Seja quem você quer ser

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Unraveling the telescopic mind incident
Quando li esse interessante texto de Alex Castro, refleti o quão forte a tese é, se analisada com a devida profundidade: "Você é o que faz; seja quem você quer ser".

Dentre a complexidade do assunto, no que tange o âmbito da auto-afirmação do ser, primeiro é necessário defini-lo para si mesmo - e quão complicado isso é, dentre suas multi-facetas e possíveis incongruências. Ainda sim, precisamos 'ser com segurança', e tal definição se apresenta em como dispomos nossos atos perante a sociedade, que dão forma a nossa vida; logo, insere-se a proposição do 'você é o que faz'. Acredito, portanto, que a vida de cada um deveria ser uma transposição da essência do ser ao fazer. Exponho, então, citações que sempre foram muito significativas para mim nesse assunto:
A filosofia de uma pessoa não é melhor expressa em palavras; ela é expressa pelas escolhas que a pessoa faz. A longo prazo, moldamos nossas vidas e moldamos a nós mesmos. O processo nunca termina até que morramos. E, as escolhas que fizemos são, no final das contas, nossa própria responsabilidade.

Eleanor Roosevelt
O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será sua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino.

Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5
Fica claro, então, que interpreto a questão como primeiro 'ser para si' em prol de expor essa plenitude no contexto social. Contudo, apesar de eu sempre ter analisado esse tema sob um viés muito individualista, percebo que este é intrinsecamente relacionado ao outro ser: em como o que você é representa ao mundo, em como o que você faz afeta o outro e em como isso socialmente fica disposto. Sobretudo, é importante notar que tal postura depende da consciência própria na expressão de nossas atitudes para com o outro. Isso não é fácil - já é difícil pensar em si, pensar em si e pelo o outro é ainda mais. São questões que ainda preciso - internamente - desenvolver, em contraponto ao meu lado 'narcisista'. De alguma forma, valorizo ele, pois considero que às vezes é necessário ser um tanto 'egoísta' para se proteger e se cuidar, visto que se ficarmos em função do outro, a esfera individual é oprimida e não há plenitude de viver. O ideal é alcançar a completude da ponderação: um equilíbrio do ser individual ao social.