Literatura e lições de vida

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Primeiramente, gostaria de expressar que o mais sublime na literatura é a possibilidade das mais diversas interpretações (e divagações) sobre o conteúdo transcendental, em que independente de época, sempre poderá ser aplicável nas experiências de vida. E esta é a parte bonita da literatura: Poder extrair boas lições de vida. Às vezes penso o quanto a humanidade perde se não souber aproveitar isso - e como é de enorme valia para cada indivíduo poder ter uma mínima ciência do conhecimento latente que existe nas grandes obras clássicas.

E falo isso em um sentido bastante singelo, até - não apenas de outras visões de mundo - mas sim de aprendizados mínimos sobre sociedade e relacionamentos. Quão precioso é um romance literário! E por isso desde já indico algo incrível que recentemente descobri: A BBC fez minisséries dos livros de literatura inglesa que mais amo, como os das Brönte Sisters e de Jane Austen. Até então, a refilmagem que mais gostei foi de Wuthering Heights, lindo, lindo por demais! Conseguiram realmente inserir uma perspectiva bastante interessante na história, vale a pena ver - e entender a complexidade da essência humana e do amor. Quem sabe um dia eu faça uma análise disso.

Entretanto, minha predileção entre tais livros continua com Jane Eyre - deve ter sido o livro que já mais li em inúmeras versões e línguas - e talvez justamente por isso, hoje percebi quão fundamental os preceitos desse livro influenciam na minha filosofia de vida, admiro muito as posturas e os pensamentos lá presentes. É claro que Jane Eyre muitas vezes pode não ser interpretado de uma maneira plausível; A filmagem da BBC continuou sendo muito boa, mas não tão fiel a sutileza do livro - talvez porque não fosse ser comercial nem tão compreensível - pois é um romance que mostra como o amor pode ser sublime em seus elementos mais introspectivos, mostrando como a graça está no mistério do implícito e no "jogo dos sentimentos" (como dito, por exemplo, na análise: "It's a struggle, a battle, an epic to finally declare the love"), não no clichê romântico. Por fim, o livro retrata dois personagens de caráter forte e independente que desenvolvem uma história de sintonia, de compreensão e de companheirismo onde visualizam a preponderância do amor como requisito fundamental para a felicidade mútua e realização de uma vida.

Alice e o heroísmo

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Não tenho o costume de fazer resenha de filmes, contudo, vou de escrever sobre um aspecto presente em "Alice in Wonderland" que intriga minhas análises.
De maneira geral, o filme de Tim Burton não deixou nada a desejar e fez jus a história original de Alice - confesso que tinha meus receios, mas superou minhas expectativas - foi visualmente muito bonito (e não digo nem pelo 3D, apesar de alguns usos bastante perspicazes como no "Cheshire Cat") e muito interessante no quesito linguístico e filosófico.

Entretanto, gostaria de questionar o ápice do filme em que a Alice se torna a heroína - que por sinal, me distrai no exato instante e perdi, digamos, tais segundos principais. E assim, isso despertou diversas indagações e hipóteses que constroem essa minha análise que será feita para o caso quero refletir e divagar, mas... Imagino que, para quem não gosta de spoilers, é melhor ler essa análise depois.


Earth Day - A terra no contexto universal

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Considero os dias que representam um momento de conscientização são importantes de serem valorizados, e por isso cito aqui assuntos pertinentes de serem discutidos como o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade - até porque hoje tive um contato bastante grande com a natureza e a terra, apreciando isso na yoga e no mantra universal. Falando em Universo, penso em como tão pequena e extraordinária a terra deve ser no espaço; e de como existe uma relação de união entre ela e todos os outros astros - e nada melhor para exemplificar do que o Sol, e eis assim uma foto sublime do horizonte de ambos.


A singela beleza da UFES

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A reflexão do dia é sobre uma frase da minha mãe: "E não é que a UFES era muito mais do que você esperava?" Percebo que o aspecto que quero ressaltar sobre isso é a singela beleza que a UFES me apresenta nos mínimos detalhes todos os dias, e pude verificar isso hoje em pleno momento de Yoga nessa área linda que existe dentro de minha universidade.

E assim, queria compartilhar aqui no blog um pouco dessa minha percepção.
É importante lembrar que, entretanto, sou uma fotógrafa amadora que tira fotos no impulso (não consigo resistir a uma beleza eminente!) mas, de praxe, os momentos mais belos da vida não conseguem ser capturados.

Direito com literatura e filosofia

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Em um pleno estudo de dogmática jurídica, aparece Karl Engish para me alegrar com uma metáfora que estabelece uma comparação com a literatura e filosofia:
Se, de acordo com Schopenhauer, o clássico representante do pessimismo filosófico em geral, todo o prazer da terra consiste em manter afastado o desprazer, segundo a teoria imperativista parece que tudo o que de positivo o Direito concede apenas consiste no não estar vinculado por imperativos, no estar liberto da 'penosa exigência, do rigoroso dever-ser (Sollen )'. Assim como só nos apercebemos da meramente negativa libertação do desprazer quando a perdemos, assim como só aprendemos a apreciar a frescura da juventude, a saúde e a energia para o trabalho quando estas vão gradualmente desaparecendo, também só damos conta da benção que representa a concessão de direitos quando os imperativos cada vez mais nos limitam a liberdade.

Menina Direita

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Há uns tempos, quem acompanha o blog desde longas datas sabe, eu era uma menina dividida entre aspirações acadêmicas com Relações Internacionais e Direito.

Tendo as devidas constatações empíricas, descobri que Relações Internacionais sempre será uma paixão, mas sem o mesmo ardor por ter me desiludido com o curso de graduação. Entretanto, achei uma realização acadêmica no Direito - que talvez eu não soubesse antes justamente pela visão distorcida de Direito como dogmática jurídica que é disseminada por aí.

Descobri que o Direito também possui um lado lindo e encontrei meu caminho perante a Teoria Geral do Direito aplicada com a Filosofia do Direito, em conjunto com a Teoria do Estado partindo para a Teoria da Constituição, e de Constitucional para Direito Internacional (tanto público quanto privado).

Sério, existem tantas ideias incríveis a serem desenvolvidas por meio do Direito... ou melhor, ideias passíveis de reflexão e divagação assim como a literatura, por exemplo. E talvez seja por isso que eu goste tanto, de todas essas análises transcendentais que são inerentes a sociedade e a própria natureza do homem.

Agora, portanto, é só saber equilibrar toda essa bela parte do Direito com as outras que não são tão agradáveis para conseguir sobreviver, haha - na verdade, até a parte chata se torna compreensível contanto que existam princípios de razão e de fundamentação.

E assim a vida de universitária continua...

Fases da vida

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As fases da vida são como retratos instantâneos que capturamos de momentos vividos. Elas podem funcionar como ciclos - períodos que se interrompem e se repetem de acordo com as circunstâncias que aparecem e as necessidades ao passar do tempo -, ou também como instantes inovadores que transformam subitamente toda a alternância de ciclos criando 'uma nova etapa'.

Essa concepção se refere a mais um sentido de continuidade e descontinuidade em nossas vidas, permanências e transformações necessárias ao viver - ou melhor, inerentes a própria dinâmica da vida.
O tempo é a dimensão da mudança. Sem percepção da mudança, não há e não pode haver percepção do tempo. E as diferentes atitudes para com o tempo são corolários de diferentes atitudes para com a mudança.
Um fato interessante dessa história é que eu, pelo menos, posso sentir essas fases da vida quando analiso o passado nas mínimas coisas, como por exemplo nas músicas mais escutadas que formam um setlist ou uma trilha sonora da época, sabe?

Além disso, percebi há pouco tempo que essa curiosa sensação de mudança de 'paradigmas' se expressa pelo piano também. ;)

E na verdade, analisar as fases da vida como mudanças de paradigmas é uma perspectiva pertinente se pensarmos que talvez seja justamente assim que funcione: certo elemento se torna preponderante em determinado período e transforma o modelo de vida anterior - trazendo uma nova fase consigo, instaurando uma nova etapa em nossas vidas.

A complexidade da mente humana

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O olho do espírito em parte nenhuma pode encontrar mais deslumbramentos, nem mais trevas, do que no homem, nem fixar-se em coisa nenhuma, que seja mais temível, complicada, misteriosa e infinita. Há um espetáculo mais solene do que o mar, é o céu; e há outro mais solene do que o céu, é o interior da mente humana.

Fazer o poema da consciência humana, mas que não fosse senão a respeito de um só homem, e ainda nos homens o mais ínfimo, seria fundir todas as epopeias numa epopeia superior e definitiva. A consciência é o caos das quimeras, das ambições e das tentativas, o cadinho dos sonhos, o antro das ideias vergonhosas: é o pandemônio dos sofismas, é o campo de batalha das paixões. Penetrai, a certas horas, através da face lívida de um ser humano, e olhai por trás dela, olhai nessa alma, olhai nessa obscuridade. Há ali, sob a superfície límpida do silêncio exterior, combates de gigante como em Homero, brigas de dragões e hidras, e nuvens de fantasmas, como em Milton, espirais visionárias como em Dante. Sombria coisa esse infinito que todo o homem em si abarca, e pelo qual ele regula desesperado as vontades do seu cérebro e as ações da sua vida!

Victor Hugo, in 'Os Miseráveis'
O que fazemos com o tempo, como se sabe, é apenas o que podemos e o que somos capazes. Daí resulta que a temporalidade seja, não uma unidade de medida como os mais incautos tendem logo a crer, mas uma complexa miscelânea de imagens, sensações, memórias, esquemas associativos e tudo o mais de que a mente humana dispõe, para fazer de nós este magnificente e espantoso produto da evolução.

Así te amo

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Uma boa maneira de relacionar grandes amores da minha vida, não? ;)
Feliz dia 13! ;*


É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas os cabelos
e como a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amado,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem de onde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-o e envolve-me,
e assim teu pão e luz
e sombra és (...)

Lições sociais de Hobbes

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Relendo certos clássicos, sempre descubro uma vastidão de ideias interessantes - ao invés do mínimo massificado e popularizado por aí.

Então, hoje gostaria de fazer uma reflexão sobre as leis da natureza de Hobbes para uma sociedade em paz - o que faz muito sentido para mim e me parece muito útil à vida social:

A quinta lei de natureza é a complacência, quer dizer: Que cada um se esforce por acomodar-se com os outros. Para compreender esta lei é preciso levar em conta que na aptidão dos homens para a sociedade existe uma certa diversidade de natureza, derivada da diversidade de suas afeições.

Aos que respeitam esta lei podem chamar-se sociáveis (os latinos chamavam-lhes commodí), e aos que não o fazem obstinados, insociáveis, refratários ou intratáveis.

A sexta lei de natureza é Que como garantia do tempo futuro se perdoem as ofensas passadas, àqueles que se arrependam e o desejem. Porque o perdão não é mais do que uma garantia de paz, a qual, embora quando dada aos que perseveram em sua hostilidade não seja paz, mas medo, quando recusada aos que oferecem garantia do tempo futuro é sinal de aversão pela paz, o que é contrário à lei de natureza.

A sétima lei é Que na vingança (isto é, a retribuição do mal com o mal) os homens não olhem à importância do mal passado, mas só à importância do bem futuro. O que nos proíbe aplicar castigo com qualquer intenção que não seja a correção do ofensor ou o exemplo para os outros. Pois esta lei é conseqüência da que lhe é anterior, a qual ordena o perdão em vista da segurança do tempo futuro. Além do mais, a vingança que não visa ao exemplo ou ao proveito vindouro, é um triunfo ou glorificação, com base no dano causado ao outro que não tende para fim algum (pois o fim é sempre alguma coisa vindoura). Ora, glorificar-se sem tender a um fim é vanglória, e contrário à razão, e causar dano sem razão tende a provocar a guerra, o que é contrário á lei de natureza. E geralmente se designa pelo nome de crueldade.
E dado que todos os sinais de ódio ou desprezo tendem a provocar a luta, a ponto de a maior parte dos homens preferirem arriscar a vida a ficar sem vingança, podemos formular em oitavo lugar, como lei de natureza, o seguinte preceito: Que ninguém por atos, palavras, atitude ou gesto declare ódio ou desprezo pelo outro. Ao desrespeito a esta lei se chama geralmente contumélia.

Por conseguinte todos os homens concordam que a paz é uma boa coisa, e portanto que também são bons o caminho ou meios da paz, os quais (conforme acima mostrei) são a justiça, a gratidão, a modéstia, a eqüidade, a misericórdia e as restantes leis de natureza; quer dizer, as virtudes morais; e que seus vícios contrários são maus.

A estes ditames da razão os homens costumam dar o nome de leis, mas impropriamente. Pois eles são apenas conclusões ou teoremas relativos ao que contribui para a conservação e defesa de cada um.

O mistério do outro lado do espelho

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Quando eu era pequena :) me contavam histórias do outro lado do espelho: Histórias surreais de um universo paralelo que continham um mundo muito similar ao o nosso, entretanto, com algumas peculiaridades - e quando fechássemos os olhos, sem nos dar conta, mínimas coisas se transfeririam para lá - e assim existiria o mundo das xuxinhas de cabelo perdidas, haha. O portal era só atrás do espelho, e lá o mundo perdido estava - A zona interdimencional das coisas sumidas ;P

São muitos os mistérios que rodeiam as coisas desaparecidas aqui em casa, então imagino que o outro lado do espelho deva estar cheio! - não que a realidade que eu viva não seja tão cheia por m² quanto, mas...
Dizem que o segredo para os encontrar, é deixar de os procurar - ou melhor, deixar eles nos achar. Eventualmente, quando menos esperarmos, eles vão aparecer (sempre tenho esperanças), de forma que quanto mais a urgência em utilizá-los, mais iremos gastar tempo a procurar. Ai, ai, é a vida.

Ainda sobre o tema, existem umas histórias bem interessantes:

Poucos sabem, mas temos um mundo paralelo.
A diferença é que, diferentemente deste em que vivemos, os habitantes do mundo paralelo sabem todos da nossa existência. Não só isso, eles podem interferir, brincar e mexer com o nosso quando quiserem. Sim, lá eles também têm casas, cidades, até países, é tudo muito parecido. Mas um pouco diferente.

O tempo todo acontecem coisas que não são muito bem explicadas no nosso mundo. Objetos simplesmente somem, pessoas se encontram de forma inexplicável, outras se desencontram contra todas as probabilidades. E acreditamos que tudo isso se deve ao acaso. Outros, um pouco mais espertos, chamam isso de destino. Digo mais espertos porque, de certa forma, eles sabem que existe algo por trás das coisas que vemos acontecer. O erro deles, porém, é dar um sentido místico e com algum propósito para tudo.

Na verdade, é tudo uma grande brincadeira. Somos a principal fonte de diversão dos habitantes do nosso mundo paralelo. Existe um tipo especial: Os experimentadores.

Os experimentadores são pessoas que viram nessa capacidade de observar e interferir no mundo real uma oportunidade única de entender as coisas. São pessoas muito interessadas, curiosas e inteligentes. Acreditam que podem fazer grandes mudanças na história de vocês através de pequenos detalhes. E ficam observando, passo a passo, as conseqüências do que fizeram. Eles querem entender melhor o processo de “uma coisa leva a outra”, aquilo que chamamos de caos. Querem ver se, de fato, o bater das asas de uma borboleta pode gerar um furação do outro lado do planeta.
Ultimamente eles estão mexendo mais com as pessoas, de formas mais sutis. Estudando o que pode ser a natureza humana. Pequenas coisas. Detalhes. Querem entender como a vida das pessoas pode mudar através dos detalhes. Uma estrela cadente quando se olha para o céu, um bilhete anônimo deixado na calçada, um ventinho gelado quando se fecha os olhos. Tudo indica que esses detalhes mudam a nossa história muito mais do que se pode imaginar. Porque eles são pequenos momentos de fuga da consciência normal e cotidiana, que nos transportam por um breve instante para dentro de nós mesmos, sem aviso. E é justamente nesses momentos em que mudamos, nem que seja um pouco, nossa essência. E isso muda tudo.


Não é verdade que ando sumida, perdida nos campos onde o sol nasce com mil cores todos as noites. Para me encontrar é simples: é só seguir pela Rua dos Sonhos, virar à esquerda na Rua da Ilusão e depois à direita numa rua sem nome. E então observar, de um ângulo que seja de dentro do coração, a minha casa na Rua Sem Nome.
Se piscar os olhos pode tingi-la de qualquer cor, desde que não lembre um certo tom amarelado. Lá dentro, com todas as engrenagens desorganizadas, descompassadas, desalinhadas, sobrepostas e desencontradas, pesquiso para descobrir onde vão as coisas quando desaparecem.
Será que existe um mundo paralelo, um "Achados e Perdidos" fora do tempo e do espaço?
Como seria ir parar num lugar cheio de coisas há muito desaparecidas?
Ver o par de um brinco nunca mais encontrado, as muitas canetas Bic que criaram pernas e saíram andando por aí, as bolhas das lembranças que não tenho a certeza de terem existido de fato ou terem sido só fantasia...
Sim? Um lugar deve existir uma espécie de bazar onde os sonhos extraviados vão parar? E, assim que encontrá-lo, vou lá buscar meus sonhos de volta.
* A Moça dos Sonhos, de Chico Buarque


Continuidades e descontinuidades de uma rotina

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Uma rotina precisa ser minimamente agradável para sobrevivermos, por isso parto do princípio de que nela deve haver um equilíbrio entre obrigação e lazer, no qual o próprio lazer otimize a realização do máximo possível de obrigações. É necessário inserir breves momentos de prazer e alegria perante tantos outros de stress e tensão. Assim, a rotina sustentada pelo bem-estar proporciona disposição e energia para uma continuidade de afazeres. E também acredito que cada coisa deve ser feita com esmero e vontade, não deixando a rotina se tornar um fardo.

Entretanto, bem sabemos que raramente uma rotina consegue ser contínua e constante - e que bom até, para evitar a vida monótona. Surpresas sempre são bem-vindas, entretanto, é mais comum aparecer pequenas descontinuidades como desventuras. Mas dessa forma que é avaliada nossa capacidade de adaptação e flexibilidade com os planejamentos, e isso é bem positivo.

Ademais, gostaria de ressaltar um outro tipo de descontinuidade: Os feriados ou as pequenas fugas que precisamos criar nas rotinas. Cada pessoa tem uma ideia do que isso seja para si, mas acho que todos necessitam de pequeninas férias da rotina.

E decidi escrever sobre esse assunto hoje porque percebo o quanto isso é importante para mim, por mais que goste da minha rotina dinâmica e produtiva (afinal, meu lema para a rotina é "tempo se cria").

Atualmente pratico uma rotina de solitude quando meu amado está longe (apenas distante geograficamente mas sempre presente - ou melhor, onipresente), mas como é bom ter uma amável rotina tranquila, e quanto valorizo isso hoje!

Independente do tipo de rotina ou da constância desta, a felicidade individual e a paz interior devem sempre se concretizar, e por isso desejo uma permanente continuidade nos meus dias de uma sensação assim para mim:

Páscoa

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Percebo que o encantamento da páscoa não reside nos ovos de páscoa, mas sim na singela representação destes. Primeiramente porque o ovo de chocolate cada vez é mais caro e só serve para engordar ;P - e acaba distorcendo o verdadeiro sentido da celebração da páscoa.

Penso que a páscoa deve ser incentivada na sua forma mais simples, e ainda sim, imagino que crianças devem se divertir muito fazendo pequeninos ovos pintados. Ganhei uma lembrancinha dessas de uma criança da mamãe e achei a coisa mais sublime!

E claro, belo por demais, imagina fazer uma pintura assim?


De qualquer maneira, a representação só tem sentido se prevalecer como fundamental o espírito da páscoa e seus valores de renovação e de paz, espelhando o que essa época significa. Sendo assim, feliz páscoa!

Pequena Infante?

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Para aqueles que sempre se questionaram o nome do blog: então, Pequena Infante é uma expressão muito carinhosa para mim, quase um doce apelido :)

Mas, no termo literal da coisa, hoje já não sou mais tão infante assim! Minha capacidade jurídica se consagra ao longo de felizes 18 anos, e hoje, me torno gente grande, maior de idade, responsável pelos meus atos.

Quando fiz 15, disseram que o anos passariam bem rápidos para os 18, mas ó.. Não passou não! ;P Esperei por tanto tempo... e com aquela frase "ainda não tenho 18...", haha.

Mas de fato, vivi muito bem cada ano - independente da idade. E por isso, justamente quando os 18 chegam, você percebe que não importa tanto assim.

É claro que a maioridade tem muita relevância para mim (principalmente pelos aspectos sociais que posso exercer agora) mas, a vida é um eterno processo de crescer e amadurecer - e se eu puder, quero sempre conciliar jovialidade e sabedoria ao longo de minha jornada!

Enfim...!

Sempre pequena ;*