, não?

Penso que transcendendo a questão de sonhos ou realidades, o cerne é a indagação de verdades: do que é mais convincente querer acreditar e viver. E por isso acredito que o filme proporciona diretrizes muito claras:
at the end it doesn't matter whether he is dreaming or not.

Mas é claro, questiona quem quiser: A incerteza do espectador diante do final reflete também apenas a dúvida existencial humana do próprio protagonista acerca de sua realidade, entre tantos sonhos. Ainda sim, acredito que ele concretizou a realidade que almejava: o desejo de estar com os filhos - esse era o maior sonho. Me encanta a capacidade do filme conseguir expor, com muita qualidade, toda essas reflexões.

Um outro ponto que me interessou muito refletir é em como o tempo se apresenta relativo nas diversas camadas de sonho comparadas a realidade. E sobre tempo, logo lembro de ritmo: A ritmicidade musical desse filme foi incrível para conseguir passar as sensações de sincronia entre sonhos e sintonia de mentes; não só com o tema rítmico base de Édith Piaf, mas cada pequeno ritmo que era agregado nos níveis de sonho, envolvendo-nos em nas camadas de realidade únicas. E isso não era apenas na música!
Each level of the movie was a different kind of film: The kidnapping is a thriller, the hotel is a heist, and the mountaintop was an action film. Each also had different hues: first Saito meeting was red/yellow, kidnapping=blue, hotel/heist=brown, mountaintop=white; think Matrix reality=brown, in the Matrix=green.
Para completar a maestria de Inception, àqueles que gostam de Comics ;)