Dexter e outros thrillers

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Preciso fazer uma breve menção à finale de Dexter. Dexter foi uma série que relutantemente comecei a assistir por causa de uma melhor amiga, e aí realmente entendi porque ela gostava tanto. Dexter tem tanta história, tanto suspense, tanto dilema, tanta dinâmica que te prende ao "thriller" e consegue fazer um episódio mais interessante do que o outro. É uma série com nota 9.0 no IMDb, mas finale avaliada em 6.4 (and counting down). As temporadas todas foram baseadas no "e agora?! será que é agora?!" - li o termo ideal em uma resenha, classificando isso como "last minute panic"; mas ao longo do caminho descobrimos que essa nem era a verdadeira essência da série - e deu no que deu, em um meio termo (que poderia ser pior) de desfecho. Entendo, no final das contas, que tudo sempre foi acerca da busca pessoal de Dexter com o seu próprio equilíbrio - mas aí, no último segundo da série, vemos que no fim isso não foi a muito lugar, né? Ou pelo menos não foi satisfatório para os telespectadores. E sempre quando lembro desse aspecto - (in)satisfação do público para com a finale - a primeira coisa que penso é Lost, né. Penso que Lost hoje em dia é uma série icônica justamente por ter um desfecho tão decepcionante comparado a todo o potencial suscitado pela série! Na verdade, acompanhei as últimas temporadas e só assisti ao grande recap das primeiras temporadas e isso era super interessante: era rápido, tinha um filtro entre indagações mais relevantes e retorno das respostas, na medida lost de ser (1 resposta + 1000 perguntas). E vou ser sincera - a melhor parte de Dexter era ao fim do episódio, chegando no "Next on Dexter" com ansiosos spoilers que eram muito mais pertinentes no clipe do que no episódio em si! :P

A pergunta sobre ser "satisfatório" é: quando que poderia ser, com tantas expectativas, suspense e tensões? Qualquer um dos fins de Dexter ia frustrar parte dos telespectadores. Por fim, esse post é justamente para questionar a essência desses thrillers como séries sem fim mas que precisam ter fim: "The final part of the Dexter narrative revealed that the writers had drawn a blank in how to end the show dramatically". E eu terminei de assistir a série com aquela sensação perplexa de "não acredito que terminou assim..." (ou que não tem Next on Dexter mais!) ;P

A única série bem feita do gênero que vi até então é Luther, concisa, direta e com toda a qualidade da BBC. Recomendo. Runner up, Homeland. Fora do contexto, recomendo também Newsroom! :)

Downton Abbey e outros dramas

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Eu já escrevi sobre Period Dramas por aqui, entretanto eu realmente não acreditava que Downton Abbey era tão bom - na medida sutil dos romances britânicos. Queria ter assistido antes de conhecer o Reino Unido, mas ainda bem que eu não assisti!!! Porque quando comecei, não quis parar - não podia ter esse privilégio antes de viajar e quanto menos durante o tempo livre que tinha para aproveitar os ares europeus, né! Mas assim que voltei, resolvi dar uma chance para a série e, nossa! Realmente vale em cada detalhe. E naquele contexto de drama em que você aprende a gostar do casal principal e é tão difícil tudo dar certo... o tempo passa, as coisas demoram, complicam, nos fazem desistir, nos fazem ter esperança de novo... por aqueles preciosos instantes do amor de uma era. E aí pronto! Tragédia. Qual é a graça disso se perpetuar, né! O drama e a tragédia só podem ser inerentes a natureza humana. Talvez uma das coisas mais instigantes na vida é se torturar com o "How I wish reality were different, but it cannot be". E isso em Period Series então, ah!!! :)

Mas ao menos tivemos aquele instante

Em todo caso, fiquei muito feliz em me dar conta que agora a 4a temporada voltou e meus inícios de semana estarão envoltos no contexto de Downton Abbey - sobretudo, pois além do drama, a conjuntura histórica é bastante interessante; o entre guerras, as transformações na sociedade, as duras adaptações...

We are really getting into the '20s, you really are into this era when these houses started to disappear, where they are in threat, where all of those old things are being cast aside. And that’s a journey for however long this show goes on ... This world is coming to an end. But although there is Matthew’s death to get over, there is this whole change of direction for Mary, and there is for all of the characters coming into this modern age. Ultimately, the heart of the show ... is the story of these 20-25 characters that are much loved around the world and how they all continue to try and get by and get on, and how they interact and how they make each other laugh and how they hate each other and have disputes and rivalries and all of the things that have been the fuel of all of the previous seasons.

Passado, presente e futuro

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Time present and time past
Are both perhaps present in time future
And time future contained in time past.
If all time is eternally present
All time is unredeemable.
What might have been is an abstraction
Remaining a perpetual possibility
Only in a world of speculation.
What might have been and what has been
Point to one end, which is always present.
Footfalls echo in the memory
Down the passage which we did not take
Towards the door we never opened
Into the rose-garden. My words echo
Thus, in your mind. (...)
Time past and time future
What might have been and what has been
Point to one end, which is always present.
Four quartets, T. S. Eliot

Esse passado, que vive no nosso presente; esse constante presente fugaz (parece que esse tempo aposta uma corrida conosco!); e o futuro, sempre ali naquela ansiosa espreita. Gosto de fazer o máximo que consigo em um dia e, até onde consigo, quero fazer um segundo render tudo que pode. Viajando pela Europa, por exemplo, aproveitava a luz do dia até o último instante. Entre enrolação e concretização, reza a lenda que vou conseguir dar conta de todas as pendências e sentar em paz para escrever por aqui; mas o detalhe é que sou uma pessoa que gosta de postar no impulso mesmo. É inadmissível, para mim, eu não estar encontrando tempo para o meu blog - com tantas coisas que tenho para contar. Dentre mil prioridades, não sobra tempo para escrever decentemente por aqui (em especial, enquanto ainda estou em falta com várias obrigações). Hoje em dia, compartilhar ideias, músicas e fotos se tornou muito mais simples pelas ferramentas do twitter/facebook, mas nem de longe é a mesma coisa - ter esse espaço que é um breve registro de tudo que sou. Quero mudar a cara do blog e escrever novas reflexões, contudo, almejo antes fechar o ciclo de todos os meus relatos europeus. No fim, contamos sobre o passado, mas também tratamos sobre o presente. Sobretudo, meu presente é sempre marcado por novos objetivos e aspirações - pois a vida é essa eterna busca da realização. Em todo caso, isso só vale se soubermos apreciar o valor singelo de certas coisas no nosso caminho, senão apenas vivemos no ritmo de insatisfação e preocupação. A melhor amostra da minha viagem, ao meu ver, são as minhas fotos de summer flowers. Então esse é o primeiro aspecto que compartilho por aqui - em homenagem a nossa primavera também :)




Um mês de retorno de viagem

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Colocando as coisas em ordem, enfim vou poder recapitular tudo que vivi e ainda não escrevi. Organizar as mil lembranças! E traçando os novos planos! Não sabia como ia lidar com tudo quando eu voltasse, mas a solução talvez foi justamente focar no imediato que precisava resolver e deixar a nostalgia para depois. Uma prioridade atrás de outra, com a obrigação de fazer todas as coisas que deveria porque fui tão privilegiada em julho. De fato, vivi um sonho e conheci essa realidade com altos e baixos, em especial, com suas peculiaridades. E sim, lembrar de tudo dá tanta saudade agora! Foram 38 dias fazendo literalmente o máximo possível - como só escurecia às 22h, aproveitava cada segundo como se fossem 17h. E como foi bom!!!!! Cansada (e sem tempo ou energia para escrever ou relatar no diário que prometi fazer simultaneamente por lá), claro, mas realizada (e quer saber? O registro mais interessante é aquele que persiste na sua mente sem palavras; aquilo que você verdadeiramente sentiu e ficou). Fiz muito mais do que eu imaginava e tantas mais coisas aconteceram além do que eu esperava. Aproveitei o melhor que podia de cada instante - e no final das contas, só queremos um dia mais agradável do que o outro. Então foram muitas aventuras para realizar isso!!!

Fatos primordiais para contar por aqui, nos posts a seguir:
- 100 anos do Vredespaleis :)
- Peculiaridades da Haia;
- Suíça linda, Festival de Jazz em Montreux ♡
- Paris única;
- Passeios sensacionais pelo Reino Unido;
- Viajar sozinha mas poder encontrar pessoas tão queridas pelo caminho;
- Detalhes europeus e trilhas sonoras!

Londres - Renata (3)

Bem, o ano começou e eu só queria uma única coisa: conseguir concretizar esse sonho - o que tomou muitas horas de inquietude e hipóteses. O que seria de mim depois disso, não sabia e não me importava! :P Com as definições em mãos, maio foi um mês de planos (que são essenciais para uma viagem dar certo, mas para o bem ou para o mal, nem sempre as coisas correm como o esperado); junho foi um mês dos últimos detalhes e preparação para viajar, tentando deixar para trás tudo em ordem na medida do possível. Assim, em julho, pude abstrair as preocupações mundanas e foram praticamente 20h cheias de mil coisas europeias em cada dia! :P e bem, agosto, um mês para recuperar tudo e traçar os novos rumos - viagens (sim, mais viagens, sempre, claro! Se viajei tanto e de forma tão prática entre fronteiras e países em um mês, qual o problema em dar um pulo ali ou lá dentro do meu próprio país e estado? :) Domingos Martins, Pedra Azul, Rio, Niteroi, Conceição da Barra nesse mês; Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Ouro Preto nos seguintes... E pois bem: é claro que eu tenho mais o que fazer da vida do que só viajar (ah! :( ) Ufes, pesquisas, projetos, fim de semestre, Downton Abbey aconteceu (que, no contexto britânico, deixei para começar a assistir no Brasil ao invés de assistir enquanto estava na Europa; sábia decisão, senão só iria querer baixar episódios ao invés de aproveitar o mundo europeu :P), Dexter e Newsroom (imperdíveis!), ABEArb e mil obrigações/emails!!!, estágio, espanhol, inglês o melhor possível para o TOEFL, estudos enrolados de francês ao DALF, mil escritos e leituras lindas da The Hague Academy, OAB... É uma lista boa que me mantém ocupada, acho! :P E ah! Inventei de dançar ballet clássico nas segundas e quartas e contemporâneo nas terças e quintas. E ainda está faltando o piano. Porque gosto e me faz muito bem =) e sim, amigas e meu amado, porque eles precisam de atenção e são prioridade.

Dessa maneira, fica difícil para o blog competir... apesar de eu não ter passado um dia sequer sem pensar em algo para postar. São 48 rascunhos num total até agora. E isso é só o imprescindível que eu não poderia deixar de postar primeiro por aqui! Então, vamos lá, mil relatos pela frente!!! E eu ainda preciso escrever a petição para processar minhas companhias aéreas!!! Longas histórias estão por vir... espero que sejam interessantes para vocês também!
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