Dinâmica de ideias

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What ignites your creative energy?

Gostaria de discorrer aqui sobre "ideias", propriamente ditas. Se existe uma coisa que tenho, é energia para ideias! Ideias, ideias, ideias... (agora sem acento!) que se tornam quase ideais, haha - literalmente, para mim. E como é tão feliz concretizar uma!

A dinâmica criativa de ideias, como mostra a ilustração acima, advém de muitas situações e das mais variadas maneiras, dependendo de cada pessoa. No meu caso, colocaria em primeiro plano o fato que adoro pensar e divagar sobre tudo e nada por aí no mundo, logo, eventualmente surge uma nova ideia. Curiosidade, paixão, desejo, admiração, comunicação... tudo é inspiração: Movem pensamentos e geram interesse! E às vezes não somente sob essa esfera positiva, mas também nos momentos de opressão, surgem coisas muito interessantes!

Gosto de compartilhar minhas reflexões neste blog, mas nem sempre são reflexões prontas (tanto que muitos textos são pura divagações pessoais, questiono a compreensibilidade disso para os leitores, mas ok!). Além disso, não só no caso de blogs, mas quantas ideias interessantes temos por aí em qualquer momento do dia e essas ficam paradas em um depósito como um "rascunho"? É necessário maturá-las para poder desenvolvê-las. A partir do momento que começa o desenvolvimento de uma ideia, este pode ser sem fim: sempre há mais o que aprimorar e saber qual é o ponto ideal de uma ideia também é sempre um dilema.

Enquanto isso, na dinâmica de abraçar o mundo e suas ideias, é impossível que não surjam linhas paralelas. É uma amplitude sem fim. Isso tem seu lado positivo, mas de fato é necessário ter um limite: É preciso ter foco. Pois senão... é um perigo nos perdemos nesse grande - e incrível - mundo de ideias.¹

Pois então, fazemos a difícil escolha entre ideias e decidimos ficar apenas com uma em especial. Mas me parece que isso nunca é suficiente - nesse mundo cheio de possibilidades e perspectivas, é sempre preciso restringir mais e mais. E como isso é complicado!!! Restringir: Mais do que complicado, talvez é doloroso, não? Já que tenho que "deixar de lado" todo o resto... Essas escolhas, quanto dilema... ;P

Descubro essas coisas na vida de universitária, que cada vez mais me parece um processo acadêmico de escolhas. Não apenas de ideias, mas de oportunidades, caminhos, enfim... É a vida!

Há de se convir que é impossível ser um generalista em todas as boas ideias do mundo, portanto, precisamos mesmo de nos especializar na melhor ideia que acharmos.

Especificamente no processo acadêmico de ideias, dizem que devemos "restringir para ser autoridade, ao invés da generalidade para ser questionada". E, a medida que vamos trabalhando uma ideia, o desenvolvimento dela requer um crescimento que não seja a extensão de seu tamanho, mas o conteúdo de sua profundidade. Por isso, precisamos sempre escolher mais e mais, fazer uma restrição ao tamanho geral para ir aplicando o que é verdadeiramente relevante na profundidade da ideia. Os métodos acadêmicos utilizados podem ser muitos, mas é necessário sempre problematizar e criar uma hipótese para ser um guia maior. Não é fácil definir essa diretriz tão específica; mas espero que já que conheço macro, eu possa trabalhar melhor o micro - e até integrar e compreender mais ainda a ideia geral por meio da ideia específica.

Sem termos abstratos, quem sabe qualquer dia desses não explico aqui no blog a ideia que eu trabalho? Refere-se a Eficácia da Arbitragem Comercial Internacional, muito interessante para mim, espero que seja pertinente para vocês também. Estava explicando ao meu irmão como funciona o processo acadêmico de escolha de ideias: Parti do interesse entre Relações Internacionais e Direito, preferi focar no Direito, me apaixonei pela Teoria Geral do Direito e Teoria Geral do Estado como base para Direito Internacional, já gostava do Direito Internacional Público mas descobri as possibilidades práticas do Direito Internacional Privado, escolhi um tema objetivo como o instituto da arbitragem, na esfera comercial internacional, e aí decidi trabalhar um pequeno ponto sobre a faceta da cláusula arbitral e tenho certeza que ainda vou aprofundar mais e mais. Aprofundar é uma palavra mais bonita do que restringir :P

Espero conciliar todas essas aspirações tanto no âmbito acadêmico quanto no profissional, mas não preciso ficar ansiosa. Quanto menos preocupada sobre o processo acadêmico de escolhas: No caso em tela, restringir uma ideia é uma necessidade para a excelência da mesma. Sobretudo, meio indecisão ou receios: é bom saber que não isso não é um processo definitivo - sempre há milhares de outras hipóteses e ideias a serem trabalhadas, perspectivas distintas e novos horizontes para conhecer e aprofundar! Tudo em prol de uma realização! ;)