Não é fácil gerir um Estado

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Assistir West Wing me faz ter uma visão mais apurada sobre os processos políticos que envolvem as nossas realidades. Vejam que análise mais interessante:

Here’s an answer to your question that I don’t think you’re going to like: the current crop of 18-25 year olds is the most politically apathetic generation in American history. In 1972, half of that age group voted. In the last election, 32%. Your generation is considerably less likely than any previous one to write or call public officials, attend rallies, or work on political campaigns. A man once said this, "decisions are made by those who show up." So are we failing you, or are you failing us? It's a little of both.

Nesse mesmo sentido - e aproximando da realidade brasileira - li, recentemente, uma reflexão deveras pertinente: "Os jovens, como chave para transformação, ou o engravatado do futuro?"

A condição da juventude é muito boa para questionar qualquer status-quo, porque ela não está completamente comprometida. Por outro lado, o jovem que aos 40 é eleito para um cargo político ou que aos 35 vira economista em um banco, perdeu aquela condição de jovem.


É nessa hora que devemos pensar que nós, de fato, somos o Estado
- desde que façamos isso valer, com a participação cidadã. É um dever cívico refletir sobre a gestão estatal e até mesmo nos colocarmos no lugar dos nossos representantes, daqueles que tomam as decisões. É claro que cada pessoa luta pelos seus próprios interesses, mas será que paramos para pensar na nossa condição de cidadão em relação aos interesses da coletividade? Falando em valor, o quanto você vale para o Estado - ainda mais como funcionário público (uma posição que tantos desejam * o que me lembra até uma perspectiva socialista de ser)? Fico, literalmente, em estado de perplexidade quando penso no valor de cada pessoa sustentada pelo Estado. É uma ilusão, diga-se de passagem, qualquer servidor público querer ser "rico" com a profissão estatal - e nem pode (legalmente) ser. Afinal, o Estado é uma gestão do coletivo, do seu e de todos. Greves são inevitáveis a nossa condição democrática - e quanto mais democracia, mais devemos prezar pela manifestação de interesses no sistema. O Estado, em geral, deve tentar ser um equilíbrio da gestão coletiva com o âmbito privado, sendo os direitos individuais basilares e essenciais para a existência do próprio Estado. Assim, chegamos a conclusão de que esse é o fim e a razão maior do Estado, com o propósito em almejar a Realização Social.

European parliament - 1

Ademais, o atual contexto político europeu me desperta muito interesse e também me deixa muito reflexiva, ainda mais perante a complicada situação grega: Realmente não é fácil gerir um Estado.

Spring at the European Parliament