Dia dos professores

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Gostaria de expor breves considerações sobre a vocação de Professor. Não importa em qual âmbito, há uma grande responsabilidade: Ensinar e inspirar. Não é apenas transpassar o que está escrito nos livros, mas sim engajar o aluno a dialogar com o conhecimento. É compartilhar sabedoria e, ao mesmo tempo, apenas indicar os caminhos mais profícuos que o aluno pode desbravar. Sobretudo, é motivar um estudante a querer aprender sempre mais. Bons professores são um marco essencial na vida dos seus alunos, especialmente quando despertam inspiração. É isso que torna essa vocação tão importante! :)

Paz de espírito?

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Por um instante, neste conto.

O ovo é uma coisa suspensa. Nunca pousou. Quando pousa, não foi ele quem pousou. Foi uma coisa que ficou embaixo do ovo. – Olho o ovo na cozinha com atenção superficial para não quebrá-lo. Tomo o maior cuidado de não entendê-lo. Sendo impossível entendê-lo, sei que se eu o entender é porque estou errando. Entender é a prova do erro. Entendê-lo não é o modo de vê-lo. – Jamais pensar no ovo é um modo de tê-lo visto. – Será que sei do ovo? É quase certo que sei. Assim: existo, logo sei. – O que eu não sei do ovo é o que realmente importa. O que eu não sei do ovo me dá o ovo propriamente dito. – A Lua é habitada por ovos. (...)

Por devoção ao ovo, eu o esqueci. Meu interesseiro esquecimento. Pois o ovo é um equívoco. Diante de minha adoração possessiva ele poderia retrair-se e nunca mais voltar. Mas se ele for esquecido. Mas se eu fizer apenas o sacrifício de viver apenas a minha vida e de esquecê-lo. Se o ovo for impossível. Então, livre, delicado, sem mensagem alguma para mim talvez uma vez ainda ele se locomova do espaço até essa janela que desde sempre deixei aberta. E de madrugada baixe do nosso edifício. Sereno até a cozinha. Iluminado-a de minha palidez.

-- Clarice Lispector

Pianos lindos

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Celebrando o dia das crianças, relembro o momento de maior alegria genuína do ano: Ser uma criança no The Big Piano!

E, me dei conta que nunca havia feito um post aqui no blog para falar especificamente dos pianos lindos que pude apreciar lá em NY. Aproveitando que estou com saudade de lá, sonhando com o Central Park no verão e visitas ao MoMA, eis dois momentos singelos de preciosidade musical em New York:


Carnegie Hall


Julliard

Se já são lindos de se ver, imagina de se ouvir... ;)

Política e complexidade

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Um texto muito interessante de alguém que admiro muito ;)

The world, for better or worse, is becoming more and more connected. Alliances and rivalries are ever more nuanced, based on a complex equation with multiple variables - political, economic, diplomatic, cultural, religious, ethnic, jurisdictional, etc - of random weights. The simplistic Maniqueism that permeated the international relations (Capitalism vs. Communism, good vs. evil) in the recent past is almost useless - and mostly dangerous - to the understanding of the current international context. In the contemporary world a leader needs a set of qualities related to sapience, empathy and diligence.

A leader has to be able to understand that each of those variables is related to a different balance of power. In this sense, there are many possibilities for the improvement of one's international profile and insertion, be it via hard or soft power policies. Likewise, given the complexity of the variables, a leader needs to acknowledge that changes on the overall balance occur gradually; besides, dramatics measures lead to unpredictable results, like how the weapons the United States gave to the Taliban to fight the communist are being used against the American soldiers.

Bouquiner

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Je bouquine, et vous? Verbo que aprendi há pouco tempo atrás e é deveras apropriado para esse texto! ;P

Texto em homenagem aos meus livros lindos - com a realização de ver um livro novo a cada vez que vou à biblioteca - ou virtuais, com o achado deste site.

Le qu'en-lira-t-on (ou les droits imprescriptibles du lecteur), Daniel Pennac
  1. « Le droit de ne pas lire »
  2. « Le droit de sauter des pages » ce droit explique qu'un lecteur peut sauter des pages et le conseille même aux enfants pour qui les livres comme Moby Dick et autres classiques sont réputés inaccessibles de par leur longueur. Il mentionne qu'il a lu Guerre et Paix en sautant les trois quarts du livre.
  3. « Le droit de ne pas finir un livre »
  4. « Le droit de relire »
  5. « Le droit de lire n'importe quoi »