Lições II - O melhor?

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Olhando para os meus pés de bailarina, lembrei do comentário do meu pai: "Se eu soubesse que você fosse ficar pequena assim, teria te colocado na ginástica olímpica!". Ainda que o comentário tenha uma conotação pejorativa, sei que o objetivo do meu pai era sempre escolher o que fosse o melhor para mim - e sei que esse é o intuito de muitos pais, mas não creio que seja pelas razões adequadas. As expectativas de suprir o que os pais não foram, compensar seus erros ou esperar que os filhos sejam os melhores em tudo acabam em frustração. "Escolher o melhor para o outro" não pode infringir na autonomia da vontade de alguém, pois deve-se confiar que uma pessoa seja capaz de fazer suas próprias escolhas de vida.

Em segundo lugar, penso: O que é, de fato, o melhor? Não deveríamos desejar apenas o "melhor", mas sim toda a construção de esforços, superações, e até mesmo os sofrimentos, as perdas, as tristezas: Pois só assim teremos o verdadeiro valor da felicidade e aprenderemos a lidar com essas questões inerentes a vida. Portanto, é importante ter em mente que os altos patamares apenas são definidos com a profundidade do que se considera baixo.

Source: google.com via Chelsea on Pinterest


Olhem, por exemplo, essa cena de The Simpsons - "This is the worst day of my life!" - This is the worst day of your life SO FAR!" :P Por isso que até mesmo o sucesso, em si, é relativo. O que devemos almejar são os pressupostos da realização, de construção, persistência e concretização. De maneira simples, comparo esse caminho com a experiência de conseguir tocar uma música.

E, por fim, concluo que uma pessoa realizada dará o melhor de si no que quer que seja!