Do retorno ao ballet

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Eu poderia estar nadando, eu poderia estar malhando, eu poderia estar fazendo yoga, mas resolvi concretizar minha meta de ano novo - voltar para o Ballet, em razão de ser algo que tanto gosto, apesar dos mil problemas. O ballet reúne uma série de encantos e recentemente me dei conta que, quando pequenininha, um dos motivos que me fez começar a tocar piano foi justamente o ballet - pois dançava com uma pianista maravilhosa tocando. Esses dias sonhei que estava em um teatro sensacional como se fosse uma universidade para mim, melhor do que a Sala São Paulo e era tudo tão lindo - eu estava tão engajada, não sabia se dançava ou se tocava piano! Ô, dúvida cruel tão boa! :)


Assim, escolhi fazer ballet na medida do possível - mesmo com todas as limitações de tempo e pós-traumas de joelho e afins - sobretudo por considerar que o ballet é um ótimo exercício físico e a dança é a melhor terapia que há. Mas se eu pudesse dar um conselho, diria: "por favor, bailarinas, não parem de dançar!". Nesses momentos, só penso uma coisa - ainda bem que eu nunca parei de tocar piano e vou morrer sendo uma eterna amadora! Porque como é difícil ter que reaprender tudo de novo, ter que superar novas barreiras que antes eram tão simplórias e ter que se readaptar a toda uma dinâmica que só o ballet tem. Mas penso que esse é um processo importante e que faz parte, apesar de eu já estar velha para essas coisas. Descobrir (penosamente) uma nova linha de ballet contemporâneo enquanto tudo que sei é metricamente pautado no ballet clássico se torna um desafio bastante diferente e interessante! Só tentando e insistindo para saber, né?

Vai me dizer que não é lindo ver quem dedica uma vida em prol das artes? Em algum mundo ideal, era tudo que eu queria para mim. Como aluna eletiva do curso de graduação de Música da UFES, queria poder trocar de curso (ai, se eu tivesse descoberto essa matéria quando caloura!) e treinar piano o dia todo, sendo essa a minha única preocupação. :P


Sei que, quando menor, tive a opção de poder me dedicar mais ao ballet e quem sabe até escolher isso para a minha vida: Mas desde lá já sabia que o mundo ideal não era tão ideal assim...