Liberty

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L... Is for labour.
A source of bread and pride.

I... Is for intelligence.
Which all men are born with,
but must learn to use.

B... Books!
Which hold the key
to almost everything.

E... is for education.
Which will teach me how to...

R... read them!

T... Is for transcend.
To rise above one's circumstances.

Y...
Y is for you, Sir.

From Cranford

Memórias

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Relembrar é sempre uma tarefa interessante - as lembranças possuem um caráter altamente subjetivo e a memória se insere em um contexto de unicidade temporal.

Gosto de ver como a composição de sentimentos em uma memória transforma uma situação para cada pessoa, ou seja, como uma lembrança compartilhada pode ser individual e singular para cada participante - o que é muito curioso, já que a tendência é pensar que se as pessoas estavam na mesma situação, deveriam lembrar da mesma maneira; e bem pelo contrário, cada uma possui uma versão do ocorrido (sob o viés que melhor lhe agrada, claro ;P)

Diplomacy, faith and trust - Introduction

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How should be the diplomacy’s brief with rogue regimes and how to tackle the awkward situations towards stability and peace.

Diplomacy faces many hassles with rogue regimes and inconvenient cases such as the political instability and the nuclear threat in the world. Nowadays, the shakiness of the Middle East and the unstableness of North Korea concern the states, specially the revised perspective of America’s diplomacy, in how to grapple with those vexed problems and find the best approach to solve compound issues as nuclear proliferation for stability and peace in the world.

This situation is highly discussed in the United Nations Security Council, due to its important role to state the nuclear disarmament, preventing the spread and use of nuclear weapons. The United States of America wants to see this global challenge addressed at a multinational level and already sealed an agreement (Arms Treaty) with Russia to reduce their arsenals since the Cold War.

A nuclear-free world may never come about, but there can be safety in trying. In an effort to achieve that, it is necessary to bolster confidence in the diplomatic relations in view of the world's welfare, seeking a commitment in favor of peace and security - even though this goal might not be reached quickly. Yet it will certainly take patience and persistence in a path that has to ignore the voice of the ones who claim the world cannot change.

Breves considerações sobre a distância

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Sempre tive o intuito de esclarecer brevemente algumas acepções da palavra 'Distância' e a relação desta para com os indivíduos.

Minha tese é que existe uma grande diferença entre distância geográfica e indivíduos distantes. Indivíduos distantes podem existir sob o mesmo espaço - por mais que estejam 'pertos' um do outro, podem estar muito longe em uma distância imensa para estarem próximos. E isso é muito triste de se acontecer - porque é possível de ocorrer em qualquer relação que se desapega com o tempo. É claro que se precisa estabelecer que, com a distância geográfica, a tendência é haver uma maior dificuldade natural para 'estar presente' na vida de outrem, visto que já há a ausência física. Entretanto, não se pode deixar essa ausência física se concretizar em outros planos.

"Carta" ao leitor

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Escrevo este post à título de agradecimento e homenagem à manifestação de diversos leitores que estão aparecendo por aqui no blog. Gostaria de expressar minha satisfação e felicidade por ver o retorno de vocês, até porque o "Leitor é co-autor do texto".
E como Sartre diz, "Nunca se Escreve para Si Mesmo":

O escritor não prevê nem conjetura: projeta. Acontece por vezes que espera por si mesmo, que espera pela inspiração, como se diz. Mas não se espera por si mesmo como se espera pelos outros; se hesita, sabe que o futuro não está feito, que é ele próprio que o vai fazer, e, se não sabe ainda o que acontecerá ao herói, isto quer simplesmente dizer que não pensou nisso, que não decidiu nada; então, o futuro é uma página branca, ao passo que o futuro do leitor são as duzentas páginas sobrecarregadas de palavras que o separam do fim.

Assim, o escritor só encontra por toda a parte o seu saber, a sua vontade, os seus projetos, em resumo, ele mesmo; atinge apenas a sua própria subjetividade; o objeto que cria está fora de alcance; não o cria para ele. Se relê o que escreveu, já é demasiado tarde; a sua frase nunca será a seus olhos exatamente uma coisa. Vai até aos limites do subjetivo, mas sem o transpor; aprecia o efeito dum traço, duma máxima, dum adjetivo bem colocado; mas é o efeito que produzirão nos outros; pode avaliá-lo, mas não senti-lo.

Proust nunca descobriu a homossexualidade de Charlus, uma vez que a decidiu antes de ter começado o livro. E se a obra adquire um dia para o autor o aspecto de objetividade, é porque os anos passaram, porque a esqueceu, porque já não entra nela, e seria, sem dúvida, incapaz de a escrever. Aconteceu isto com Rousseau ao reler o Contrato Social no fim da vida.

Não é portanto verdade que se escreva para si mesmo: seria o pior fracasso; ao projetar as emoções no papel, a custo se conseguiria dar-lhes um prolongamento langoroso. O ato criador é apenas um momento incompleto e abstrato da produção duma obra; se o autor existisse sozinho, poderia escrever tanto quanto quisesse; nem a obra nem o objeto veriam o dia, e seria preciso que pousasse a caneta ou que desesperasse.
Mas a operação de escrever implica a de ler como seu correlativo dialético, e estes dois atos conexos precisam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor e do leitor que fará surgir o objeto concreto e imaginário que é a obra do espírito. Só há arte para os outros e pelos outros.

Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'

E afinal, escrever é como um nexo entre dois mistérios: o do escritor e o do leitor.

Ademais, uma outra reflexão interessante é "Todo o Leitor é Leitor de si Mesmo":

Na realidade, todo leitor é, quando lê, o leitor de si mesmo. A obra não passa de uma espécie de instrumento óptico oferecido ao leitor a fim de lhe ser possível discernir o que, sem ela, não teria certamente visto em si mesmo.

Marcel Proust, in "O Tempo Redescoberto"

Sendo assim, agradeço a participação de vocês e incentivo sempre estarem envolvidos, porque o blog é tanto meu quanto é feito para vocês!

Mães encantadas

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As mães serão sempre encantadas nos corações dos filhos - e acho que esse é um dos valores mais sublimes que alguém pode desejar na vida. E ser mãe (na plenitude de seu ser) é um talento único!


Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Mãe, na sua graça,
é eternidade.

Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Drummond

Minha mãe representa bem isso para seus filhos (até mais do que eu queria! ;P)
Seremos eternamente gratos por ela ser a razão de nossas vidas.

Le Toi du Moi

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Oh, les murs changent de pierres,
Le ciel change de nuages,
La vie change de manières et dansent les mirages
On a vu m'a-t-on dit le destin se montrer
Il avait mine de rien l'air de tout emporter
Il avait ton allure, ta façon de parler

Car je suis l'amoureuse, oui je suis l'amoureuse
Et je tiens dans me mains la seule de toutes les choses
Je suis l'amoureuse, je suis ton amoureuse
Et je chante pour toi la seule de toutes les choses
Qui vaille d'être là, qui vaille d'être là

Je suis ton pile
Tu es mon face
Je suis la pluie et tu es mes gouttes
Tu es le oui et moi le doute

Tu es le Ciel moi la Terre,
Toi l'aube et moi le ciel qui s'couche
Je suis le soleil de tes tropiques

T'es le sérieux moi l'insouciance
Tu es l'amer et moi le doux
T'es le bouquet je suis les fleurs
Toi l'élégance et moi la grâce
Toi t'es l'instant moi le bonheur

Tu es la Belle et moi la Bête
Tu es le corps et moi la tête
Toi le très peu moi le beaucoup
Tu es le néant et moi le tout
Tu es le surmoi de mon ça

T'es le jouet et moi l'enfant ;)
T'es le plaisir de mon soupir
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour t'es mon amour

Uma breve análise sobre a obra "North and South"

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Sempre soube que "North & South" era uma grande obra, mas só tive a oportunidade de vislumbrar isso assistindo as séries da BBC sobre os grandes clássicos da literatura inglesa. A minissérie de "North & South" é incrivelmente bem feita, demonstrando todos os pontos relevantes do enredo - é claro que naquele mesmo modelo mais comercial e moderno para a audiência, sendo essas as maiores alterações (um certo anacronismo não apropriado para o período histórico das obras) e sem as sutilezas implícitas que envolvem o decorrer romântico desses grandes clássicos literários.

E então, mais uma vez encontro-me na situação onde não consigo aguentar a agonia da essência amorosa do ser humano sempre tender a complicar as coisas, envolver-se em inúmeros mal-entendidos, fazendo tudo dar errado só porque não aceita a simples ideia de ser feliz, de amar e de ser amado.

Sobre a história em si,
The novel from Elizabeth Gaskell is story does not have the light satire that we enjoy in Austen's novel, but is more of a serious tale with political and social underpinnings. Gaskell contrasts the industrial North of 1850's England to the more bucolic, slow-paced and cultured South. The heroine (Margaret Hale) and her family are uprooted from their beloved home in the South and move to the smoky, gritty, industrial Northern town of Milton. Margaret is very homesick, and takes an instant dislike to Northern ways—in particular she finds reason to disdain young cotton mill owner John Thornton, who is an honourable man but unfortunately gives her a very bad first impression.
On the other hand, Mr. Thornton becomes quickly smitten with Margaret, most likely in part because she is uniquely strong-willed and outspoken, and perhaps a little similar to his own mother (Sinead Cusak). Thornton is aware that, as a man who works in trade, Margaret might not consider him "good enough." (Back in those days, the genteel class looked down their noses at tradesmen and people who manufactured goods—i.e. "shoppy" people. This same snobbery is evident in Pride & Prejudice as well.) But, Thornton cannot help but be drawn to her anyway—and after all, he has some reason to hope that she might consider him to be an acceptable suitor: He is rich, successful, well-respected in the community, and most young women in town consider him to be a prime catch.

A partir desses excertos, percebe-se o primeiro empecilho do amor florescer entre pessoas de origens tão distintas, entretanto, o romance não se prende a isso, e sim a mostrar como a essência humana é peculiar e ao mesmo tempo pode se adaptar, se transformando e achando um ponto de equilíbrio e sintonia entre duas personalidades, havendo uma compreensão mútua. Assim, Margaret pode realizar de pouco a pouco o seu amor por Thorton, enquanto ele certamente já era apaixonado por ela, embora que cheio de ressentimentos por a princípio, ela não saber corresponder. O triste da história é o talento de Margaret de estragar a alegria - e a coragem, até - dos homens. Quando eles insinuavam em pedi-la em casamento, ela já os reprimia, e assim, assumia uma postura de 'heart-breaker': “Oh there are others? ... Of course. You must have to disappoint so many men that offer you their heart.” (John Thornton)

O detalhe ainda mais triste é que o primeiro cara que ela 'quebrou o coração' assistiu a reconciliação dela com Thornton - Sei quão desagradável é isso, mas então... É a vida.

Entretanto, é importante ver que a vida, contrariando todos os empecilhos, continua sempre fornecendo oportunidades de remediar e superar o orgulho, até um momento que "The clear conviction dawned upon her, shined bright upon her, that he did love her; that he had loved her; that he would love her." (Elizabeth Gaskell, N&S Chapter 25)