Olimpíadas: Conquistas e expectativas

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Há quem diga que o Brasil está “botafogueando” nas olimpíadas. Como botafoguense nata, que acredita no esporte e na fé, creio que não é bem assim. Esporte é disciplina, força de vontade, garra e muito, muito esforço. Dedicação e até mesmo abdicação. Cobrança e pressão. E às vezes, para quem só se importa com o resultado, parece que o processo é muito simples - ganhar medalhas não seria mais do que a obrigação do atleta.

Como tudo na vida, não é uma questão de ser melhor do que os outros, mas dar o melhor de si. E isso é um longo caminho – em que a medalha é só o reconhecimento e a realização de uma etapa.

Acredito que cada esforço é valoroso por si só: A vitória do Brasil contra a Rússia, no vôlei feminino, já foi um ouro – batalhado, sofrido, árduo; logo, muito especial.

O esporte tem uma capacidade única: Despertar em todos nós aquela vontade de ganhar, de ultrapassar limites, de superar barreiras. De querer sempre alcançar mais, de ver que é possível atingir aquilo que parecia ser impossível. Sobretudo, é um ímpeto de querer ser melhor. Assim, é claro que o objetivo é a conquista: Mas as expectativas não podem ser destrutivas.

Para àqueles que torcem, acompanhar é revigorante. Acho impressionante como se faz um vínculo de identidade, união. É apreensivo, às vezes, como os match points do jogo do vôlei ou o gol e rápido contra ataque no handebol. Ah, que saudade de jogar handebol! Esporte é vigor – observa-se em cada olhar dos atletas, vejam essas fotos sensacionais do Big Picture.


Mas nunca, jamais, podemos desmerecer o esforço de alguém: Não aceitar a derrota como parte do processo ou descontar frustrações e desvalorizar um atleta é a pior postura que pode ser apresentada.

Que o Brasil possa reconhecer o mérito das suas vitórias, especialmente de cada conquista que não necessariamente se traduz em medalhas, bem como saiba lidar dignamente com o que não conseguiu ganhar.