Ideais e União Europeia

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Em homenagem ao Conselho Europeu do TEMAS, exponho alguns trechos muito bonitos sobre os ideais na União Europeia:

Um constante processo de transformação: Entre soberania e identidade da União Europeia, entre Democracia e Direito na UE

No espírito democrático, a voz do indivíduo deve ser inserida ao universalismo. A União Europeia é um sistema de conexões interligadas, em que o exterior é, ao mesmo tempo, uma parte de dentro. É uma noção de identidade inclusiva. Demonstra-se o importante fluxo de troca, o qual possui como premissa a abertura do dar e receber das unidades, individuais e coletivas, que constituem o sistema. A confiança é um elemento chave nessa unidade, em um conjunto de "sistemas normativos entrelaçados" que, segundo Boaventura de Sousa Santos deve ser como interlegalidade, em um pluralismo jurídico. A visão pós-moderna do Direito concebe a coexistência de ordens e a articulação de sistemas. Devemos, pois, analisar a maneira pela qual os vários sistemas se articulam e os princípios que guiam as sobreposições e intersecções entre eles. Dessa forma, podemos ter um retrato de uma entidade dinâmica e que está em constante transformação. O que subjaz à expressão "sistema de esferas entrelaçadas" é a visão do sistema como algo estável (no sentido de que o Direito europeu é reconhecido pelos Estados membros), mas também em fluxo (no sentido de que não há um ponto de chegada seguro nessa evolução). Todo o sistema está em um processo de negociação e renegociação - sua identidade está em seu vir a ser. Portanto, a UE deve ser entendida como essa entidade de "esferas normativas interligadas", em uma conexão autopoiética - visto que, por meio da European Court of Justice, o Direito comunitário europeu é aplicado como Direito nacional no caso particular, utilizando a regra geral e a interpretação da ECJ com seus critérios de validade do sistema comunitário; assim, o tribunal nacional, ao aplicar o Direito nesse caso, age ao mesmo tempo como parte do sistema comunitário europeu e como uma parte do sistema nacional.

Cartões franceses

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Antes das correspondências do Postcrossing e por isso mesmo influenciada a tal, há algo de muito mais especial que aparece na minha caixa de correios! São as correspondências da minha amiga baiana-francesa @betty2boop :)

Nessa vida corrida, poucos são os atos de considerações que podemos oferecer aos amigos queridos por aí. É por essas e outras que adoro as lembranças, cartas e cartões da Beth! Mesmo à distância, é tão bom poder manter esse vínculo especial de carinho! Sinto como se pudesse conhecer um pouquinho mais de cada parte da França com os cartões franceses dela e, espero que um dia, também possa visitar esses belos lugares!

Aproveito esse post para congratular, hoje e sempre, essa minha querida amiga! Que a vida sempre possa nos propiciar esses bons momentos para compartilhar uma com a outra! ;D

War and Peace

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Tolstoy once said famously that War and Peace was not meant to be a novel at all. Like all great works of art, it certainly defies all conventions. Set against the historical events of the Napoleonic Wars, its complex narrative development is a long way from the tidy plot structure of the European novel in its nineteenth-century form. Tolstoy's novel does not even have a clear beginning, middle and end, though it does, in one sense, turn on a moment of epiphany, the year of 1812, when Russia's liberation from Napoleon is made to coincide with the personal liberation of the novel's central characters.

As they seek fulfillment, fall in love, make mistakes, and become scarred by conflicts in different ways, these characters and their stories interweave with those of a huge cast, from aristocrats to peasants, from soldiers to Napoleon himself. Battles, love affairs, births, deaths, changing family fortunes, Russian dancing, the great comet of 1812 - the entire spectrum of human life is here in all its grandeur and imperfection.

While clearly still a novel, War and Peace can be understood, at an other level, as a novelist's attempt to engage with the truth of history. But history-writing disappointed him. It seemed to reduce the richness of real life. For whereas the 'real' history of lived experience was made up of an infinite number of factors and contingencies, historians selected just a few (for example, the political or the economic) to develop their theories and explanations. He was particularly frustrated by the failure of historians to illuminate the 'inner' life of a society - the private thoughts and relationships that make up the most real and immediate experience of human beings. Hence he turned to literature. On this reading, War and Peace appears as a national epic - the revelation of a 'Russian consciousness' in the inner life of its characters.

For War and Peace is a universal work and, like all the great artistic prose works of the Russian tradition, it functions as a huge poetic structure for the contemplation of the fundamental question of our existence.

Above all, War and Peace will move readers by virtue of its beauty as a work of art. It is a triumphant affirmation of human life in all its richness and complexity. That is why one can return to it and always find new meanings and new truths in it.

To shed a light on this brilliant masterpiece, such interesting statements from the Epilogue:

Postcrossing II

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Dando continuidade ao primeiro post falando do Postcrossing Project, gostaria de corroborar com o intuito do projeto: É sempre tão bom receber um belo cartão de algum lugar distante do mundo! Além disso, é maravilhoso poder compartilhar um pouco mais sobre o local que vivo, por meio dos cartões daqui de Vitória, bem como saber dos mais diversos lugares e estilos de vida por aí! Sendo assim, acima constam as estatísticas dos 250 dias participando do projeto, e eis a minha galeria de cartões! :)

A Primeira Questão - Voltaire

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Celebration of Light
Quem és? Donde vens? O que fazes? O que serás? Eis uma pergunta que deve ser feita a todos os seres do universo, à qual porém ninguém responde coisa alguma. Pergunto às plantas que virtude as faz crescer e como é que a mesma terra produz frutos diversos.

Pergunto a essa multidão de animais que se movem e comunicam o movimento, que gozam das mesmas sensações que eu, que tem certa quantidade de ideias e de memória com todas as paixões. Eles sabem ainda menos do que eu, quem são, por quê existem, e o que virão a ser.

Suponho, e até posso acreditar, que os planetas, os inumeráveis sóis que enchem o espaço, são povoados de seres sensíveis e pensantes; uma barreira eterna, porém, separa essas esferas de nossa comunicação.

Voltaire, in "O filósofo Ignorante, I".

Northern lights in Finnish Lapland

Bons dizeres da XI Semana Jurídica

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Faço uma breve coletânea das frases que foram mais marcantes para mim na XI Semana Jurídica da UFES:

Cada um acredita naquilo que precisa para viver.
Quem disse que a filosofia não deve ser próxima da concretude?
Direito e interpretação: Sempre um crivo pessoal e humano.
Depende do que você considera Direito - pode ser um problema, ou solução.
Segundo a ideia de Habermas, precisamos procurar sementes de liberdade e tentar potencializá-las.
Direito é como nós realizamos. (Me lembra Dworkin :)
A prática jurídica normatiza a realidade econômica-social: Não podemos deixar seguir a normatização do poder conservador de injustiças sociais.

Ambição popular, leis e liberdade

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Eis uma análise interessante:

A ambição do povo é a recusa da opressão, e esta é, para Claude Lefort, por excelência, o elemento criador da liberdade.

As leis, por sua vez, são como uma expressão da acomodação momentânea da liberdade:

nascem da desmesura do desejo de liberdade, o qual está relacionado com o apetite dos oprimidos - que procuram um desaguadouro para sua ambição.

Prioridades

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Foto, de Fairly Legal: O argumento 'mas, mas, mas' perante um olhar malvado fulminante. Claro que logo após, nós, mulheres, inevitavelmente começamos a chorar! ;P

Prioridades: Em uma vida que achamos que podemos fazer mil coisas - ao mesmo tempo - é imprescindível que tenhamos algum foco ou disciplina pelo o que é mais substancial. Prioridades são importantes para termos compromisso e responsabilidade com o que é essencial, ao mesmo tempo que é tão difícil gerenciar tudo da melhor maneira! Ainda sim, sempre há algum sofrimento história: Negligenciamos nossos próprios problemas e relevamos as insatisfações das pessoas mais próximas de nós. É complicado estabelecer uma ponderação entre vida pessoal e profissional, ainda mais nos casos em que somos tão engajados e apaixonados com nossas metas. É preciso achar um equilíbrio ideal, administrar nossas responsabilidades consigo mesmo e com o outro 'cativado' (Lembrando de Saint-Exupéry, "Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé"), assim como é necessário moderar o ritmo das mil coisas e aprender a dizer não, também. Reconhecer o que é possível e o que está no limite. Enfim, precisamos lidar de maneira matura com todas essas questões para viver bem e identificar o que vale a pena entre os pesos e contrapesos da vida.

Quase velha

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Quem diria que estou ficando velha... Mas nem tanto: Não cheguei na casa dos vinte ainda! :P

Os 18 anos tiveram uma grande importância formal para mim - pude estabelecer para o mundo que finalmente sou adulta, ao mesmo tempo que adoro o status de novinha. De qualquer forma, crescer significa progresso e sabedoria. E que com isso, venham muitas realizações! ;)
You often say to yourself in the course of your life that you ought to avoid havind too much business, «polypragmosyne», and, more especially, that the older you get, the more you ought to avoid entering on new business. But it's all very well saying this, and giving yourself and others good advice. The very fact of growing older means taking up a new business; all our circumstances change, and we must willingly and consciously take on the new role we have to play on life's stage.

Johann Wolfgang von Goethe, in "Maxims and Thoughts"

No mais, só tenho a dizer "Keep true to the dreams of your youth", lembrando dessa linda menininha das fotos! ;))
Obs. E olha a atitude: - Ei, como assim me considerar pequenininha? Se você se abaixa para tirar uma foto minha, eu também me abaixo, oras! :P