2013 in a nutshell

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Every potential success is also a potential failure. The only way to know which is to cross the word "potential" off bit by bit and then it (the success, or accordingly the failure) will reveal itself unto you. May 2014 be a year of a little more crossing off, and may we not be afraid of either failure, or hopefully success.

Geralmente, sou uma pessoa que gosto muito de pensar em várias resoluções de ano novo, fazer uma retrospectiva do que se passou, registrar o principal aqui no blog... mas esse ano não teve nada disso. Simplesmente só fui fazendo as coisas, uma após a outra, por urgência ou prioridade, e a princípio tinha apenas uma meta - Haia, que mal sabia se ia conseguir. Ao longo desse ano, algumas coisas surpreendentemente deram muito certo, outras nem tanto, mas o que realmente descobri é que só tentando - e arriscando, mesmo no improvável - para saber. É sempre chato quando as coisas dão errado ou são opostamente contrárias aos nossos planos (e vou até contar uns casos de viagem depois!); mas a proporção de uma coisa dando certo, dentre inúmeras tentativas, já é suficiente para me alegrar e me fazer abstrair o resto. Esse ano foi sucessivamente corrido, na literalidade da palavra. Cada dia de 24 horas rendeu muito (diariamente me surpreendo com isso, ainda mais se analiso em conjunto) e foi acontecimento após acontecimento (o ano passou durou pelo tanto que rendeu mas passou muito rápido!). Não tive (e não quis!) uma semana sequer parada. Acho que no final das contas, tenho um pouco de medo da frase abaixo:


A redescoberta do ballet, muito trabalho, muitos estudos intensivos no prazo de apenas uma semana (não recomendo e não quero repetir!!!) e muitos planos - pois não tenho jeito: quando acho que concretizei aquilo que queria, invento (ou aparecem mesmo!) outras mil coisas. Deveria existir um sensor que apitasse quando eu assumisse algo que não cabe mais no meu schedule - mas aí aposto que por "despeito", contestação ou indignação de "como não posso fazer isso também?!" não adiantaria essa invenção para mim. :P Espero que no próximo ano eu possa ter mais tempo para respirar e até mesmo ficar à toa, porque fazer nada e poder simplesmente não se preocupar com nada é muito bom de vez em quando! Mas nem te conto dos sonhos para 2014! =)

ps. isso não significa que eu não tenha uma rotina equilibrada entre trabalho x lazer, bem pelo contrário! :P
ps2. adoro o mar. é lá, quando estou boiando, que não me preocupo com nada além da minha respiração, o som das ondas e o céu sempre tão interessante de se observar.
ps3. prometo que a partir de 2014 vou postar mais no Google+ para poder ter uma retrospectiva legal deles!

Duas músicas

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Faz (muito) tempo que estou com vontade de começar a escrever sobre as viagens desse ano e, em especial, gostaria de contextualizar tudo isso em duas músicas, uma de Lianne La Havas e outra de Norma Jean Martine. Essas são duas cantoras que tive o prazer de assistir no Festival de Montreux e a partir daí fizeram parte de uma trilha sonora de muitas aventuras europeias.

Se tem uma coisa que aprendi viajando, é apreciar as peculiaridades de cada lugar e momento; valorizar, descobrir, sentir, desapegar do mero material, encontrar o outro (e a si mesmo). Conhecer novas perspectivas e ampliar nossos horizontes, acho que esse é o propósito de viver.

To see things thousands of miles away, things hidden behind walls and within rooms, things dangerous to come to, to draw closer, to see and be amazed.

Before Midnight e suas reflexões

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Bem, se me contassem que eu iria assistir "Before Midnight" em Paris, eu não acreditaria! Esse foi um dos filmes que mais esperei para ver e lá estava em cartaz, nas ruas de Montparnasse. Surreal, tive um dia maravilhoso de verão em Versailles, voltei para a cidade de metrô e não pude deixar de entrar no cinema e ter essa belíssima experiência - apreciar e refletir com o filme. Depois, sair do cinema e ainda estar com luz do dia lá fora (21h30!) e poder jantar tranquilamente no primeiro restaurante parisiense que apareceu. E como amo essa trilogia! Então, esse será um post dedicado a isso:










Dexter e outros thrillers

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Preciso fazer uma breve menção à finale de Dexter. Dexter foi uma série que relutantemente comecei a assistir por causa de uma melhor amiga, e aí realmente entendi porque ela gostava tanto. Dexter tem tanta história, tanto suspense, tanto dilema, tanta dinâmica que te prende ao "thriller" e consegue fazer um episódio mais interessante do que o outro. É uma série com nota 9.0 no IMDb, mas finale avaliada em 6.4 (and counting down). As temporadas todas foram baseadas no "e agora?! será que é agora?!" - li o termo ideal em uma resenha, classificando isso como "last minute panic"; mas ao longo do caminho descobrimos que essa nem era a verdadeira essência da série - e deu no que deu, em um meio termo (que poderia ser pior) de desfecho. Entendo, no final das contas, que tudo sempre foi acerca da busca pessoal de Dexter com o seu próprio equilíbrio - mas aí, no último segundo da série, vemos que no fim isso não foi a muito lugar, né? Ou pelo menos não foi satisfatório para os telespectadores. E sempre quando lembro desse aspecto - (in)satisfação do público para com a finale - a primeira coisa que penso é Lost, né. Penso que Lost hoje em dia é uma série icônica justamente por ter um desfecho tão decepcionante comparado a todo o potencial suscitado pela série! Na verdade, acompanhei as últimas temporadas e só assisti ao grande recap das primeiras temporadas e isso era super interessante: era rápido, tinha um filtro entre indagações mais relevantes e retorno das respostas, na medida lost de ser (1 resposta + 1000 perguntas). E vou ser sincera - a melhor parte de Dexter era ao fim do episódio, chegando no "Next on Dexter" com ansiosos spoilers que eram muito mais pertinentes no clipe do que no episódio em si! :P

A pergunta sobre ser "satisfatório" é: quando que poderia ser, com tantas expectativas, suspense e tensões? Qualquer um dos fins de Dexter ia frustrar parte dos telespectadores. Por fim, esse post é justamente para questionar a essência desses thrillers como séries sem fim mas que precisam ter fim: "The final part of the Dexter narrative revealed that the writers had drawn a blank in how to end the show dramatically". E eu terminei de assistir a série com aquela sensação perplexa de "não acredito que terminou assim..." (ou que não tem Next on Dexter mais!) ;P

A única série bem feita do gênero que vi até então é Luther, concisa, direta e com toda a qualidade da BBC. Recomendo. Runner up, Homeland. Fora do contexto, recomendo também Newsroom! :)

Downton Abbey e outros dramas

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Eu já escrevi sobre Period Dramas por aqui, entretanto eu realmente não acreditava que Downton Abbey era tão bom - na medida sutil dos romances britânicos. Queria ter assistido antes de conhecer o Reino Unido, mas ainda bem que eu não assisti!!! Porque quando comecei, não quis parar - não podia ter esse privilégio antes de viajar e quanto menos durante o tempo livre que tinha para aproveitar os ares europeus, né! Mas assim que voltei, resolvi dar uma chance para a série e, nossa! Realmente vale em cada detalhe. E naquele contexto de drama em que você aprende a gostar do casal principal e é tão difícil tudo dar certo... o tempo passa, as coisas demoram, complicam, nos fazem desistir, nos fazem ter esperança de novo... por aqueles preciosos instantes do amor de uma era. E aí pronto! Tragédia. Qual é a graça disso se perpetuar, né! O drama e a tragédia só podem ser inerentes a natureza humana. Talvez uma das coisas mais instigantes na vida é se torturar com o "How I wish reality were different, but it cannot be". E isso em Period Series então, ah!!! :)

Mas ao menos tivemos aquele instante

Em todo caso, fiquei muito feliz em me dar conta que agora a 4a temporada voltou e meus inícios de semana estarão envoltos no contexto de Downton Abbey - sobretudo, pois além do drama, a conjuntura histórica é bastante interessante; o entre guerras, as transformações na sociedade, as duras adaptações...

We are really getting into the '20s, you really are into this era when these houses started to disappear, where they are in threat, where all of those old things are being cast aside. And that’s a journey for however long this show goes on ... This world is coming to an end. But although there is Matthew’s death to get over, there is this whole change of direction for Mary, and there is for all of the characters coming into this modern age. Ultimately, the heart of the show ... is the story of these 20-25 characters that are much loved around the world and how they all continue to try and get by and get on, and how they interact and how they make each other laugh and how they hate each other and have disputes and rivalries and all of the things that have been the fuel of all of the previous seasons.

Passado, presente e futuro

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Time present and time past
Are both perhaps present in time future
And time future contained in time past.
If all time is eternally present
All time is unredeemable.
What might have been is an abstraction
Remaining a perpetual possibility
Only in a world of speculation.
What might have been and what has been
Point to one end, which is always present.
Footfalls echo in the memory
Down the passage which we did not take
Towards the door we never opened
Into the rose-garden. My words echo
Thus, in your mind. (...)
Time past and time future
What might have been and what has been
Point to one end, which is always present.
Four quartets, T. S. Eliot

Esse passado, que vive no nosso presente; esse constante presente fugaz (parece que esse tempo aposta uma corrida conosco!); e o futuro, sempre ali naquela ansiosa espreita. Gosto de fazer o máximo que consigo em um dia e, até onde consigo, quero fazer um segundo render tudo que pode. Viajando pela Europa, por exemplo, aproveitava a luz do dia até o último instante. Entre enrolação e concretização, reza a lenda que vou conseguir dar conta de todas as pendências e sentar em paz para escrever por aqui; mas o detalhe é que sou uma pessoa que gosta de postar no impulso mesmo. É inadmissível, para mim, eu não estar encontrando tempo para o meu blog - com tantas coisas que tenho para contar. Dentre mil prioridades, não sobra tempo para escrever decentemente por aqui (em especial, enquanto ainda estou em falta com várias obrigações). Hoje em dia, compartilhar ideias, músicas e fotos se tornou muito mais simples pelas ferramentas do twitter/facebook, mas nem de longe é a mesma coisa - ter esse espaço que é um breve registro de tudo que sou. Quero mudar a cara do blog e escrever novas reflexões, contudo, almejo antes fechar o ciclo de todos os meus relatos europeus. No fim, contamos sobre o passado, mas também tratamos sobre o presente. Sobretudo, meu presente é sempre marcado por novos objetivos e aspirações - pois a vida é essa eterna busca da realização. Em todo caso, isso só vale se soubermos apreciar o valor singelo de certas coisas no nosso caminho, senão apenas vivemos no ritmo de insatisfação e preocupação. A melhor amostra da minha viagem, ao meu ver, são as minhas fotos de summer flowers. Então esse é o primeiro aspecto que compartilho por aqui - em homenagem a nossa primavera também :)




Um mês de retorno de viagem

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Colocando as coisas em ordem, enfim vou poder recapitular tudo que vivi e ainda não escrevi. Organizar as mil lembranças! E traçando os novos planos! Não sabia como ia lidar com tudo quando eu voltasse, mas a solução talvez foi justamente focar no imediato que precisava resolver e deixar a nostalgia para depois. Uma prioridade atrás de outra, com a obrigação de fazer todas as coisas que deveria porque fui tão privilegiada em julho. De fato, vivi um sonho e conheci essa realidade com altos e baixos, em especial, com suas peculiaridades. E sim, lembrar de tudo dá tanta saudade agora! Foram 38 dias fazendo literalmente o máximo possível - como só escurecia às 22h, aproveitava cada segundo como se fossem 17h. E como foi bom!!!!! Cansada (e sem tempo ou energia para escrever ou relatar no diário que prometi fazer simultaneamente por lá), claro, mas realizada (e quer saber? O registro mais interessante é aquele que persiste na sua mente sem palavras; aquilo que você verdadeiramente sentiu e ficou). Fiz muito mais do que eu imaginava e tantas mais coisas aconteceram além do que eu esperava. Aproveitei o melhor que podia de cada instante - e no final das contas, só queremos um dia mais agradável do que o outro. Então foram muitas aventuras para realizar isso!!!

Fatos primordiais para contar por aqui, nos posts a seguir:
- 100 anos do Vredespaleis :)
- Peculiaridades da Haia;
- Suíça linda, Festival de Jazz em Montreux ♡
- Paris única;
- Passeios sensacionais pelo Reino Unido;
- Viajar sozinha mas poder encontrar pessoas tão queridas pelo caminho;
- Detalhes europeus e trilhas sonoras!

Londres - Renata (3)

Bem, o ano começou e eu só queria uma única coisa: conseguir concretizar esse sonho - o que tomou muitas horas de inquietude e hipóteses. O que seria de mim depois disso, não sabia e não me importava! :P Com as definições em mãos, maio foi um mês de planos (que são essenciais para uma viagem dar certo, mas para o bem ou para o mal, nem sempre as coisas correm como o esperado); junho foi um mês dos últimos detalhes e preparação para viajar, tentando deixar para trás tudo em ordem na medida do possível. Assim, em julho, pude abstrair as preocupações mundanas e foram praticamente 20h cheias de mil coisas europeias em cada dia! :P e bem, agosto, um mês para recuperar tudo e traçar os novos rumos - viagens (sim, mais viagens, sempre, claro! Se viajei tanto e de forma tão prática entre fronteiras e países em um mês, qual o problema em dar um pulo ali ou lá dentro do meu próprio país e estado? :) Domingos Martins, Pedra Azul, Rio, Niteroi, Conceição da Barra nesse mês; Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Ouro Preto nos seguintes... E pois bem: é claro que eu tenho mais o que fazer da vida do que só viajar (ah! :( ) Ufes, pesquisas, projetos, fim de semestre, Downton Abbey aconteceu (que, no contexto britânico, deixei para começar a assistir no Brasil ao invés de assistir enquanto estava na Europa; sábia decisão, senão só iria querer baixar episódios ao invés de aproveitar o mundo europeu :P), Dexter e Newsroom (imperdíveis!), ABEArb e mil obrigações/emails!!!, estágio, espanhol, inglês o melhor possível para o TOEFL, estudos enrolados de francês ao DALF, mil escritos e leituras lindas da The Hague Academy, OAB... É uma lista boa que me mantém ocupada, acho! :P E ah! Inventei de dançar ballet clássico nas segundas e quartas e contemporâneo nas terças e quintas. E ainda está faltando o piano. Porque gosto e me faz muito bem =) e sim, amigas e meu amado, porque eles precisam de atenção e são prioridade.

Dessa maneira, fica difícil para o blog competir... apesar de eu não ter passado um dia sequer sem pensar em algo para postar. São 48 rascunhos num total até agora. E isso é só o imprescindível que eu não poderia deixar de postar primeiro por aqui! Então, vamos lá, mil relatos pela frente!!! E eu ainda preciso escrever a petição para processar minhas companhias aéreas!!! Longas histórias estão por vir... espero que sejam interessantes para vocês também!
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Dos lugares lindos no meu estado

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Esse é um rascunho da época do carnaval: enquanto todos os capixabas fugiam para o Rio, valorizo como nosso estado é repleto de encantos pouco convencionais e conhecidos - poderia juntar uma coletânea infindável de fotos lindas (confiram no flickr!) do que podemos apreciar pelo Espírito Santo. Nada mais justo do que publicar, inicialmente, uma pequena demonstração desse apreço regional antes de começar a relatar os encantos do Velho Mundo! Só porque já estou com saudade de praia!

Cachoeira linda
Desbravando o interior
Parque Paulo César Vinhas
Parque Paulo César Vinhas
Perspectiva única
Praia deserta maravilhosa
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Eu adoro essas fotos e poderia colocar tantas outras mais!!! As últimas, em especial, são em homenagem as Gabis que puderam conhecer um pouquinho do meu estado e confiaram no meu talento para guia turística!!! =)

Melhores filmes

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Um relato sempre em construção - muitos felizes finais de semana de bons filmes!!! Existem muitos melhores filmes que eu ainda não assisti ou muitas resenhas de ótimos filmes do Ebert que eu não li, mas sempre quis fazer uma relação pessoal de filmes. Inspirada pelo ótimo filme que assisti, "Trance", preciso fazer um registro dos melhores filmes que já vi - na verdade, aqueles que me deixaram em êxtase!
  • Her
  • Guardians of the Galaxy
  • Inception
  • Wall-e
  • Cloud Atlas
  • Avangers / Captain America: The Winter Soldier
  • Inglourious Bastards
  • Fight club
  • Batman - The Dark Knight
  • Iron Man
  • Primer
  • The Fog of War
  • American Beauty
  • The Prestige
  • 2001: A Space Odyssey
  • Moon
  • The Fall
  • Apocalypse Now
  • Prometheus
  • Children of Men
  • Pan's labyrinth
  • Lincoln
  • Tropic Thunder
  • Death at a Funeral
  • Eurotrip
  • La piel que habito
  • Alexandria
  • Life of Pi
  • The Great Gatsby
  • Lucy
  • Pulp Fiction
  • Relatos salvajes
Falando nos melhores, também preciso listar os piores:
  • Tinker Tailor Soldier Spy
  • Cloverfield
  • Lady in the water
  • Hush hour III
Ainda vou planejar uma longa lista que inclua a categoria de romances e perplexidade, mas, por enquanto, deixo esses aqui:
  • Before Sunset | Before Sunrise
  • The Foutain
  • The Girl Who Leaped Through Time
  • Black Swan
  • Magnolia
Mais tristes:
  • Grave of the Fireflies
  • Watlz with Bashir

Das dualidades

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Dos rascunhos antigos que estão parados no blog, essa foi uma reflexão (não publicada) muito importante nos últimos tempos para mim:

Contrariar as Contrariedades
Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida.

Clarice Lispector, in 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'
Todo mundo é luz e sombra
Todo mundo é paz e guerra
Todo mundo é frio de Inverno
E apogeu da Primavera
Todo mundo é o silêncio
Todo mundo é gritaria
Todo mundo é meia-noite
Todo mundo é meio-dia
Todo mundo é o princípio
Todo mundo é o final

Just a reminder: Google reader

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"Just a reminder:
Reader will not be available after July 1, 2013. Please be sure to back up your data".

Para guardar lembrança do Google Reader de todos os dias! Ainda bem que estarei viajando e não sentirei falta imediata, pelo contrário, imagina o tanto de texto que iria acumular no período de um mês?!


Introspectividade

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Como todos sabem (em especial aqueles que me seguem no twitter!), depois de Doctor Who, a série que eu mais gosto sem sombra de dúvidas é Mad Men. Com um contexto "old-fashioned", tratam de maneira contemporânea os problemas que sempre existiram e permanecem na nossa sociedade. Assim, cada segunda-feira é melhor do que a outra, com um episódio ainda mais inteligente e sutil que o anterior!

Tivemos uma season finale muito significativa - em termos psicológicos ao personagem principal, Don Draper. Hoje fez tudo sentido para mim (inclusive a capa acima da temporada!). Vimos como toda a instrospectividade é destrutiva, mas que esse processo também é passível de transformação. Don, de uma maneira dualista, vive e vende "mentiras", até porque "people tell you who they are, but we ignore it because we want them to be who we want them to be". Conseguir conceber quem de fato você é - com todos os mistérios e complexidades - é uma tarefa para a vida.

Nunca se prive em dizer algo importante; nunca deixe de viver algo que realmente deseja; nunca se feche em si mesmo. Expressar-se é a melhor maneira de conseguir lidar com questões sensíveis, mas eu sou suspeita para dizer: externalizo para poder interiorizar.

Limites?

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Eu gosto tanto dessa reflexão!

For Tolstoy, wisdom consists in the ability “to grasp what human will and human reason can do, and what they cannot.” The only way to find those limits is to struggle against them, but gently, with the goal of finding and accepting them. You can’t think your way to the limits. You have to feel your way, learning through experience and suffering. And there is a risk in experimenting with what will and will not work in life, which is that it might not work. You might move to New York to pursue your dreams or end up with no career to speak of. You might think you can wait to find the perfect spouse, but wait too long, and end up alone. You might think you can have that affair and still have the love of both—but you may be mistaken about what’s possible, and lose everything.

There’s a deep conservatism to this way of thinking. It’s fatalistic, in an off-putting way, since it suggests that the limits of what’s possible are just not knowable in advance, and that experience and tradition are probably our best guides.

Um protesto com muitos protestos

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O Brasil encontra-se em um contexto peculiar na presente data: compartilha um sentimento difuso de contestação, com uma pluralidade de movimentos originados pelo protesto paulista acerca do valor da passagem do transporte público. Não sei se podemos dizer que a proporção do movimento tornou contornos em solidariedade à repressão do pleito inicial, mas justamente por termos a certeza que não é "apenas por 20 centavos", cada ativista concebe que pode ser sobre tudo e mais um pouco. A única coisa que podemos afirmar, no momento, é a seguinte:

O que não sei:
Este é o tópico decisivo. (...) Ou seja, não sei o que esse movimento, em sua heterogeneidade, está inventando e nos está dizendo, e está dizendo a si mesmo, ao constituir-se.

Desde os dignos clamores por batata frita no RU ao "passe livre", a população encontrou nas ruas (e no facebook, diga-se de passagem) um divã. De pessoas descobrindo que podem se expressar politicamente ou divagar sobre suas inquietudes (não é à toa que eu tenho um blog, afinal ;P), cada um possui uma pauta individual, formando um protesto de muitos protestos. Mas ficam questões a serem desenvolvidas e testadas na prática: é possível conceber uma pauta coletiva defendida por todos? Será que o engajamento de cidadãos (e considere que esse termo possui um sentido bem profundo de consciência política) pode constituir uma real ideia de coletividade? É possível transformar de forma imediata paradigmas arcaicos acerca do nosso sistema repleto coisas mal resolvidas? Será que o povo irá se dar conta que faz parte do Estado e nós que concebemos os parâmetros da nossa realidade? Estaríamos dispostos a nos transformarmos e construirmos uma nova perspectiva política, ou vamos preferir jogar a culpa em determinado dirigente ou partido político? Vamos assumir nossas responsabilidades políticas e clamar não apenas por direitos, mas pelo cumprimento de nossos deveres? Iremos nos restringir às demandas conservadoras da classe média que veem a ditadura legislativa como solução ou saberemos utilizar o nosso poder político? Como cidadãos integrantes do Estado, nos daremos conta do verdadeiro conceito de bem público? Ou seja, quem disse que democracia era para ser fácil?! ;)

Aspectos imprescindíveis

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Felicidade, para mim, consiste em quatros aspectos: (i) Ver a felicidade no outro - não há nada melhor do que compartilhar alegrias com quem você ama ou poder fazer alguém feliz; (ii) Concretizar - e sentir, de verdade - algo que transcende palavras, como em "Enjoy the Silence", do Depeche Mode: "All I ever wanted/ All I ever needed/ is here in my arms/ Words are very unnecessary"; é por isso que insisto em acreditar na plenitude mesmo diante da essência humana de nunca estar satisfeita; (iii) Paz de espírito. Apreciar como o mundo é singelo e como cada instante tem seu valor! (iv) Realizar sonhos, afinal, o que mais podemos pedir da vida?! ;)