Divagações sobre Merlin

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* 11 - Merlin Sword in the Stone animation cel drawing 1963
Há algo que me impressiona na figura do Mago Merlin e desde pequena fui muito curiosa com a mitologia e todas as histórias criadas acerca desse personagem. Tanto que, na minha 8ª série, tive a inspiração de escrever minha primeira redação de verdade - a qual, com o apoio da professora em voga, foi enviada para o concurso dos correios na temática "escreva uma carta para um personagem de contos mágicos" e ganhei (na esfera estadual), olha! Era a primeira vez que pude acreditar na minha habilidade de escrita e, portanto, foi um marco para mim. Não tenho mais esse texto em mãos mas lembro que era uma carta de indagações - e divagações, típico da Pequena Infante - clamando pela sabedoria de Merlin para iluminar as ideias. Ao mesmo tempo, trabalhei bastante também a questão que sempre envolve suas histórias sobre quais são os limiares da determinabilidade do destino e a possibilidade de poder que temos sobre nossas vidas e no contexto social. Um outro ponto abordado era: "Seria a bondade uma ingenuidade intrínseca para com a realidade evidente?", visto que a história (ou melhor, estória) de Merlin trata muito sobre as decisões dele em prol de transformação para melhor, mas ainda na doce ilusão de bondade das coisas - e isso nem sempre é verossímil. Assim, sempre fiquei perplexa perante essa questão de fechar os olhos para realidade - e se assim o fazemos, devemos ser conscientes desse ato, sobretudo, de suas consequencias. É uma postura muito recorrente: Percebo que muitos teimam em não ver a realidade - eu tento não ser assim, na medida do possível, embora eu almeje um panorama mais utópico do mundo. Como consternação máxima a Merlin, nunca entendi como ele pode ser ludibriado pelo falso (?) amor e assim condenar-se para toda eternidade, mas... Nos meus contos, dizem que é necessário aprender a amar - e isso é uma das poucas coisas que Merlin ainda não havia descoberto na sua jornada, propiciando seu fim. Em todo o caso, gosto muito dessas reflexões!
Merlin fell in love with Nimue. He was so in love with her that he was constantly at her side. Nimue accompanied Merlin on a journey so that she might learn his magic. Knowing that Merlin could take her unwillingly, she made him swear that he would use no magic to make her lay with him. As they traveled, Nimue became more and more afraid of Merlin's advances. In some versions of the legend, Nimue traded her love for lessons in sorcery. Merlin foresaw his own death, but was so smitten with Nimue that he was helpless to avert his own tragic end. There are different versions of his death. One version has Nimue tiring of him and turning one of his own spells against him and seals him in a cave forever. Other versions have her trapping him in a bush or Hawthorne tree where his voice is sometimes heard. Some tales have him living forever in his confinement and others tell of his death or his descension into madness.