A vocação como propósito do conhecimento

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A motivação desses escritos advém desde o dia que representei o curso de Direito da UFES na feira de cursos aberta para a sociedade e ouvi majoritariamente a pergunta: "Quero ser juiz, como faz?!"

Um longo caminho...


Percebo, ultimamente, que a ansiedade pelo profissional distorce o propósito do conhecimento: Não se estuda mais pelo saber, mas sim pela finalidade lucrativa que este pode proporcionar. Eu, como amante da essência da sabedoria, fico meio triste com essa realidade.

O estudo se torna um mero instrumento, como um fardo, perante uma suposta ambição sem paixão. Ou seja, não preparamos bons estudantes nem bons profissionais: Eis a minha consternação.

O caminho profissional imediato parece o que todos mais anseiam, no entanto, até me sinto diferente por não almejar ser proletariada jurídica tão cedo, visto que sou muito contente na minha acadêmica plena, de pesquisa no que gosto e de poder me engajar em vários eventos e demais atividades acadêmicas! :)

Penso que devemos ser estudantes em prol do conhecimento ativo, não o técnico e passivo. Ao menos para mim, torna-se uma perspectiva de aprendizagem mais interessante.

Acredito que devemos nutrir sonhos, interesses, vontades que se transformem algo concreto e que possamos ser realizados no que façamos. E que assim possamos dedicar nossas vidas a essas paixões aplicadas.

Também acredito na vocação: Descobrir o que gostamos (para tal, apenas desbravando as veredas do conhecimento e da experiência) e consequentemente sermos bons nisso, tentando sempre empenhar o nosso melhor. Encontrei, recentemente, um ótimo e simples exemplo de vocação: Eis que no Pico da Bandeira há o Seu Josias, um guia que gosta mesmo do que faz.
E eu realmente gosto dessa reflexão:
A vocation is work you do for its own sake; you almost feel like you’d do it even if you didn’t get paid. The rewards of wages and prestige are peripheral to getting to use one’s passion in a satisfying way. Those in a vocation feel that their work has an effect on the greater good and an impact beyond themselves. They believe that their work truly utilizes their unique gifts and talents. This is what they were meant to do.