Filosofia, ser e dialética

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Exponho aqui algumas passagens filosóficas que me parecem pertinentes a título de divagação e reflexões posteriores:

Hegel abstractions: Being (thesis), Nothing (antithesis) and Becoming (synthesis)

Platão considera que a investigação filosófica não pode ser colocada como problema teorético apenas, porque tem intrinsecamente um aspecto ético - é a busca e a formação da autoconsciência. A filosofia seria, assim, a atividade do eu em demanda da autoconsciência e, portanto, esforço de superar a divisão do eu e do mundo; divisão na qual o mundo aparece como antítese que, dialeticamente, é a condição de possibilidade da realização do eu.

... entre a Filosofia especulativa e a Filosofia prática não existe um abismo; a Dialética será precisamente, nesse setor, a arte de trabalhar com ambas simultaneamente, aplicando os resultados da Filosofia especulativa na prática, bem como ascender da prática ao especulativo, realizando portanto operações progressivas e regressivas, nas duas direções: uma que parte das ideias universais para as particulares, outra que parte destas para atingir as universais.


A dialética seria o caminho ideal pelo qual a mente se orienta na selva dos conceitos, dos modos, dos gêneros e espécies, das hipóteses e dos pressupostos ocultos, distinguindo, classificando, ordenando. Todo conhecimento profícuo deve proceder em três etapas: a síntese inicial intuitiva, a análise e posteriormente a concreção. Ao método pelo qual percorria essas três etapas denomina-se de dialética concreta, uma arte que soma à elegância e ao rigor das demonstrações escolásticas a riqueza de perspectivas da dialéticas modernas, especialmente a dialética histórica de Karl Marx, a dialética antinômica de Proudhon e a dialética trágica de Nietzsche. A dialética tinha ainda por função fazer a ponte entre filosofia teorética e filosofia prática.


Les doctrines de Spinoza et Kant: les deux seuls systèmes parfaitement cohérent; Schelling s'y efforce, en même temps, de protéger la philosophie critique contre sa propre dogmatisation dans une lettre adresse à Hegel, il écrit à la même époque la différence réelle entre philosophie critique et philosophie dogmatique me semble resider dans le fait que celle-là part du Moi absolu (qui n'est encore conditionne par aucun objet) et celle-ci de l'Objet absolu ou Non-Moi. Schelling voit 'l'essence du Moi', l'alpha et l'oméga de tout philosophie.