Arte e utopia

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Cinema de Ouro Preto

Já escrevi sobre utopia por aqui, mas hoje me lembrei de algo diferente. Li essa reportagem que relata o caso de uma cidade que está tentando fazer experiências "filosóficas" com seus cidadãos, expondo questões existenciais por aí. E isso me faz recordar da minha experiência em Inhotim, onde perto da primeira galeria havia a pergunta "O que é Utopia para você?" - Aí havia um painel para expressarmos essas ideias, desenharmos ou demonstrarmos essa arte - que Inhotim iria tentar "transformar em realidade". :)

Fiquei perplexa quando vi esse painel - e até hoje tenho vontade de voltar lá para completá-lo!

Poderia fazer uma metáfora entre a foto acima e a vida: Em solitude, as luzes do teatro se acedem e as pessoas começam a preencher a plateia e o palco; a tela, ainda vazia, demonstra a ótima oportunidade para construir - e desconstruir - utopias. O que você gostaria que ela fosse?

A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

-- Eduardo Galeano

Arte e Humanidade

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Sou apaixonada por uma série chamada Power of Art, que faz reflexões muito interessantes. Revela como a arte é a essência mais elementar da expressão humana - fazer as pessoas sentirem. O que eu mais gosto na arte moderna é a capacidade de expor a subjetividade em si, onde cada um pode interpretar de maneira abstrata e sem parâmetros racionais. Nesse ínterim, temos o ar de humanidade que a arte nos transpassa - além do belo, do bonito: É aquilo que nos comove. E nos deixa perplexos. É por isso que não posso deixar de compartilhar a análise da obra prima Guernica e expor o quão consternada estou em saber desse ato. Assim, torna-se muito clara a função da arte: Art should comfort the disturbed & Disturb the comfortable.

In February 2003, the American delegation to the United Nations decided to make its pessimistic case for the likelihood of armed intervention in Iraq. Colin Powell's presentation to the Security Council was to be followed by a press conference. And then, at the last minute, someone noticed something inconvenient about the location. There was a tapestry reproduction of Guernica hanging on the wall. Oh, dear. Screaming women, burning houses, dead babies, jagged lines. Cover it up, said the TVpeople. It's too distracting. So Guernica was shrouded by a big blue drape. The news handlers could have said, Hold on a minute, we could show the painting. After all, this is what tyrants do, death, suffering, misery. But they didn't. However you massaged it, there was something about the way that damned picture would look on the news that would upset people. Much better to cover it up.

The Intouchables

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Gostaria de fazer menção a duas questões do filme "Os Intocáveis", deveras interessante. A primeira se refere ao fato de como é bonito ver a transformação de duas pessoas quando como compartilham experiências distintas de vida, uma mudando as perspectivas de mundo da outra. A segunda, relacionada a isso, é observar a inserção de uma pessoa ao contexto da cultura, artes e música: Simplesmente sensacional. Ver como, de pouquinho em pouquinho, a sensibilidade vai fazendo mudanças, a compreensão do subjetivo. É por isso que eu acredito que deveriam haver muitos projetos musicais e artísticos para a sociedade, em especial nas comunidades carentes, descobrindo talentos inimagináveis. Recomendo fortemente o filme!

Sometimes you have to reach into someone else's world
to find what's missing in your own.

Dia da independência

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Assisti um episódio de West Wing que combina bem com a essência das eleições e se relaciona com o propósito de celebrarmos o "Dia da Independência". Como o blog tem uma tradição em discutir isso, que começou com esse discurso, "atualizo" essas ideias com o discurso da Presidenta Dilma.

If our job teaches us anything, it's that we don't know what the next President's gonna face. And if we choose someone with vision, someone with guts, someone with gravitas, who's connected to other people's lives, and cares about making them better... if we choose someone to inspire us, then we'll be able to face what comes our way and achieve things... we can't imagine yet. Instead of telling people who's the most qualified, instead of telling people who's got the better ideas, let's make it obvious. It's going to be hard.

Tão rápido

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Quando mal percebemos, já é setembro e agosto passou tão rápido. E assim segue o segundo semestre - daqui a pouco já é outubro, novembro e a sensação de fim de ano. Falando dos meses nessa perspectiva ansiosa de ser, encontrei o calendário mais lindo para 2013 e não resisti em comprar. É do design da Inslee, desenhos e aquarelas que estou apaixonada e uso com frequência aqui no blog.

2012 está representando uma fase muito diferente na minha vida - descobrindo sempre mais, com novos questionamentos e reflexões sobre o que eu tinha como verdade única; Isso traz uma inquietude, mas... A vida é isso, construção e desconstrução, não?

Depois de um primeiro semestre totalmente fora do padrão, com várias experiências diferentes - e stress também, claro - percebi quão precioso o meu tempo é. E que (ainda) tenho o privilégio de resolver utilizá-lo da melhor maneira possível - em especial, fazendo tudo aquilo que pretendia fazer mas não conseguia encaixar na minha rotina. Isso se traduz em pequenas definições, como estudar direitinho as línguas que me faltam concluir os estudos (a enrolação no espanhol, o DELF B2 no francês), ter mais disciplina com a academia e com o piano, tentar implementar novos hábitos mais saudáveis e ações que me fazem bem, enfim. Nesse momento de incertezas e greve, aproveito para me dedicar plenamente ao âmbito acadêmico, muitas leituras, pesquisas e ideias que sempre quis desenvolver. Estou numa fase, hic et nunc, que ainda não sei aonde vai dar - mas vamos ver!

Nos últimos tempos, estava muito corrida entre viagens, prazos, projetos... Espero encontrar uma serenidade maior agora! Mas nossas aspirações não param, né?