Novos ares

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Como no clássico "Mágico de Oz", é desbravando o ideal mágico que Dorothy pode afirmar com plena certeza que there's no place like home. Acredito que esse paradoxo é o que deixa a vida mais interessante, na mutabilidade do constante. Sobretudo, é contraposição desses limites que torna esse paradoxo tão singular - e importante: afinal, "nós somos os limites da nossa compreensão" e é justamente nesse processo que ampliamos e ressaltamos nossas perspectivas de mundo.


Assim, novos ares são sempre necessários. Vale dizer que um singelo exemplo disso é a cara nova do blog, que estava precisando de um novo tom, ainda mais bonito! Transformações (mudanças, literalmente, uma nova etapa para mim!) e fugas são inerentes a rotina. E como amo minha rotina! Nada como passar um tempo fora de Vitória para voltar mais apaixonada pela vida na minha cidade.

Curioso é notar que o paradoxo entre a fuga e a rotina nem sempre são lineares: depois de tanto tempo querendo viajar, na véspera queria adiar a passagem e, perante a efemeridade das expectativas, de fato pode-se realizar o valor da estabilidade. Para mim, o mistério da felicidade reside nesse equilíbrio - que não seja estático, mas sempre construtivo. É um desafio: Aprimorar o que temos e saber desejar o que queremos.