Independência transcendente

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Série com Ipê-Roxo Bola (Tabebuia impetiginosa) - Series with the Pau D'Arco Bark - 11-06-2008 - IMG_3914

Desenvolvendo o ímpeto da Independência Brasileira, como ano passado exposto aqui, gostaria de honrar algumas ideias muito pertinentes sobre o assunto. A inspiração de hoje se deriva de um texto de um grande leitor do blog, no qual compartilhamos muitos pensamentos afins, entre eles, a questão de como a Independência do Brasil é de grande relevância por ser transcendental.

A princípio, coloca-se em pauta como
A transcendência do ato de independência é inquestionável: além das guerras travadas contra abusos colonizadores, marca o momento em que as comunidades locais souberam se unir para dar a si mesmas as suas leis; para escolher juntas o destino a se lavrar; para resolver, a seu modo, os problemas que lhes afligem e que, muitas vezes, não doem na metrópole.

Entretanto, a situação brasileira é peculiar. O sete de setembro representa a independência da nação como expressão de liberdade; contudo, para esta ser concretizada todos os dias, e assim ter caráter transcendente, é necessário um reconhecimento cidadão à Pátria. A Proclamação da Independência não deixa de ser menos transcendental só porque não feita via conflito expresso; mas se conforma de tal maneira pelo ímpeto de transformar o Brasil, em ser independente, mesmo com devidas ressalvas quanto essa autonomia não ter sido plena - apenas formal, em um primeiro plano - e a participação popular sempre ter sido uma questão melindrosa em todas as épocas brasileiras.

Tendo em vista tais pontos, o que desejo dar ênfase à luz da Independência é a importância de transformar o Brasil. A sociedade cidadã hodierna, portanto, também deve vivenciar essa motivação todos os dias - em especial nas épocas de eleição, onde é máxima de representação e de participação política em prol da soberania popular que rege o país, construindo o presente e ditando as diretrizes futuras: Esta é tangibilidade da cidadania. Não podemos perpetuar a política como um erro de sintaxe, já dizia José Bonifácio para exemplificar a situação de uma oração política sem sujeito, ou seja, um sistema representativo sem povo. Eis, então, a responsabilidade do voto - é a demonstração da força popular com esperança em um ideal - além de compreender o sentido de que "fora a independência, só a morte!".

Para concluir a ideia de Independência do dia, há de se valorizar a consideração de todo esse processo histórico ao Grande José Bonifácio.