Dia da independência

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Assisti um episódio de West Wing que combina bem com a essência das eleições e se relaciona com o propósito de celebrarmos o "Dia da Independência". Como o blog tem uma tradição em discutir isso, que começou com esse discurso, "atualizo" essas ideias com o discurso da Presidenta Dilma.

If our job teaches us anything, it's that we don't know what the next President's gonna face. And if we choose someone with vision, someone with guts, someone with gravitas, who's connected to other people's lives, and cares about making them better... if we choose someone to inspire us, then we'll be able to face what comes our way and achieve things... we can't imagine yet. Instead of telling people who's the most qualified, instead of telling people who's got the better ideas, let's make it obvious. It's going to be hard.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Com especial alegria, escolhi esta véspera do 7 de Setembro para dar uma excelente notícia a todos vocês. Estou aqui esta noite para dizer que o Brasil, depois de conseguir retirar 40 milhões de brasileiros da pobreza e se transformar na sexta maior economia do mundo, prepara-se para dar um novo salto – e para crescer mais e melhor.

Não se surpreendam que esta nova arrancada se dê no mesmo momento em que o mundo se debate em um mar de incertezas. Isso não ocorre por acaso.

Ao contrário de outros países, o Brasil criou, nos últimos anos, um modelo de desenvolvimento inédito, baseado no crescimento com estabilidade, no equilíbrio fiscal e na distribuição de renda.

Este modelo produziu efeitos tão poderosos na economia – e na vida das pessoas – que nem mesmo a maior crise financeira da história conseguiu nos abalar fortemente.

Como a maioria dos países, tivemos uma redução temporária no índice de crescimento. Mas já temos as condições objetivas, agora, para iniciar este novo e decisivo salto, cujos primeiros efeitos já serão percebidos no próximo ano e que vão se ampliar fortemente nos anos seguintes.

Uma coincidência me deixa feliz: ser justamente em setembro, mês da primavera e da Independência, o momento em que estamos a plantar as novas bases desse ciclo de desenvolvimento. Porque ele vai alargar bastante o caminho de afirmação e independência que nosso país vem construindo, com muita garra, nos últimos dez anos.

Minhas amigas e meus amigos,

O nosso bem-sucedido modelo de desenvolvimento tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão.

Com elas, o Brasil tem conseguido crescer e, ao mesmo tempo, distribuir renda. Tem conseguido, como poucos países no mundo, reduzir a desigualdade entre as pessoas e entre as regiões.

Para tornar nosso modelo mais vigoroso e abrir este novo ciclo de desenvolvimento, vamos, a partir de agora, incorporar uma nova palavra a este tripé. A palavra é competitividade.

Na verdade, é mais que uma nova palavra: é um novo conceito, uma nova atitude. Uma forma simples de definir competitividade é dizer que ela significa baixar custos de produção e baixar preços de produtos para gerar emprego e gerar renda.

Mas para chegar aí é preciso melhorar a infraestrutura, avançar na produção de tecnologia e aprimorar os vários níveis de educação, saber e conhecimento.

Portanto, para ser competitivo, um país precisa de tudo isso.

É deste conjunto de atributos que o Brasil necessita para aperfeiçoar e consolidar nosso modelo de desenvolvimento.

Por isso, estamos lançando um conjunto de medidas que irão baixar o custo da nossa energia e do nosso transporte, e reforçar, com vigor, a capacidade de investimento do nosso país.

De forma simultânea, criamos – e estamos a ampliar – as condições para baixar juros, diminuir impostos e equilibrar o câmbio.

Este novo ciclo que agora se inicia não é fruto de nenhuma mágica. É a evolução dos bons resultados que conseguimos até aqui e uma necessidade imperiosa para podermos continuar crescendo e distribuindo renda.

Já somos o país que tem a melhor tecnologia social do mundo e nossos instrumentos de política social são copiados em dezenas de países.

Estamos, agora, lançando as bases concretas para sermos, no médio e no longo prazo, um dos países com melhor infraestrutura, com melhor tecnologia industrial, melhor eficiência produtiva e menor custo de produção. (...)

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Um novo ciclo de desenvolvimento só se inicia com mudanças na economia e na forma de gestão, e fazendo avançar a inclusão social. É isso que temos feito nos últimos tempos.

Revigoramos os fundamentos da nossa política econômica exitosa, mas, ao mesmo tempo, iniciamos uma mudança estrutural que tem, como sustentação, uma taxa de juros baixa, o câmbio competitivo e a redução da carga tributária. (...)

Sei que não é uma luta fácil. Mas garanto a vocês que não descansarei enquanto não vir isso se tornar realidade. Como também não descansarei na busca de novas formas para diminuir impostos e tarifas sem causar desequilíbrio às contas públicas, e, notadamente, sem trazer prejuízos a nossa política social.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

O Brasil, mais que nunca, tem um presente próspero e excelentes perspectivas para o futuro. Estamos conseguindo isso graças ao talento, ao esforço e à coragem de todos vocês. Também porque o governo tem agido certo e na hora certa. (...)

Existe uma coisa mais importante que tudo: aumentamos, a cada dia, a fé e o orgulho no nosso querido Brasil.

Somos, cada vez mais, um país que olha para o presente e para o futuro com um mesmo olhar de alegria, conforto e esperança.

Viva o Sete de Setembro! Viva o Brasil! Viva o povo brasileiro! Obrigada e boa noite.