Eba!

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Não é nada difícil encantar-me com mil coisas interessantes que o mundo pode oferecer. Na maioria das vezes, difícil é saber escolher. O gráfico acima representa de maneira bem didática a "matemática das escolhas" (advindo de um site lindo que recém descobri por meio de um texto maravilhoso, razão também para eu escrever o presente post), pois descomplica a subjetiva parte de escolher.

Acredito que muito do que deveria guiar nossas vidas é a subjetiva intuição do que realmente sentimos, queremos, gostamos - complicado é saber definir e, quem sabe, ter a coragem de obedecer. É a "inner voice" que, quando expressa, se torna "shining eyes". Isso deveria ser um propósito a prevalecer sob todos os outros, perante todas as outras vozes.

Tento sempre estar consciente disso na minha vida - e até então, tudo está muito bem. No caso da minha vida acadêmica, diria que é fácil eu me apaixonar pelo lado lindo e interessante que os conteúdos oferecem e, assim, fico muito feliz de encontrar um estado de "eba!", de realmente estar empolgada com o que se estuda e faz. Mas cada "dia" representa oportunidade e possibilidades, logo, por isso mesmo às vezes não se tem um caminho devidamente constante - é o que eu chamo de "A mutabilidade do constante", algo extremamente necessário na vida.

Mas existe algo nesses caminhos que me deixa consternada - especialmente agora entre o acadêmico e o profissional, ou entre o presente e o futuro: É a terrível ansiedade. O "pior" é saber que isso não ajuda em nada na vida: geralmente as coisas mais surpreendentes aparecem logo quando você nem estava esperando. Bem, se há algo que pode neutralizar a ansiedade pelo o que estar por vir é a satisfação com o presente. Viver hoje o melhor que se pode, fazer o máximo possível, e assim, indiretamente - ou mesmo diretamente - construir o futuro. E quão mais aprendemos com o presente, nas nossas experiências de vida, melhor iremos desempenhar o futuro. Tais diretrizes estão, assim, bastante relacionadas com o que somos e quem queremos ser (porque afinal, "ser" não é um conceito fechado). É como um ciclo: Seguimos o caminho que queremos por ser quem somos - e este, por sua vez, nos influencia em quem iremos ser. Por isso, muitas vezes, devemos ser bem atentos com o que queremos - é a típica 'maldição chinesa' "May you find what you looking for".

Seja como for, o que vale é a nossa paz interior e a felicidade de viver (completando o início da frase acima "May you live interesting times").

Ademais, existe uma frase que é bastante forte para mim, e sempre que analiso ela, compreendo mais e mais:
A filosofia de uma pessoa não é melhor expressa em palavras; ela é expressa pelas escolhas que a pessoa faz. A longo prazo, moldamos nossas vidas e moldamos a nós mesmos. O processo nunca termina até que morramos. E, as escolhas que fizemos são, no final das contas, nossa própria responsabilidade.
Eleanor Roosevelt

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Divagação final: Para completar, em algo que sempre pairo em perplexidade, essa última frase - e os dizeres do posts que tentam explanar ela, mostram o que seria "Destino" para mim. (Como se as escolhas, intrinsecamente ligadas a quem somos, nos levassem a um determinado caminho mesmo, justamente devido a nossa essência de ser). O dito "Destino" pode mudar, claro, com a transformação dessa essência. No sentido do texto citado acima, sobre destino, a minha interpretação da pergunta "Scaramouche, Scaramouche, will you do the fandango?" ("Scaramouche, você vai cumprir o seu destino?") é como se fosse uma metáfora para a frase "remember who you are".