Gente grande

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Woman driving a 1908 car
Quando a Pequena Infante era mais pequena, pensava ela que o ápice de ser gente grande era dirigir: Afinal, um carro parecia tão grande e para dirigi-lo, você precisava 'ser maior' ainda para controlá-lo.

Hoje, atribuo o sentido de "grande" à ideia de independência e autonomia (ao menos de locomoção, o que fará muita diferença na minha vida atribulada! ;)
O melhor, portanto, é que finalmente posso me considerar gente grande agora - apesar de que, não há nada de extraordinário - exceto a parte especial (sofridamente meticulosa) de conseguir a carteira! E por fim, o carro se torna tão pequenininho... Quero um vermelhinho - e sonho com um C3 Rouge! ;))
Citroën 2CV

Feliz amor

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Em homenagem a data de aniversário do meu amado, nada melhor do que congratular todos os dias de nossas vidas com muito amor. Contabilizei que foram necessárias 75.000 palavras e um pouco mais para eu me apaixonar; e hoje nossa paixão se renova a cada dia melhor, guardando inúmeras lembranças - e com tantas histórias ainda para viver! Sou muito feliz por compartilhar uma vida que constrói belos momentos agradáveis e incríveis com o meu amado - e o quanto desejo sempre mais, estar unida perante tanto amor.

É uma realização maravilhosa, e assim, não há maneira mais verdadeira de expressar o discurso de aniversário “Felicidades hoje e sempre, que sua vida seja repleta de tudo que há de melhor: amor, prosperidade e realizações!”. Tendo isso em plenitude, é tudo que se precisa a todos os outros anos de nossas vidas.

Além disso, desejar parabéns significa congratular e agradecer a presença do outro no mundo; portanto, nada mais justo de ser tão grata em ter um ótimo homem na minha vida.

Ademais, os anos passam e nem notamos - vamos construindo o futuro no presente - mas os aniversários marcaram a grandeza das experiências e da sabedoria vivida.

Então, para concluir, após essas minhas divagações apaixonadas, desejo um pleno feliz aniversário, com muito amor, ao meu Marcos. ;*

Thoughts of the wind

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Wind controls the waves of the ocean
and a depth of the deepest sea
wind dance with the flower
and to leaves of the firmest tree

Wind touches the gentle clouds
and kisses the stars in shine
just as I glance in a vast sky above
while the moon lights your sweetest smile

I whisper in wind to touch your ear
it scattered the words of love
words that we love to hear
your name is the sweetest sound

Love swims in a breeze of the air
wind brings and exist for life
so lingers with me and stay
your my wind I breath so I'm alive

Independência transcendente

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Série com Ipê-Roxo Bola (Tabebuia impetiginosa) - Series with the Pau D'Arco Bark - 11-06-2008 - IMG_3914

Desenvolvendo o ímpeto da Independência Brasileira, como ano passado exposto aqui, gostaria de honrar algumas ideias muito pertinentes sobre o assunto. A inspiração de hoje se deriva de um texto de um grande leitor do blog, no qual compartilhamos muitos pensamentos afins, entre eles, a questão de como a Independência do Brasil é de grande relevância por ser transcendental.

A princípio, coloca-se em pauta como
A transcendência do ato de independência é inquestionável: além das guerras travadas contra abusos colonizadores, marca o momento em que as comunidades locais souberam se unir para dar a si mesmas as suas leis; para escolher juntas o destino a se lavrar; para resolver, a seu modo, os problemas que lhes afligem e que, muitas vezes, não doem na metrópole.

Entretanto, a situação brasileira é peculiar. O sete de setembro representa a independência da nação como expressão de liberdade; contudo, para esta ser concretizada todos os dias, e assim ter caráter transcendente, é necessário um reconhecimento cidadão à Pátria. A Proclamação da Independência não deixa de ser menos transcendental só porque não feita via conflito expresso; mas se conforma de tal maneira pelo ímpeto de transformar o Brasil, em ser independente, mesmo com devidas ressalvas quanto essa autonomia não ter sido plena - apenas formal, em um primeiro plano - e a participação popular sempre ter sido uma questão melindrosa em todas as épocas brasileiras.

Tendo em vista tais pontos, o que desejo dar ênfase à luz da Independência é a importância de transformar o Brasil. A sociedade cidadã hodierna, portanto, também deve vivenciar essa motivação todos os dias - em especial nas épocas de eleição, onde é máxima de representação e de participação política em prol da soberania popular que rege o país, construindo o presente e ditando as diretrizes futuras: Esta é tangibilidade da cidadania. Não podemos perpetuar a política como um erro de sintaxe, já dizia José Bonifácio para exemplificar a situação de uma oração política sem sujeito, ou seja, um sistema representativo sem povo. Eis, então, a responsabilidade do voto - é a demonstração da força popular com esperança em um ideal - além de compreender o sentido de que "fora a independência, só a morte!".

Para concluir a ideia de Independência do dia, há de se valorizar a consideração de todo esse processo histórico ao Grande José Bonifácio.

Do not let the world take away...

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Espero que nunca deixemos de conservar essências elementares para a alegria de viver: A afabilidade, a suavidade, a simplicidade e a esperança.
E receio que o mundo seja capaz de gradualmente dissolver isso nas pessoas, em prol de um pragmatismo seco.
When I was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
Well they'd be singing so happily
Oh joyfully, oh playfully watching me
But then they sent me away
To teach me how to be sensible
Logical, oh responsible, practical
And they showed me a world
Where I could be so dependable
Oh clinical, oh intellectual, cynical

Now watch what you say
Or they'll be calling you a radical
A liberal, oh fanatical, criminal
Oh won't you sign up your name
We'd like to feel you're
Acceptable, respectable, oh presentable,
a vegetable...

Filosofias de vida

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As pessoas mais razoáveis que conheço suportam a teoria descrita acima. Mas, quanto a mim, não sei se acredito plenamente nessa filosofia de vida*. Talvez porque o razoável não seja o mais interessante (ou suficiente para minha mente inquieta). Pode ser uma maneira restrita de compreender as coisas, mas prefiro que a vida tenha significado (mesmo que seja o valor em si própria) e propósitos a serem realizados, em prol de felicidade e de prosperidade. Prefiro pensar que atribuir sentido não seja algo que reduza a vida em concepções postas, mas sim em uma outra vastidão de valores sublimes que podemos descobrir vivendo em plenitude todos os dias.

Com base em algumas reflexões do filme "Whatever Works", pergunto-me: Será que qualquer coisa funciona mesmo? Só se fizermos funcionar - e isso é um detalhe bastante difícil ao mundo, às vezes. Para algo dar certo, é mais do que simplesmente funcionar. Funcionar não é suficiente. Não é completude - e de fato não é realização. Ao meu ver, nisso reside a diferença entre muitos relacionamos que existem por aí. No filme, creio que a questão que confunde é justamente mesclar (até mesmo na tradução linguística) as situações dos dois tipos.
(...) the heart has its reasons
diz Woody Allen, diretor do filme citado.
Penso que seja assim também - de tal forma que o coração seja muito além da racionalidade, e, portanto, essas razões são inexplicáveis e intangíveis.
Mas, nem de longe, essas razões são simples. São deveras complexas a ponto de não poderem ser entendidas. Considero isso muito intrigante - como um incrível mistério.

"Sabe-se lá". No campo das divagações*, tudo pode ser - e todas as teorias devem ser respeitadas e analisadas igualmente. Considere-se que as razões até podem ser simples assim; mas logo pondero a tendência das pessoas gostarem de complicar a vida, especialmente o amor. Pois então, gostaria que fosse simples. O mundo seria muito mais feliz, com certeza.

Ainda sobre a visão do filme:
(...) randomness (and worthlessness) of existence
Já expressei que não concordo com o 'worthlessness', mas a casualidade da vida é algo muito curioso mesmo. Acredito no acaso como sorte, como oportunidade inesperada. Mas será que posso considerar que aquele acaso tinha um sentido de ser? Há como conceber a união de ideias quanto a aparente contradição sobre 'Casualidades do Destino' ou 'Destino Casual'? Penso que sim. E afinal, destino somos nós quem fazemos, de acordo com os acasos que escolhemos ou decidimos investir - fazer funcionar e dar certo - se pensarmos assim.

O amor é uma questão sublime de sintonia. É um encontro singelo, não apenas casual. É um "dever-ser", no sentido estrito e literal das palavras, como um "tem de ser" especial para dar certo.

Ademais, essa relação entre a visão do filme e encontros me lembra a perspectiva do filme "Encontros e Desencontros", ou melhor, "Lost in Translation". A vida é sim feita por "duas pessoas que, num determinado momento de suas vidas, estavam juntas no mesmo lugar", o que eventualmente pode uni-las e torná-las cúmplices. Utilizo essa palavra como um princípio de aproximação entre duas pessoas, o que pode existir de diversas maneiras em vários tipos de relações interpessoais. Entretanto, a profundidade da cumplicidade das vidas entre as duas pessoas depende da inteiração e sintonia entre elas. Alcançar isso não é simplório, quanto menos sem valor. E, por essas e outras que a vida tem excelência em ser peculiar.


*dissertar sobre filosofias de vida é um momento pleno de divagações ;)