Conclusões para 2012

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Pois bem, eis que 2011 chega ao fim. Sempre gosto de fazer uma conclusão acerca das perspectivas que eu tinha para o ano, almejando sempre constatar a prosperidade que desejamos no ano novo. Reiterando a reflexão anterior, prossigo com as minhas observações pessoais de 2011.
No início do ano, quando estabelecemos metas, acredito que é para nos lembrar que sempre temos grandes horizontes a desbravar e precisamos de foco e determinação para fazer o que precisamos realizar. Mas o melhor da vida é que o caminho sempre nos traz surpresas e mistérios que nos instigam a descobrir mais. E o potencial do ano novo é justamente esse, mostrar que tudo é possível em um novo ano.
Das resoluções que eu havia estabelecido no início do ano, fico muito contente em dizer que foram muito bem resolvidas! Estou tendo mais consciência acerca da importância de cuidar-me, em persistir nas minhas concretizações, em lutar pelos meus sonhos e fazer as escolhas darem certo. Isso culmina em mais auto-confiança e segurança de viver bem. Tentei, também, ser mais atenciosa, gentil e tolerante com o mundo. A solidariedade é essencial todos os dias.

No mais, não parei quieta em 2011. Mil coisas, mil ideias e várias viagens. Adoro essa vida dinâmica! A vida acadêmica, assim, foi muito profícua, repleta de ótimas experiências e realizações! Para 2012, só posso desejar que continue assim - exponencialmente melhor! ;)

Não posso deixar de mencionar, também, que 2011 proporcionou um foco especial para o meu piano, né! Meta imediata é terminar o Grand Roundeau à quatro mãos, de Schubert! :) E, sim... consegui economizar dinheiro para gastar tudo em NY!!! E me parece, até então, que 2012 será surreal!

Agora, só alguns lembretes finais:


Que 2012 seja sensacional!!!

Reflexões de fim de ano

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May your coming year be filled with magic and dreams and good madness. I hope you read some fine books and kiss someone who thinks you’re wonderful, and don’t forget to make some art – write or draw or build or sing or live as only you can. May your coming year be a wonderful thing in which you dream both dangerously and outrageously.

I hope you will make something that didn’t exist before you made it, that you will be loved and you will be liked and you will have people to love and to like in return. And most importantly, because I think there should be more kindness and more wisdom in the world right now – I hope that you will, when you need to, be wise and that you will always be kind. And I hope that somewhere in the next year you surprise yourself.

Neil Gaiman’s New Year’s Eve message

E mais uma vez, reitero a mensagem "A Brand New Year", de Calvin and Hobbes! :)

Lições III - Instropectivo

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Ultimamente, percebo o valor do introspectivo, por três razões maiores:

1) Quanto mais se fala, menos se sabe;
2) Não se discute com a ignorância; Além disso, ao invés de replicar, às vezes o melhor é guardar para si;
3) Sabedoria, no final das contas, é compreender que "Knowledge speaks, but wisdom listens". Se prestarmos mais atenção no argumento que cada um tem para compartilhar, podemos percerber que há muito potencial para ser aproveitado.

A máxima de Sócrates "Só sei que nada sei" também nos mostra que sabedoria é humildade em reconhecer a vastidão do mundo de conhecimento. Só não podemos levar a instropectividade ao extremo e pensar só para si! ;P

Lições II - O melhor?

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Olhando para os meus pés de bailarina, lembrei do comentário do meu pai: "Se eu soubesse que você fosse ficar pequena assim, teria te colocado na ginástica olímpica!". Ainda que o comentário tenha uma conotação pejorativa, sei que o objetivo do meu pai era sempre escolher o que fosse o melhor para mim - e sei que esse é o intuito de muitos pais, mas não creio que seja pelas razões adequadas. As expectativas de suprir o que os pais não foram, compensar seus erros ou esperar que os filhos sejam os melhores em tudo acabam em frustração. "Escolher o melhor para o outro" não pode infringir na autonomia da vontade de alguém, pois deve-se confiar que uma pessoa seja capaz de fazer suas próprias escolhas de vida.

Em segundo lugar, penso: O que é, de fato, o melhor? Não deveríamos desejar apenas o "melhor", mas sim toda a construção de esforços, superações, e até mesmo os sofrimentos, as perdas, as tristezas: Pois só assim teremos o verdadeiro valor da felicidade e aprenderemos a lidar com essas questões inerentes a vida. Portanto, é importante ter em mente que os altos patamares apenas são definidos com a profundidade do que se considera baixo.

Source: google.com via Chelsea on Pinterest


Olhem, por exemplo, essa cena de The Simpsons - "This is the worst day of my life!" - This is the worst day of your life SO FAR!" :P Por isso que até mesmo o sucesso, em si, é relativo. O que devemos almejar são os pressupostos da realização, de construção, persistência e concretização. De maneira simples, comparo esse caminho com a experiência de conseguir tocar uma música.

E, por fim, concluo que uma pessoa realizada dará o melhor de si no que quer que seja!

Lições I - Indeterminações

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Source: davidairey.com via Jess on Pinterest


Hoje em dia, muito se discute sobre a ansiedade e a impaciência dos jovens pelo futuro - que se pretende o "todo" o mais rápido possível. Li esses dias que é necessário "tolerância perante a ambiguidade, ou seja, a capacidade de se lidar racionalmente com as indeterminações, as aporias irresolúveis, os riscos da vida". Interessante, não?

Em particular, gosto de pensar sobre o futuro como se fosse um jogo de xadrez: Um horizonte amplo de perspectivas que abrangem várias hipóteses - mesmo sendo que algumas circunstâncias não dependem estritamente de você (e no caso da analogia em tela, referem-se ao movimento do outro). Poderia dizer que essas perspectivas acalmam minha ansiedade, no sentido que prefiro a consistência da estabilidade - ainda que seja apenas com planejamentos.

É difícil lidar com o dúbio e com as indeterminações da vida, mas devemos compreender que o relativismo não é algo a superar, mas sim a praticar com inteligência e critério. Continuando a passagem, "nada neste mundo é 'in-condicionado', nada é 'ab-soluto'. O relativismo é perfeitamente compatível com uma forte convicção, mas esta convicção é acompanhada pela consciência de que, para além da própria convicção, existem também outras convicções de igual valor".


Os Princípios Republicanos e a Democracia

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Source: flickr.com via Agatha on Pinterest


Dando continuação ao texto passado, "Democracy under stress", sob o viés das reflexões republicanas ao escopo democrático, abordo a temática acerca da grande dificuldade de se realizar uma democracia: O povo conceber-se como o próprio soberano responsável. A Democracia do Estado de Direito é, segundo a frase clássica de Abraham Lincoln, "the government of the people, by the people, for the people". E devemos enfatizar essa parte do "by the people". Para uma democracia ser efetiva, é necessário que ela seja composta por uma cidadania ativa, como já estipulava o patriarca da democracia, Péricles - pois exige maturidade e consciência responsável dos cidadãos, numa realidade que precisa ser incessantemente construída. Sendo assim, a Democracia e o Estado de Direito assumem uma conotação de tarefas permanentes para o povo.

Abaixo, transcrevo alguns trechos do seguinte livro - RIBEIRO, Renato Janine. "Democracia versus República":

Semana de Natal

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Essa semana de Natal está sendo bastante peculiar em relação aos demais anos. Algo diferente, por exemplo, é que eu e meu amado estabelecemos uma política aberta de presentes natalinos, ou seja, compramos vários presentes independentes da entrega na véspera do Natal e esses presentes representam os desejos expressos do outro. E é nesse sentido que os desejos imateriais também se projetam em grande importância. Gostei muito dessa experiência!

Outra coisa de diferente esse ano é que não tivemos ritual de árvore de natal em casa, mas valorizamos muito as árvores pequenininhas. E isso me despertou inúmeros anseios - e craft ideas - de natal, que ainda não pude realizar, mas exponho uma breve amostra do que hei de concretizar um dia para os momentos natalinos:




Source: hgtv.com via Agatha on Pinterest


Source: hgtv.com via Agatha on Pinterest

Especial de Doctor Who

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Ano passado já havia escrito "Especial de Natal: Doctor Who", mas esse ano, como o Natal está chegando e Doctor Who também, aproveito para mostrar algumas coisas especiais de Doctor Who que adoraria ter!



Democracy under "stress"

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The Democracy Index 2011: Democracy under stress

Nesse clima de fim de ano, acho interessante compararmos os índices democráticos de 2010 x 2011. Estes são baseados nos critérios de processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades cívicas - culminando na análise em quatro categorias: democracias plenas, democracias com falhas, regimes híbridos e regimes autoritários.

Reflections on the Art of Living - Campbell

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The old voice of the ocean, the bird-chatter of little rivers,
(Winter has given them gold for silver
To stain their water and bladed green for brown to line their banks)
From different throats intone one language.
So I believe if we were strong enough to listen without
Divisions of desire and terror
To the storm of the sick nations, the rage of the hunger smitten cities,
Those voices also would be found
Clean as a child's; or like some girl's breathing who dances alone
By the ocean-shore, dreaming of lovers.

-- Natural Music, Robinson Jeffers - WA

Sinônimo de férias

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Em poucas palavras, sinônimo de férias para mim é: Boa literatura e descanso! Férias mesmo é paz de mente, isto é, desligar-se das preocupações cotidianas (o que não é fácil). É aproveitar ao máximo o instante do tempo livre, de tal forma que estamos ocupados ainda que seja 'fazendo nada'. Uma amiga minha costumava dizer que justamente por estar tão engajada com isso durante as férias, não teria tempo para ficar na internet e enfim: A analogia com essa frase é que percebo a falta de atualização daqui em pleno mês de dezembro!

Portanto, cada segundo de férias é muito precioso. E afinal, fazer valer o presente significa também acreditar que "O presente é o futuro tentando ser; assim o meio e o fim. "Whatever will be, will be", ou seja: Nada de ansiedade ou inquietações desnecessárias, pois tudo se ajeita! ;)


ps. feliz dia 13!

Palavras-chave mais relevantes

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Eis uma representação gráfica das palavras que são mais relevantes para os leitores deste blog, ou seja, as palavras que os trazem aqui. As palavras acima são uma breve relação de termos de busca perante essa interwebs tão complexa ;P

Pois então, o texto mais famoso - e pelo visto, o mais importante para os leitores - é o "Um pouco mais sobre democracia e cidadania", bem como o "Cidadania, Estadania e Apatia", que se desenvolvem em vários outros escritos como "Esperanças Cidadãs" e "Sein, Sollen e Direitos Humanos".

São tantas outras divagações por aqui... Sem dúvidas muitos, pensamentos aleatórios podem trazer alguém para as palavras da Pequena Infante.

E assim, uma análise mais específica de quais são essas palavras que se encontram por aqui:
Prezo pelos princípios, não?! Mas suspeito que o Tag Cloud se inspirou no recente texto "Direito e Princípios"! ;P

Life interprets itself

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On Translation", by Paul Ricoeur:

How does new meaning come to be? How do we reconfigure the meanings of the past? These basic hermeneutic questions were guided by the thesis that existence is itself a mode of interpretation (Hermeneia). Or, as the hermeneutic maxim went: Life interprets itself. Ricoeur thus challenged Heidegger's view that Being is accessible through the 'short route' of human existence (Daisein) which understandes itself through its own possibilities. He argued instead that meaning of Being is always mediated through an endless process of interpretations - cultural, religious, political, historical, and scientific. Hence Ricoeur's basic definition of hermeneutics as the 'art of deciphering indirect meaning'. Philosophy, for Ricoeur, was hermeneutical to the extent that it read hidden meanings in apparent meanings. And the task of hermeneutics was to show how existence arrives at expression, and later again at reflection, through the perpetual exploration of the significations that emerge in the symbolic works of culture. More particulartly, human existence only becomes a self by retrieving meanings which first reside 'outside' of itself in the social institutions and cultural monuments in which the life of the spirit is inscribed.

The interpration of indirect or tacit meaning invites us to think more, not to abandon speculative thought altogether. By symbols, Ricoeur understood all expressions of double meaning wherein a primary meaning referred beyond itself to a second meaning which is never given immediately. This 'surplus meaning' provokes interpretation: The symbol gives rise to thought.

As soon as there is language there is interpretation, that is translation. In principio fuit interpres. Words exist in time and space, and thus have a history of meanings which alter and evolve. All translation involves some aspect of dialogue between self and stranger. Dialogue means just that, dia-legein, welcoming the difference: The paradigm of translation as a model of hermeneutics. The moi gives way to the soi, or more precisely to soi-même comme un autre. The arc of translation epitomizes this journey from self through the other, reminding us of the irreducible finitude and contigency of all language.

Hence the paradox, before the dilemma: a good translation can aim only at a supposed equivalence that is not founded on a demonstrable identity of meaning. An equivalence without identity. And it is this mourning for the absolute translation that produces the happiness associated with translating. The happiness associated with translating is a gain when, tied to the loss of the linguistic absolute, it acknowledges the difference between adequacy and equivalence, equivalence without adequacy: Translation as challenge and source of happiness.

For Ricoeur, the task of outer translation finds echoes in the work of inner translation. Indeed the very problem of human identity involves a discovery of an other within the very depths of the self. This other within is itself plural, signifying by turns the unconscious, the body, the call of conscience, the traces of our relations with other human beings, or the sign of trascendence inscribed in the deepest interiority of the human heart. This means that the question of human identity, or more exactly the answer to the question 'who are you', always entails a translation between the self and others both within the self and outside the self. Every subject is a tapestry of stories heard and told. This makes of each one of us a narrative identity, operating as both authors and readers of our own lives. Which is another way of saying, translator of our own lives. Life stories and life histories are always parts of larger stories and histories in which we find ourselves interwoven or entwined (empêtré).

To think, to speak is always translate, even when one speaks to oneself, when one discovers the traces (and one cannot subsist without them) of the other in oneself.

After all, language, understood as peculiarly human attribute, is always coupled to a specific and particular language and to the variety and plurality of languages. Indeed, Ricoeur goes so far as to suggest that the future ethos of European politics, and eventually of world politics, should be one based upon an exchange of memories and narratives between different nations, for it is only when we translate our own wounds into the language of strangers and retranslate the wounds of strangers into our own language that healing and reconciliation can take place.

The world is made up of a plurality of human beings, cultures, tongues. Humanity exists in the plural mode. Which means that any legitimate form of universality must always - if the hermeneutic model of translation is observed - find is equivalent plurality. The creative tension between the universal and the plural ensures that the task of translation is an endless one, a work of tireless memory and mourning, of appropiation and disappropriation, of taking up and letting go, of expression oneself and welcoming others. "Memory, History and Forgetting: Incompletion (inachèvement)" is the acknowledge that translation, understood as an endlessly unfinished business, is a signal not of failure but of hope.