Árvores da vida

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Durante milênios, a imaginação humana visualizou a origem da vida e da sabedoria como uma árvore, talvez porque a árvore retrata uma dualidade fundamental que também se encontra no cerne da alma humana. Suas raízes afundam-se na terra, mas seus ramos aspiram ao céu.
Glowing Tree
Sempre fui fascinada pelas árvores. A mitologia nos conta histórias sobre várias: A Árvore da Sabedoria, advento de iluminação da mente de Adão e Eva; a Árvore da Imortalidade, no fundo do mar de Gilgamesh; a Árvore do Mundo, que sustenta o cosmos.

E quantas histórias essas árvores tem a nos contar? ;)

ps. Em homenagem a D. Ruth!

Férias chegam ao fim

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Férias internacionais, férias cariocas, férias de praia... Mas inevitavelmente todas as férias tem um fim - afinal, se não fosse assim, não iríamos valorizar tanto. Tempo de organizar a vida, tempo de descansar, tempo de aproveitar, tempo de viajar, tempo livre ocupado com o nada ou com seja o que for... :) Entretanto, parece que sempre terminarei as férias com o mesmo sentimento de que o tempo passou sutilmente e quero mais! Ano passado fiz esse mesmo relato aqui. E assim como havia dito lá, acredito que mesmo com o fim das férias, podemos ainda fazer o nosso tempo valer durante o cotidiano. Apreciar nossa vida da melhor forma possível, tornando alegres dias como nossa agradável rotina. E sou muito feliz de poder viver assim e compartilhar isso com o meu amado, todos os dias. ;) ;*

New age in the history of the Middle East

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It's worth noting the unique moment in the history of the Arab world. Below are well-thought-out excerpts that help to contextualize this phenomenon:

The people, for perhaps the first time, feel that their future is in their own hands. And it is on a grand scale, from Morocco to Iraq: all the Arab world is touched by this.

So what can we expect to come? The short answer: it's too soon to say. (...) Amidst this uncertainty, there is however one thing I'm sure of, and that is that we are beginning to enter a new age in the history of the Middle East. And what's exciting about this new age is its optimism.

What's going on in Bahrain and why?, Ali Al-Jamri

"Considerations sur le malheur arabe" is an attempt to analyse the prevailing mood in the Arabic world today. It is written from the viewpoint of one of the shrewdest and most incisive Arab intellectuals, and it seems correct and pertinent in many of the points it makes. He places his hopes in the positive consequences of a process of cultural globalisation that could draw Arab countries closer together while also enabling them to open up to the outside world.

In his view, the main problem of the Arab world has been its inability to stop yearning for the "Golden Age" -- a phase of Arabic history that must in any case, he insists, be reinterpreted and reassessed. Besides, says Kassir, Arabs are forgetting another, more recent, part of their history -- a period that could offer numerous grounds for renewed hope.

Kassir sets out to demystify the "Golden Age". It's important to him to emphasise the contributions made by various other people's to this great period of Arabic history. As Kassir sees it, the Islamic religion was just one of several components that contributed to the universalism of Arabic culture at that time.

In his reading, "Arabic history, a history of grand empires" turns out to be "an accumulation of cultural experiences; indeed, more than that: an accretion of cultural diversity."
Samir Kassir and the Arab malaise, Susan Javad

Social Justice

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Hoje é o dia, declarado em 2007 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, de celebrarmos a Justiça Social. Isso deve ser convertido em um esforço de todo dia para um mundo em que a Justiça Social prevaleça. Eu realmente acredito nesse ideal porque vejo que cada ser humano, com as devidas oportunidades, possui um potencial imenso para exercer seus méritos. E isso é um direito básico para a igualdade.
Social Justice is based on equality of rights for all peoples and the possibility for all human beings without discrimination, to benefit from economic and social progress everywhere. Promoting social justice is about more than increasing income and creating jobs. It is also about rights, dignity and voice for working women and men as well as economic, social and political empowerment.

Arrependimentos?

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À medida que passamos a considerar que na vida "There's no such thing as fate, but people's will", vemos que somos responsáveis por nossas próprias ações, de acordo com nossas vontades e escolhas de vida. Se estamos seguros disso, não há remorsos. Devemos fazer nossa vida dar certo, ao invés de "chorar pelo leite derramado". Eu, particulamente, nunca gostei muito dessa história de arrependimentos, pois considero que cada erro deve ser transformado em um aprendizado. Entretanto, isso não significa que devemos ser orgulhosos a ponto de não reconhecermos nossos erros como algo que não deveriam ter acontecido e que, se aconteceram, são de nossa inteira responsabilidade. Ou seja, não é ficar no arrependimento sem poder mudar nada, mas sim reconhecer o erro e transformá-lo. Assim como na História, a vida é feita de ciclos - e podemos ser mais espertos se identificamos os padrões dela, aprendendo com o passado, construindo bem o presente e fazendo um futuro melhor. Devemos crescer com o passado, e não ser consumido por ele. A vida é o agora, é o viver da melhor forma.

Acredito na música do The Cardigans:
And regret on my mind
But I'll be fine

Cause I live and I learn
Yes I live and I learn
If you live you will learn
I live and I learn

God kicked you in the head
So I started a fight
Cause I knew I was right
But I learned I was wrong

Well you get what you give
And hell yes I lived
But if you live as you learn...

O valor da gentileza

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RAK Card
Fico impressionada com a veracidade das palavras da Madre Teresa de Calcutá:
Kind words can be short and easy to speak, but their echoes are truly endless.
Existe um conhecido dos tempos de escola que sempre me relembra a importância para ele que foi um singelo obrigado que retribui por qualquer simples situação, pois para ele era muito raro escutar aquilo. Fico admirada como pequenos atos podem ser tão relevantes para alguém! A gentileza possui tamanho valor e às vezes passa despercebida por aí, enquanto realmente pode ser fonte de grande consideração.

Incríveis listas

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Acho lindo organizar o mundo em listas, tanto é que tenho o http://listography.com/pequenainfante - o único detalhe é que listas dão algum trabalho. As melhores são aquelas feitas da maneira mais simples e repentina possível (muito bom cogitar com amigas! ;) Assim também considero lista de sonhos como a mais preciosa que possa existir (Elizinha conhece bem ;D). Mas são tantas divagações sonhadoras que mal consigo listar :P

Música: Dentro e fora do tempo

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Time.

Continuando o que já foi desenvolvido no post anterior, Música: Expressão humana e transcendental, abaixo segue uma passagem muito interessante no livro A música desperta o tempo, de Daniel Barenboim, concernente a temática do tempo na música e na vida.
A arte do rubato é estar livre para implementar modificações sutis no tempo, mantendo uma ligação com ele, seu pulso interno. Essas modificações imperceptíveis devem corresponder a uma acentuação, e não a uma alteração, de certos elementos no ritmo. Existe uma sincronia de tempo com a música no começo e no fim, mas não necessariamente enquanto ela dura - da mesma forma que um relógio mostra o tempo objetivo, apesar de nossa percepção subjetiva. Essa pode ser a razão pela qual Busoni afirmou que a música está, simultaneamente, dentro e fora do tempo.

Música: Expressão humana e transcendental

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O piano é a extensão de mim...

Inspirada no filme "Le Concert" e com saudades do meu piano, decido compartilhar com vocês um belíssimo livro de Daniel Barenboim, A música desperta o tempo. Eis alguns trechos muito interessantes, grifos meus:

Começar um concerto é sempre um privilégio maior que começar um livro; alguns podem até mesmo afirmar que o som tem maior alcance que as palavras. Um livro é repleto de palavras que são usadas constantemente, dia após dia, para explicar, descrever, exigir, argumentar, suplicar, entusiasmar e falar a verdade e a mentira. Nossos pensamentos tomam forma através de palavras, por isso as que assumem a forma escrita acabam tendo de competir com aquelas que povoam nossas mentes. A música, entretanto, tem à sua disposição uma gama muito maior e associações em razão de sua natureza ambivalente, dentro e fora do mundo.

Eterno tempo

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Fluidity of Space
O tempo e a eternidade são reflexões fascinantes - muito bem trabalhadas por Borges, no livro A História da Eternidade. O presente post é composto por diversos excertos dele, extremamente pertinentes no que concerne o assunto. Contudo, nutro muito interesse por tais análises desde que descobri os fundamentos do Eterno Retorno onde Nietzsche disserta que:
O tempo, no qual a força operante do universo se desenvolve, é infinito, isto é, esta força é eternamente a mesma e eternamente ativa; até o momento presente, um infinito tem transcorrido, isto é, verificaram-se já todos os possíveis dessa força. Logo também todos os desenvolvimentos momentâneos devem ser repetições; assim, pois, tanto o que dela nasce, como o que ela produz, sucessivamente, para frente para trás. Tudo já foi infinito número de vezes, no conjunto de todas as forças reproduzindo suas evoluções. Ora, deixando isso de lado, é impossível determinar se alguma coisa idêntica tem-se reproduzido. Parece ser que, o conjunto das forças, até nas coisas mínimas produz sempre novas qualidades, de forma que não é possível que existam duas combinações de forças exatamente iguais. Poderia haver em um sistema de forças duas coisas iguais, como por exemplo, duas folhas? Duvido: seria necessário supor que tinham uma origem idêntica e, ao mesmo tempo, teríamos de supor que desde toda a eternidade teria existido algo idêntico, apesar de todas as variações do conjunto e da criação de novas qualidades; hipótese inadmissível.

Eterno encanto

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Aronofsky¹, diretor de Black Swan, eternizou o encanto do Cisne. Personificado na bailarina, ela sente, vive e se transforma no perfeito encanto que destrói o Cisne.

Curioso é analisar a redenção que o filme traz, já que a estréia original da peça "O Lago dos Cisnes" no ballet Bolshoi, sob o tema dramático de quatro atos composto por Tchaikovsky, não foi bem sucedida pelo fato de não entregarem a devida intensidade na interpretação da dança nem na interpretação da orquestra.

Bom, então fiquei extasiada em ver o intenso "Black Swan", sob a marcante trilha sonora de Clint Mansell²:


Mas o propósito do filme não é a análise do ballet, mesmo mostrando a pressão desse universo competitivo e a busca pela perfeição; o mais interessante é a profundidade psicológica ao 'dark side' inerente a cada ser humano.



  1. Diretor também do incrível filme The Fountain;
  2. Entre tantas, as faixas da trilha sonora de Black Swan que mais gostei: "Stumbled beginnings...", "Cruel Mistress" e " A Swan Song (For Nina)".

Perplexidades políticas

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Existe um assunto que sempre foi muito sensível para mim. Adentro no campo das divagações que acompanham meus estudos históricos e políticos, quando penso nas situações de instabilidade sócio-política.

Assim como amor e ódio, existe um limiar muito tênue entre ordem e caos; conservadorismo e revolução. Revolução não é configurada apenas pela simples troca de ordem, mas pela transformação de todas as bases para um novo tipo, às vezes, originais. Para isso acontecer é inevitável o caos, a violência, o sangue. Mas qual é o limite? Sempre indaguei isso a Robespierre. Como fazer a transição ideal? Pois afinal, a centralização e a ordem se fazem necessárias. Sinônimos de estabilidade, não?

All I ever wanted to be

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Red Passion
It's clearer inside of me
Who I will always be
Here at the core of my heart
Mystics & cynics & crystals & memories
Beginning to line up the stars
Shining the light in the night
Raising the veil from my eye
Waking me up to the light in our life
Cause of my strength
Some of my dreams
& everything I ever wanted to be...

Karma is energy, give me my destiny
Everything happens for a reason
Every choice that I make
Changes the course I take
Won't be afraid when I make mistakes
Open my arms & give in

Here I am
This is me
Who am I?
Wait & see...

ps. em um momento de nostalgia de "Being Erica", eis a tão marcante trilha sonora.