Resumo de 2014

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Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...

Esse trecho do poema O Tempo, de Mário Quintana, resume perfeitamente minha sensação quanto a 2014. Um ano que eu achava que tudo ia demorar tanto a chegar e quando mal percebi, o tempo voou. Essa é a ironia de esperar pelas coisas e no final das contas,


O tempo é a nossa medida de significado. O tempo tem duas perspectivas - de ser a única maneira fixa que conhecemos de mesurar o presente enquanto a nossa percepção é relativa. Tempo é constante movimento e cada pessoa tem seu próprio ritmo. As mudanças, novidades, realizações vem junto - e a finitude molda isso. Qual a graça se tivéssemos um ano que não acabasse? Que não pudesse proporcionar um sentido de closure e novos começos? Não sabia o que ia ser de 2014 e foi muito mais do que eu poderia esperar!


Gosto de uma filosofia do ballet. Balanchine dizia “What are you saving it for?” para que os bailarinos sempre dançassem mais, e vivessem uma coreografia ao máximo - da maneira mais grandiosa e impressionante possível. Aprendi em 2014 que não podemos deixar para o amanhã a expectativa de realizar o que queremos, porque o tempo é agora. Mas tudo tem seu tempo =)

ps. acho que deveria fazer um label "tempo" aqui no blog, porque é a temática recorrente de todos os anos!

Wally

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Do filme Medianeras:

O livro "Onde está Wally?" criou em mim uma angústia existencial bem particular.
Ele representa
de um jeito dramático...
a angústia de saber que sou
alguém perdido entre milhões.
Os anos passaram, e ficou
uma página sem resolver.
Wally na cidade.
Eu o encontrei no shopping,
no aeroporto e na praia...
mas, na cidade, não encontro.
Sei que o nervosismo cega,
mas não consigo achar.
Então me pergunto...
Se, mesmo sabendo quem
eu procuro, não consigo achar...
como vou achar quem eu procuro
se nem sei como é?

Sorte a minha de ter encontrado o meu homem por acaso - e ser literalmente a Wally de alguém =)

Cidades grandes

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Cidades grandes me deixam "sem ar". Sem saber para onde olhar, é sempre tanta coisa e tanta gente ao seu redor. Uma novidade a cada canto. Adoro voltar para Vitória: sinto amplitude e paz na organização. É um pouco do que sinto quando vou para Brasília também. Até hoje só Buenos Aires e Belo Horizonte que não me fizeram bem, mas como quero conhecer o resto da Argentina e de Minas Gerais!

Buenos Aires cresce
descontrolada e imperfeita.

É uma cidade superpovoada
num país deserto.

Uma cidade onde se erguem
milhares e milhares de prédios...
sem nenhum critério.

Ao lado de um muito alto,
tem um muito baixo.
Ao lado de um racionalista,
tem um irracional.

Ao lado de um em estilo francês,
tem um sem estilo.
Provavelmente essas irregularidades
nos refletem perfeitamente.

Irregularidades estéticas e éticas.
Esses prédios,
que se sucedem sem lógica...
demonstram total falta
de planejamento.

Exatamente assim é a nossa vida...
que construímos sem saber
como queremos que fique.

Vivemos como quem está
de passagem por Buenos Aires.
Somos criadores
da cultura do inquilino.

Prédios menores para dar lugar
a outros prédios, ainda menores.

Os apartamentos se medem
por cômodos...
vão daqueles excepcionais,
com sacada...
sala de recreação, quarto
de empregada e depósito...
até a quitinete,
ou "caixa de sapato".

Os prédios, como muita coisa
pensada pelos homens...
servem para diferenciar
uns dos outros.

Existe a frente e existe o fundo.
Andares altos e baixos.
Os privilegiados são identificados
pela letra A, às vezes B.
Quanto mais à frente no alfabeto,
pior o apartamento.

Vista e claridade são promessas
que poucas vezes se concretizam.
O que esperar de uma cidade
que dá as costas ao seu rio?

É certeza que as separações
e os divórcios...
a violência familiar,
o excesso de canais a cabo...
a falta de comunicação,
a falta de desejo...
a apatia, a depressão,
os suicídios...
as neuroses,
os ataques de pânico...
a obesidade, a tensão muscular...
a insegurança, a hipocondria...
o estresse e o sedentarismo...
são culpa dos arquitetos
e incorporadores.

Fragmentos

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Vivemos fragmentos de realidade. Do local onde vivemos, das pessoas que conhecemos, do mundo que nos limitamos a descobrir. Existem vários universos ao nosso redor - e cada pessoa é uma complexidade (e um paradoxo) a parte. Ao mesmo tempo, não nos damos conta da dimensão das nossas próprias aspirações e vamos levando - vidas cubistas. E quando queremos sair dos nossos quadrados?

Certas partes são inexplicáveis. Nem tudo precisa ser entendido, afinal, "there are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy". E às vezes só fazemos de conta que entendemos para acalentar nosso coração.

A busca pelo sentido é o que move a humanidade. A inquietude. O inconformismo. Pedaços da realidade que não conseguimos juntar. Como uma música que, enquanto treinamos, não conseguimos ouvir o todo. Tempo ao tempo. Continuamos sem entender, mas...

Tempo vai, tempo vem, a música começa a tomar forma e quando mal percebemos o conjunto de sons se torna uma obra musical de verdade. Fragmentos incompreensíveis se unem em uma história, se conseguimos olhar de fora. É tão bom se dar conta que esses fragmentos, antes desconexos, até parecem fazer sentido. A sensação de olhar a luz no horizonte - e ver trilhas do passado preenchendo um caminho. É aquele alívio de que a busca não foi em vão.

Mas alguns quebra-cabeças nunca vão se completar; outros nunca poderiam ser completados; talvez alguns sejam até tridimensionais, ao passo que sem certas peças não se sustentam. Mas a graça está em correr atrás dessa peça misteriosa, sonhando com a completude, não?

Escrevi esse texto ontem de madrugada e hoje assisti um filme argentino incrível, chamado Medianeras. Perfeito para descrever um pouquinho disso e o acaso de certas peças aparecerem nas nossas vidas.

Librianos

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Com raras exceções, as pessoas que mais gosto são librianas. Então, setembro e outubro são meses com muitos aniversários especiais. Das amigas queridas, que me aguentam há anos, e do meu amado, que me ama sem eu saber o porquê. Mas sei bem que essas pessoas apareceram na minha vida por sorte ou acaso - e sou privilegiada por tê-las ao meu redor!

Acredito que pessoas entram na nossa vida quase sem querer, mas permanecem por escolha e dedicação. É por isso que devemos abraçar as surpresas - o que é nosso sempre nos encontra e cabe a nós nos empenhar para fazer dar certo. Agora não tem mais jeito, esses librianos vão ter que me aturar para o resto da vida! ;)


La gente que me gusta

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Me gusta la gente que vibra, que no hay que empujarla, que no hay que decirle que haga las cosas, sino que sabe lo que hay que hacer y que lo hace en menos tiempo de lo esperado.
Me gusta la gente con capacidad para medir las consecuencias de sus acciones, la gente que no deja las soluciones al azar.
Me gusta la gente estricta con su gente y consigo misma, pero que no pierda de vista que somos humanos y nos podemos equivocar.
Me gusta la gente que piensa que el trabajo en equipo, entre amigos, produce más que los caóticos esfuerzos individuales.
Me gusta la gente que sabe la importancia de la alegría.
Me gusta la gente sincera y franca, capaz de oponerse con argumentos serenos y razonables.
Me gusta la gente de criterio, la que no se avergüenza de reconocer que no sabe algo o que se equivocó.
Me gusta la gente que al aceptar sus errores, se esfuerza genuinamente por no volver a cometerlos.
Me gusta la gente capaz de criticarme constructivamente y de frente; a éstos los llamo mis amigos.
Me gusta la gente fiel y persistente, que no fallece cuando de alcanzar objetivos e ideas se trata.
Me gusta la gente que trabaja por resultados.
Con gente como esa, me comprometo a lo que sea, ya que con haber tenido esa gente a mi lado me doy por bien retribuido.

Mario Benedetti

Bite the bullet

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Parece auto-ajuda, mas realmente estou tentando incorporar a filosofia do "bite the bullet": engula e faça; pare de chorar; o tempo que a gente passa chorando é o tempo que a gente resolve o problema.

E parar de pensar também "mas e se isso não der certo?". Se você acredita no processo e no resultado, tudo dá certo. Só precisamos ter a vontade de ir até o final, sem desculpinhas ou medo de ultrapassar limites - pela dedicação e pelo trabalho duro, com a direção e a metodologia correta, chegamos lá :) Podemos até alcançar mais do que éramos capazes de imaginar!

Impressionismo

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The Impressionist painters of the nineteenth century had an implicit philosophy of transience that points us in a wiser direction. They accepted the transience of happiness as an inherent feature of existence and could in turn help us to grow more at peace with it. Sisley’s painting of a winter scene in France focuses on a set of attractive but utterly fugitive things. Towards dusk, the sun nearly breaks through the landscape. For a little time, the glow of the sky makes the bare branches less severe. The snow and the grey walls have a quiet harmony; the cold seems manageable, almost exciting. In a few minutes, night will close in.

Impressionism is interested in the fact that the things we love most change, are only around a very short time and then disappear. It celebrates the sort of happiness that lasts a few minutes, rather than years. In this painting, the sky is beautiful at this moment, but it is about to go dark. This style of art cultivates a skill that extends far beyond art itself: a skill at accepting and attending to short-lived moments of satisfaction.

The peaks of life tend to be brief. With the Impressionists to guide us, we should be ready to appreciate isolated moments of everyday paradise whenever they come our way.
"The Unbearable Lightness of Being": And therein lies the whole of man's plight. Human time does not turn in a circle; it runs ahead in a straight line. That is why man cannot be happy: happiness is the longing for repetition. Happiness lies in repetition; repetition is at the heart of eternal return; eternal return is what gives lives weight. Because humans don't experience things circularly, events are not repeated for us, which means they don't gather weight, which means they are light – unbearably so. Hence… the unbearable lightness of being. Kundera began his novel with a premise stated right there in his title: life is light, and is unbearable because of it. And it's not until the end of the novel that he concludes his arguments as to why that is.

Is freedom of speech necessary in a free society?

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Freedom of speech is the utmost aspect of democracy in every country nowadays. It suffices to say that without freedom of speech, there is no free society – it would be a dictatorship or another censored and controlled regime that does not allow their citizens to exercise a fundamental right.

In this sense, freedom of speech is essential to build a better society, the greatest objective of a free political model. The reasons that support this argument are the importance of diversity and the value of a constructive debate towards achieving new parameters among citizens. Hence, freedom of speech promotes a channel to maintain the “organization” of a system, where people can present contrasting ideas or sustain the actual position in order to participate in a democratic sphere.

Nevertheless, freedom of speech is a complex aspect in free societies – especially in those in which democracy is in process of consolidation. People do not know how to exercise their rights as citizens and freedom of speech encapsulates these difficulties. Firstly, it can be manipulated by governments. Secondly, it is still limited – not everyone feels comfortable to express their opinions as citizens or know that they have this possibility, as seen in countries in development. Thirdly, freedom of speech does not consist of saying everything you want – on the contrary, it is the act to demonstrate consistent arguments under the rule of law and democracy without being censored by the state.

In conclusion, freedom of speech is not a plain aspect in a free society. It must be understood by its citizens and it should be well applied in the political debates – that comprehends every circumstance in life in a community. Therefore, freedom of speech needs to be developed further in free societies, in the limelight of new contemporary events such as protests and manifestations of citizens where they are discovering its power and impact. Freedom of speech bears the potential to transform the reality known and for this reason is a precious democratic tool that needs to be cherished and nurtured by everyone.

Montreux Jazz Festival

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Norma Jean Martine

Já mencionei aqui no blog como certas músicas me marcam, em especial quando estou viajando, mas o Festival de Montreux me marcou para o resto da vida! Faz um ano que estive em Montreux e só sei que quero voltar, porque cada ano é melhor. O paraíso é lá, estou certa disso. O resto da Suíça estava frio e chuvoso, mas quando chegamos em Montreux (dirigindo por estradas maravilhosas com panoramas incríveis do Lac Léman), tudo estava lindo e ensolarado como se fosse a costa italiana - só que com belas montanhas ao fundo! Vivi um dia digno daqueles filmes felizes entre amigas, mesmo estando sem voz! Em compensação, escutei duas vozes maravilhosas - recomendo Norma Jean Martine e Lianne La Havas para todos!!!

Lianne La Havas

Indicação do leitor

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Hoje eu gostaria de agradecer a indicação de um dos leitores mais assíduos desse blog - e aniversariante do dia :) - que indicou reflexões artísticas maravilhosas. Pretendo desenvolver com calma pelo menos uns dois textos com base nessas sugestões! A imagem de hoje já fala por si só e se relaciona um pouco com dois textos prediletos meus: Cosmic Perspective e Aspirações - Sobre o "fetiche de entendimento".


ps. curioso é que como tenho pouquíssimo tempo para escrever de verdade por aqui, todo texto esporádico que consigo empenhar alguma atenção já se torna meu predileto!


Brasil e adversidades #CopaDasCopas

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Algumas premissas importantes:
1. Sou nacionalista;
2. Não sei nada de futebol;
3. Estou 10x mais interessada na Copa do que eu achava que ia estar.

Não conhecia o jogador Neymar. Logo nos primeiros jogos, ficou claro que a seleção Brasileira era dependente dele e corria um risco a qualquer momento na Copa. Fiquei preocupada com isso na estreia, pois não tinha ciência que o time estava voltado para milagres individuais e sabia que a qualquer hora (em especial nas quartas, semi e principalmente final) tentariam quebrar o Neymar. Ao longo desses jogos, ocorreram várias entradas, quedas e lesões (inclusive Neymar sentindo a perna) e aposto que muitas outras poderiam acontecer, então não dá para ficar “chorando o leite derramado”. Futebol, esporte e demais atividades que colocam o corpo humano além do limite pressupõem risco e o do Brasil era enorme – pois nenhum adversário nas finais iria deixar um time de 1 livre para jogar. Jamais ganharíamos a Copa assim e hoje isso é um fato.

Mas o bonito nessa Copa foi ver como cada seleção se esforçou para jogar com garra e mostrar o seu melhor – e por isso temos a #CopaDasCopas. Um jogo mais surpreendente do que o outro para impressionar até pessoas alienadas do futebol como eu. Esse é o primeiro aspecto que mais gostei; em segundo lugar, é maravilhoso mostrar aos próprios brasileiros e ao mundo que, depois de tanto mimimi, somos sim um país capaz de sediar uma Copa incrível e repleta de emoções.

O futebol, no Brasil, possui um significado que vai além: é um jogo de todos (do #yellowblocks ao verdadeiro futebol de rua) que tem o poder de transformar vidas. É uma ferramenta concreta que pode quebrar a barreira da desigualdade social por meio de talento e muitos esforços, mesmo que essa concretização seja um sonho na proporção de um em um milhão. Não sei se em algum outro país isso é tão forte quanto é aqui – e talvez isso seja ainda pouco valorizado. Acredito que esporte/música/dança, como atividade extracurricular, é um elemento tão importante na formação de uma criança quanto a sala de aula – ainda mais quando criar uma nova realidade para jovens é uma necessidade. É algo que move e faz as pessoas almejarem por mais nas suas vidas.

A Copa, por sua vez, é um evento que une. Não apenas Nações (e o Brasil teve exemplos lindos de como é bonito unir cidadãos do mundo em torno de diversidade e solidariedade), mas o nosso povo. No exato instante do jogo, todos se reúnem em prol de um mesmo contexto (mesmo aqueles que não gostam e preferem dormir na hora do jogo sabem que conscientemente estão perdendo algo). Gosto de chamar isso de ímpeto coletivo – conheci isso na Haia, vila holandesa, durante um belo e único domingo de sol em que t-o-d-a-s as pessoas tiveram apenas um pensamento em voga: ir para praia. É fora de série. E no âmbito da Copa, adoro pensar que todos compartilham aflições, expectativas e alegrias muito similares naquele breve (ou longo, como os cinco minutos de prorrogação das quartas de finais) espaço do jogo. Não seria impressionante se conseguíssemos canalizar isso para outros nobres propósitos? Aprender o que é coletividade?

A copa e o futebol representam esperança. E é por isso que o novo lema do hexa (que antes era um por todos) agora deve ser todos por um (clichê, mas se aplica tão bem ao caso). Esse “um” não é Neymar e sim um todo brasileiro que precisa de motivações para seguir em frente. Conquistar a taça, de algo que possui uma grande força social, em nosso próprio país é... (veremos no dia 13/07).

Como bons brasileiros, que motivação melhor do que uma adversidade para nos forçar a dar um jeito? É por essa razão que acredito na vitória do Brasil e que ainda estamos para ver o melhor que a seleção pode nos mostrar. Provavelmente assistirei ao jogo de terça-feira sozinha, porque não quero ninguém do meu lado que não acredite nisso também.

E se o Brasil ganha da Alemanha na semifinal (como foi tão lindo em 2002), pronto, a Copa é nossa. Mas quis escrever esse texto antes de terça, pois isso não interfere nos princípios que expus acima e sempre vou lutar para que o Brasil seja um país de superação. Penso que todos nós, brasileiros, deveríamos nos perguntar não o que o Brasil pode fazer por mim, mas o que eu posso fazer pelo Brasil? É assim que eu espero que cada jogador jogue em prol de uma coletividade.

ps1. Assisti a entrevista do Felipão no Jornal Nacional que o perguntava sobre o desempenho dos demais atacantes e ele respondeu especificamente sobre o Fred, dizendo que até ele é um bom jogador por poder dar suporte ao time como um todo. Ok então!!! #fé
ps2. Minha promessa de não reclamar mais do Júlio César depois dos pênaltis se mantém.
ps3. Felipão falou em finais e depois se corrigiu, disse final. Terceiro lugar não me importa. Quero é uma final Brasil x Holanda!!! (porque Argentina vai ser fácil demais!)

Pequenas alegrias ao caminho da realização

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Faz muitos meses que este post estava nos rascunhos e hoje, ao acaso, um dos blogs que acompanho publicou um texto com o exato título, mostrando um caso concreto do que queria escrever aqui há tanto tempo. Em meio a um mundo de ansiedade, correria, atribulações e inquietudes, me apego as pequenas alegrias - que fazem toda diferença na minha rotina. E no final das contas, acredito que precisamos ter esse encanto com os pequenos detalhes no mundo - e buscar por nossa felicidade, não importa como e onde. Realização é a minha palavra de vida - e isso se consubstancia com o processo (entre dificuldades e emoções do caminho). Me identifico muito com o que a Bel expôs no caderninho abaixo:



Os trechos que seguem dizem muito sobre mim - e a minha filosofia de vida nos últimos tempos. A propósito, o texto abaixo foi o primeiro que li no Brain Pickings e desde então adoro tudo que tem por lá!

This is where we run into trouble in terms of being fulfilled… You have to make your own happiness, wherever you are. Your job isn’t going to make you happy, your spouse isn’t going to make you happy, the weather isn’t going to make you happy… You have to decide what you want, and you have to find that way of doing it, whether or not the outside circumstances are going to participate in your success… You have to be able to create your own happiness, period. And if you can’t, then you need to find a good shrink who can help you figure out what it’s going to take.
I’m a big proponent of “busy is a decision.” You decide what you want to do and the things that are important to you. And you don’t find the time to do things — you make the time to do things. And if you aren’t doing them because you’re “too busy,” it’s likely not as much of a priority as what you’re actually doing.
Imagine immensities. Pick yourself up from rejection and plow ahead. Don’t compromise.
Start now.
Start now, every single day.
Por fim, um discurso lindo do Obama:

[S]hould you take the path of service, should you choose to take up one of these causes as your own, know that you’ll experience the occasional frustrations and the occasional failures. Even your successes will be marked by imperfections and unintended consequences. I guarantee you, there will be times when friends or family urge you to pursue more sensible endeavors with more tangible rewards. And there will be times where you will be tempted to take their advice.
But I hope you’ll remember, during those times of doubt and frustration, that there is nothing naïve about your impulse to change the world. Because all it takes is one act of service — one blow against injustice — to send forth what Robert Kennedy called that tiny ripple of hope. That’s what changes the world. That one act.

Cosmic perspective

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Planets everywhere - ao "infinito" e além, nas fronteiras do desconhecido

Há algum tempo a frase do Milton Santos me faz pensar: "A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une". Apaixonada por Cosmos, encontro um vídeo do brilhante Neil deGrasse Tyson explicando como "the cosmic perspective reoders what is important in this world". Segundo Tyson, "the noblest ways of recognising it is realizing not what makes us all different but what makes us all common, together, alone - with the fate of planet and the civilization in our hands". Isso é lindo, é astronomia + direito internacional, existe algo mais sensacional na vida?!?!?!



Por favor, assistam os últimos cinco minutos desse vídeo. Não tenho palavras para descrever o quanto admiro essa filosofia para a vida.

Many people want to say "we're special because we're different"
but in fact "we're special because we're the same in such a big cosmos"

Um sorriso que diz muito

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Esse sorriso enorme (essa foto com a arcada completa de sorriso, tipicamente como sorrio sempre que estou bem feliz, minha mãe não deixou eu escolher para o convite porque tem dentes demais!) representa tudo que eu mais queria há cinco anos atrás: um sorriso ideal. Para quem já passou por tanto sofrimento (cirurgia de mandíbula I e II), ter esse sorriso hoje é uma das minhas grandes realizações. E eu não canso de sorrir! :)


Quando viajo para o exterior, muitos ficam impressionados com meu sorriso - e elogiam expressamente "nossa, que dentes!". Dá vontade de dizer: não foi fácil (nem barato!). Em todo caso: obrigada, Dra. Wendy!!!

Our normative power

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Esse vídeo é lindo e diz muito sobre um dos assuntos que mais gosto de divagar, escolhas. Esse tema é comum a todos: hard choices sob a perspectiva que mais aprecio, a autonomia da vontade - vinculando-se ao lema "Seja quem você quer ser". Não faça escolhas com base em easiness of an option e considere suas escolhas de vida, mas não se prenda ao "e se". Talvez o "e se" seja o que mais dificulte as hard choices - enquanto ficamos pensando tanto sobre "o que não é", simplesmente não tomamos uma decisão ou esperamos o mundo tomar por nós. E nem sempre podemos equalizar as medidas e racionalizar os aspectos, até porque muitos não são calcados na razão. Falo isso com conhecimento de causa, pois sinto dificuldade até com as escolhas que teoricamente são fáceis, haha. Quando está simples, não estou satisfeita - ou seja, pela lógica, devo gostar de hard choices. No vídeo acima, há uma grande afirmação: there is no best alternative. Quando verdadeiramente nos damos conta disso, esse grande dilema se desmancha e cabe a nós fazer acontecer. Particularmente, adorei o conceito do nosso normative power. A palestrante só não aborda um aspecto crucial: e quando não depende apenas do nosso mero "querer"? E quando certas coisas são além do nosso "poder"?

Game of Thrones

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Nunca escrevi sobre Game of Thrones por aqui e sei que ainda tem muitas surpresas por vir (só no ano que vem), mas li uma ótima análise dessa season finale e compartilhar alguns aspectos importantes:

1) Even more than in the books, most of these characters aren't only motivated by the pursuit of power — and will actually choose other things over power a lot of the time

2) Most of these characters want something they can never have — and the show has gone of its way to build that up over the past season or two.

3) This past season, in particular, has been about showing a bunch of these characters setting themselves up for self-destruction, in part because they cling to their illusions.

E o exercício do desapego, claro! #valarmorghulis

#vaitercopa e ponto final

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Poderia fazer uma grande análise sociológica dos novos tempos que estamos vivendo e blablabla, mas fato é que #vaitercopa. Haja hipocrisia e mimimi, conjuntura presente nos protestos do ano passado. O vídeo acima, com um trecho do episódio de Newsroom, resume muito bem o que penso sobre o contexto de protestos.

Quanto a copa, é bonitinho ver o que escrevi em 2010 por aqui:

Entretanto, uma outra coisa que não falta no brasileiro é esperança. E não posso deixar de ter esperanças de que o Brasil possa encontrar essa força ideal para fazer valer a copa. Torcer pela Copa é acreditar.

E há mil dias atrás (!).

Rascunhos

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62 rascunhos nesse blog. Outras mil ideias que adoraria escrever. Temos que dar um jeito nisso, não?! Primeiro passo: um novo blog, haha, só para contar as coisas da Europa, voltem lá daqui uns três meses. Por enquanto, por mais que eu goste de escrever, parece que estou protelando outras coisas que deveria fazer - e por isso mesmo juntei o que mais gosto (blogs + escrever + vida acadêmica) e criei um em que me sinto menos culpada escrevendo! :P

What's next?

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Talvez seja o contexto de fim de curso (um longo fim, se contarmos que desde a greve de 2012 estou "quase terminando o curso" - e a sensação de groundhoung day, haha) ou o real desprendimento com a UFES esteja me fazendo refletir sobre "e agora? o que vem pela frente?!". Alguns lidam com isso em desespero, outros em crise e outros com ansiedade (eu, eu, eu!), mas a verdade é que de certa forma não somos preparados/ou maduros o suficiente para encarar o desconhecido. Optamos, muitas vezes, pelo caminho mais conveniente, mais confortável, mais fácil no momento - até a coragem de mudar ou as "condições de mudança" aparecerem. Aí, quando nos damos conta, já estamos velhos, casados, com filhos e parte da vida se passou (nossa, que papo deprimente). E é por isso mesmo que não quero me inserir nesse modus operandi. Quero assumir riscos, fazer coisas que eu achava que não poderia fazer, concretizar minhas aspirações e dar o máximo de mim para alcançar o que almejo. Não é fácil nem linear. Em paralelo, ainda é necessário se alinhar ao que seria convencionalmente adequado de se fazer para só depois poder ter o alcance da liberdade. Tudo tem seu preço - e, mais uma vez, "a vida não é fácil", haha. Passei um mês que nem esse menino - que me faz rir todas as vezes que assisto o vídeo, justamente por eu me identificar tanto com esse sofrimento infantil!!! :P

Em todas as fases da vida, temos o dilema de fazer o que queremos e bem entendemos x o que precisamos fazer e não nos enquadramos; e todos nós nos achamos especiais ou que podemos mais em comparação ao mundano. Só que precisamos transpor esse mimimi - aceitar a vida como ela é e com base nisso ir trabalhando como podemos ir além (e ai quem sabe construir um novo panorama de vida, talvez a longo prazo, em um tortuoso caminho de pedras). E quando vamos caminhando, a luz também vai aparecendo aos poucos. Hoje, sei o que quero para os meus 30 anos - é uma meta ousada, mas qual graça teria se não fosse? Ainda não me atrevo a dizer o que quero para os meu 40 anos. Gosto também de olhar para trás e ver que as pequenas e árduas coisas que queria, consegui - e como elas são valorosas!!! É bom ler algo que escrevi em 2011 e hoje ver "nossa, até que consegui encontrar isso e faz tanto sentido para mim!". Sou muito contente por ter aproveitado o máximo da minha graduação - triste é alguém que está desde o ensino médio preocupado com a vida profissional e simplesmente passa pela graduação, sem se dedicar ao contexto que você só tem lá (meu lema é que, para trabalhar, você tem o resto da vida! :P).


Não sei direito como vai ser o amanhã, mas tenho um norte. Talvez por saber o que gosto, nunca parei para me preocupar de verdade com "meu deus, e agora?! como vai ser?", mas admito que o clima de final de curso tem um pouco disso - um ar de incertezas saindo da rotina de cinco anos que você só precisava ir para a faculdade enquanto cumpria esse papel de estudante face ao panorama de formado-desempregado-fardo para a sociedade. Mas quem disse que devemos achar o emprego "dos nosso sonhos" aos 20 e poucos anos? Deus me livre. Quero algo maior e mais interessante do que isso. Existe uma pressão ao sucesso - mas isso não deveria se traduz em conseguir tudo de forma simples, fácil e rápida. Sucesso de verdade, acho, só a longo prazo. Mas podemos ter uma bússola interior a qualquer momento, para saber se estamos sendo verdadeiros consigo próprios (e não o referencial que as outas pessoas podem ter de você sendo "bem-sucedido"):


De tanto gostar da vida acadêmica e não querer o convencional (ah, você só pode ser professora, ha-ha-ha), acabei inventando a minha própria saída. Por um impulso, tive a iniciativa de criar algo que hoje quero desenvolver muito mais (depois faço um post separado por aqui só para falar disso!) e tenho planos bem grandes para o futuro. Mas tudo é um dia após o outro, e um passo de cada vez. Se eu pudesse dar uma dica nesse caminho de "what's next", responda para si mesmo: o que te move? Qual é a essência da sua motivação? Aonde você quer chegar?

ps. se eu pudesse mesmo, tirava um ano sabático!!! ;)
ps2. esse blog está ficando velho - já é a quarta transformação de design que ele passa e fico muito feliz em estrear o novo estilo com esse post!

Problema x solução

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The solution to a problem — a story that you are unable to finish — is the problem. It isn’t as if the problem is one thing and the solution something else. The problem, properly understood = the solution. Instead of trying to hide or efface what limits the story, capitalize on that very limitation. State it, rail against it.

Susan Sontag

Filosofia da semana

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Vi uma sessão de quotes da Maya Angelou que se enquadra bem como filosofia da semana para mim:

If you don't like something, change it. If you can't change it, change your attitude. Don't complain.

Sou uma pessoa de mimimi e por isso mesmo reconheço que ficar reclamando, muitas vezes, é uma perda de tempo - enquanto poderíamos simplesmente fazer o que precisamos e pronto - "Nothing will work unless you do".

Not knowing

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I want you to feel good about what you are doing but you'll never know. That's the job: Living. And not knowing.
Toda segunda-feira de Mad Men é uma realização a parte. Poderia já criar uma tag de Mad Men aqui de tanto que gosto de escrever sobre isso no blog - e em especial no twitter. É impressionante como cada episódio se supera ou consegue ter uma abordagem tão única. Mas o de hoje... o sentimento é de completude. A série concretizou - em todo contexto, em todos os olhares, em todas as palavras sutis e inclusive na trilha sonora - o início do fim de uma era. Essa era que começou aqui, o outro ponto tão marcante na série. A premissa era: "We're flawed because we want so much more. We're ruined because we get these things and wish for what we had". Mas e aí? Para onde partirmos? A vida segue - e é esse desenvolvimento (e porque não crescimento) que Mad Men mostra: Viver e não saber, entre aspirações e falhas, erro e tentativa. A gente nunca sabe precisamente - não existe uma plenitude que resolva todas as nossas inquietudes - mas existem sim momentos que, quando estamos bem, simplesmente sabemos. Sabemos que é aquilo e pronto, sem second guessing. No meio tempo, precisamos lidar com todas as incertezas e indecisões da vida.


Hoje possivelmente poderia ser a series finale. Finalmente a série alcançou o ponto de equilíbrio chave entre Don e Peggy, de igual para igual mesmo em um mundo machista e desigual (lindo, lindo, quase chorei! "Show me how you think - do it out loud") e todos os demais personagens também tiveram desenvolvimentos relevantes. Mas ainda tem muito mais por vir. (! :)

Pensamento positivo

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O Brasil ainda hoje é menos conhecido e valorizado do que merece. É quase tão grande como a China, mas é uma democracia. O Brasil é quase três vezes maior que a Índia, tem quase o mesmo número de etnias e de religiões, mas vive em paz interna e em paz com os países limítrofes. É quatro vezes maior que a zona do euro, mas tem um único governo e fala uma única língua. O Brasil é o país onde há mais católicos, mas onde a população vive da forma mais pagã. O Brasil é o único país no mundo onde a cultura ainda mantém características de solidariedade, sensualidade, alegria e receptividade.
Entre tantos dilemas velados e desafios, eu ainda gosto de acreditar nisso - mas é um pensamento bem positivo, não? Em todo caso: sinto falta de brasileiros querendo ser brasileiros.

Flores que comprei no sinal de alguém que ficou feliz só por eu ter dado atenção a ele

Coisas que aprendi viajando

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Faz mais de seis meses que gostaria de terminar esse texto, sempre em momentos que estou entre conexões aéreas. Hoje, esperando meu voo para Madrid, finalizo esses escritos. Na verdade, reza a lenda que um dia, quem sabe, farei (mais um) blog só para contar essas aventuras de viagem! Me inspirei a escrever minhas próprias dicas depois que vi esse texto: 18 lessons learned from traveling the world. São lições subjetivas - enquanto as minhas serão, em boa parte, pragmáticas e óbvias; só vi o valor delas errando e aprendendo.


Vamos às dicas:

  • Less is more - essa é uma regra que eu sofro para tentar cumprir; raramente precisamos de 100% das coisas que colocamos na mala.
  • O ideal é viajar com uma bagagem de costas, apenas com coisas utilitárias, e uma boa mala pequena. Insisto levar bolsas grandes de carregar, mas essa não é a ideia mais prática. Se você precisa de uma mala grande, que seja uma mala qualquer: porque ela vai ser machucada no caminho de qualquer forma - pelo menos você minimiza o prejuízo se ela é barata. E um outro detalhe importante: tire foto da mala que será embarcada e identifique-a (eu não acreditava nisso até ter uma bagagem extraviada e ver existiam mil malas extraviadas iguais a minha).
  • Check-in mobile: não há coisa melhor, em termos de praticidade, em especial sem bagagem para despachar. Mas apenas faça esse check-in se tiver confiança que não vai perder a reserva do voo, né! Caso seja um check-in em cima da hora, a única coisa que eu tenho a dizer é: corra. Entre correndo para o embarque que ainda pode dar tempo.
  • Só faço check-in no totem se é vantagem - pressa, sem malas ou com fila especial para despacho, senão tanto faz.
  • Prefira poltronas do fim do avião, dizem que são mais seguras em caso de acidente. Em vôo internacional é ótimo, porque você embarca primeiro. Em vôos nacionais acabo escolhendo poltronas da frente também - e valorizo espaço. Estou convicta que vale a pena escolher a poltrona de emergência em vôos internacionais, enquanto não tenho o privilégio de classe executiva...
  • É muito importante ter as informações principais em mãos e impressas; os ônibus interpaíses na Europa, por exemplo, só aceitam o comprovante em papel e fim de papo. Leve xerox também dos documentos pessoais mais relevantes, bem como dos cartões de crédito.


  • Pontualidade para trens: significa chegar com exatos cinco minutos de antecedência, nada mais nem nada menos. Chegar adiantado não é pontualidade.
  • Se você está pegando trem (TGV, AVE) pela primeira vez em determinado lugar, faça um reconhecimento de área antes. Tentar encontrar o local certo da plataforma com o tempo curto ou logo na hora andando com as malas é um stress que pode ser evitado!
  • Muita atenção com as passagens de conexão!!! Verifique sempre se seu bilhete está com lugar marcado - se apenas está escrito gate, senta que lá vem enrolação de overbooking...
  • Filas: não precisa esperar em pé o embarque, mas também não se distraia muito no meio tempo - o embarque pode ser muito mais breve e eficiente que você imaginava. E ah! Hoje a fila de prioridade costuma ser maior do que a normal, então...
  • Planeje seus horários + trânsito: Nunca compre passagens, por exemplo, saindo do Rio de Janeiro em uma sexta-feira à noite.
  • Ao meu ver, os horários mais lindos de se voar são 11h/12h (ver o sol radiante brilhando no oceano azul) e 17h/18h (viajar no fim de tarde é sempre maravilhoso para ver o pôr-do-sol e, quem sabe, o luar e as estrelas! Nada melhor do que viajar você e a imensidão de céu escuro e estrelas).
  • Menos conexões: facilite sua vida. Lembre-se que mais conexões significa também maior complexidade para o trâmite da sua mala, que pode se perder por aí.
  • Antecipe seu voo quando oferecerem a oportunidade!
  • Não fique à mercê da sorte: planeje todos os detalhes, não deixe para verificar aspectos importantes em cima da hora e esteja inclusive preparado para imprevistos! Mas a frase mais bonitinha que eu já ouvi de uma criança no embarque foi: “poxa, mamãe, nem deu para ouvirmos nosso nome no blablabla last call!” :P
  • Fique de olho no câmbio e não hesite em comprar quando o ver caindo; para levar valores grandes em espécie, recomendo a transação no Banco do Brasil, caso contrário, sai praticamente o mesmo que nas casas de câmbio/cartões de débito internacional. E cuidado com as surpresas no cartão de crédito!
  • Conheça os termos da sua reserva, visto, passaporte e fronteiras no seu trajeto.
  • Escolha sempre se hospedar perto de uma estação de metrô!
  • Faça uma análise minuciosa de custo benefício entre viajar de carro x trem x ônibus x avião: nem sempre o mais barato é melhor. Experiência própria: as viagens de ônibus que fiz pela Europa foram bem peculiares...
  • Aconteceu algum problema? Anote todos os fatos e seja firme em clamar por seus direitos. Reza a lenda que eu tenho um processo a submeter contra a KLM/Air France: "Em que pese os dissabores que envolvem uma disputa judicial, devemo-nos sentir encorajados a lutar por nossos direitos, pois a indenização mencionada possui uma dupla função: reparatória e pedagógica - sendo o objetivo desta última punir o mau prestador de serviços para que ele se adeque e passe a prestar serviços de qualidade".
  • Conheça um mínimo do idioma para onde está indo viajar: "There’s also nothing like surprising people by speaking their language".
  • E, por último mas não menos importante, não recaia no chato e convencional. Descubra o que é Wanderlust! "Everyone’s journey is their own. Do what you want, when you want, and for how long you want. They will change your life."


    obs. e consegui terminar o post no momento certo para embarcar! Hasta la vista!

  • Marvel's girl

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    Esse post é só para confessar como sou um "menino" no quesito filmes da Marvel e DC. Esse detalhe contribui também, então por isso que me considero uma "Marvel's girl". :P Acabei de assistir Captain America: The Winter Soldier e não poderia estar mais empolgada na minha essência de pequena infante. Definitivamente o filme entra para a minha lista de melhores! Talvez, no final das contas, eu goste mesmo é de Joss Whedon, desde que fui apresentada a Serenity e outras coisas boas mais!

    Fora X-Men que daqui a pouco está em cartaz, temos por vir:

    Guardians of the Galaxy - August 1, 2014;
    The Avengers: Age of Ultron - May 1, 2015;
    Ant-Man - July 17, 2015
    Unannounced films for May 6 2016, July 8 2016 and May 5 2017.

    Lembrete: Tenho que assistir Agents of S.H.I.E.L.D.

    ps. Gostaria de constar toda a minha indignação pelos cinemas que cortam os easter eggs (logo na páscoa!) que tanto esperamos ao fim dos créditos.

    The Night Watch

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    Esse é um dos quadros mais famosos de Rembrandt. Olha por tudo que ele passou:

    On January 13, 1911, a man slashed the painting with a shoemaker's knife.

    The work was attacked with a bread knife by an unemployed school teacher on September 14, 1975, resulting in several large zig-zagged slashes. It was successfully restored after four years, but some evidence of the damage is still visible up close. The man was never charged and committed suicide in a mental institution in April 1976.

    On April 6, 1990, a man sprayed acid onto the painting with a concealed pump bottle. Security guards intervened and water was quickly sprayed onto the canvas. The acid had only penetrated the varnish layer of the painting and it was fully restored.

    E está maravilhosamente exposto na Holanda até os dias de hoje, resistente a todas as adversidades ao longo do século :P

    A vida como ela é

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    Sei que já escrevi muito sobre escolhas por aqui - e isso acaba dizendo bastante sobre mim também. Mas hoje li um texto do Alex Castro que reflete muito do que penso; recorrentemente cito ele aqui no blog, talvez por acompanhá-lo desde os momentos que comecei a escrever essas divagações. Hoje, não concordo com tudo que ele diz, mas as perspectivas dele são sempre interessantes e algumas coisas me marcam, como o texto abaixo:

    não existe isso de escolha certa.
    não faz sentido se torturar para decidir qual é o caminho certo. isso só leva a infelicidade. pois no primeiro contratempo você vai concluir que caminho certo era o outro, que você escolheu errado, que é um idiota. (e sempre vai haver um contratempo.) a busca pela escolha certa sempre leva à infelicidade, não interessa o resultado.
    e eu convido as pessoas a jogarem fora essa noção de certo. se estão considerando seriamente duas escolhas, então é porque com certeza ambas são “certas”, ou seja, ambas tem méritos o suficiente para merecerem consideração e reflexão.
    mas a escolha é inevitável. (achar que podemos ter tudo é o maior sintoma de uma personalidade infantil, imatura, narcissista.) então, nos resta medir nossas prioridades e escolher – sempre sabendo que nenhuma escolha é perfeita, sempre sabendo que toda escolha implica uma perda.
    uma vez, eu disse no blog que não tinha arrependimentos e caíram vários leitores de pau em mim, dizendo que era impossível, que estava gastando onda, etc. mas eu repito: se você sinceramente encara a vida como expus acima, a própria noção de arrependimento perde o sentido. você não tem COMO se arrepender.
    hoje, sabendo tudo o que eu sei, eu não teria ido para os estados unidos em 2005. mas eu hoje só sei tudo o que eu sei porque eu de fato fui para Nova Orleans em 2005 e morei lá por seis anos. e eu sempre vou ter morado seis anos em Nova Orleans. e essa experiência sempre vai ter me modificado e definido. então, não faz nenhum sentido falar em arrependimento. claro que não me arrependo de nada. como poderia?
    * * *
    para receber os textos do autor:
    http://alexcastro.com.br/assine/

    Toda escolha é difícil justamente por nos forçar a abrir mão de outras coisas. Costumamos pensar que escolhas são apenas ganhos (no pensamento: "olha, como é bom ter opções e poder decidir!"), mas não consideramos que toda escolha é uma perda. Erros e acertos, tentativa e aprendizagem. Intercaladas notícias boas e ruins pelo caminho. A vida como é ela demonstra que só nos resta assumirmos responsabilidade pelos nossos atos, sem meias-desculpas ou arrependimentos, para arcarmos - e vivermos bem - com as consequências do que escolhemos todos os dias.

    Aniversário

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    Esse ano, tive um primeiro de abril tão leve e alegre! :) Mas o que quero tratar aqui é algo curioso: geralmente, nos dias do meu aniversário, acordo com uma trilha sonora na cabeça - sério! haha. Sou boa nesse negócio de dormir e sonhar, e às vezes o sonho é musical. Lembro que, aos 18, acordei com a ótima música de Morning Glory!

    Ano passado, lovefool:


    Hoje, acordei com essa, clichê mas que ficou na minha cabeça :)


    Mar

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    Hoje sonhei de novo com o mar. Fazia tempo que não tinha sonhos desse tipo. E é sempre em Manguinhos. Sonhei com uma praia, no amanhecer, em que pairava essa sensação de solitude + voidness, o que foi muito curioso. Sentia isso tocando na areia, olhando para o mar e esperando as ondas/tsunami por vir. E com tranquilidade. Quando o mar finalmente começou a se agitar, meu sonho terminou com a frase "é hora".

    Girls

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    Via de regra, não gosto de Girls. Dos atores meio mais ou menos, da caracterização tão realista que quase denigre, do típico drama feminino egocêntrico. Mas (e aí que vem a graça da vida), se você insiste em algo mais ou menos existem duas possibilidades: (i) você se acostuma; (ii) você eventualmente se surpreende. Escrevo hoje apenas para dizer que finalmente achei um episódio de Girls decente: criativo, dinâmico em vinte minutos (esse é o melhor atributo da série) e real sem forçar a barra - conseguindo até ser verdadeiro e autentico. No final das contas, gosto de Girls porque fico impressionada como a HBO se permite fazer uma série tão intencionalmente despretensiosa - é assim que eu caracterizaria Girls, a vida como ela é (o que às vezes até me espanta - se o mundo feminino está tão difícil assim mesmo). Só para constar, assisto esporadicamente Girls, mas até tive uma frequência mais fiel com essa última temporada já que achei que melhorou um pouquinho. Em todo caso, a HBO tem um voto de confiança comigo desde Rome (uma das melhores séries que já assisti), até aos altos e baixos de In Therapy e Game of Thrones. Mais recentemente, estou hipnotizada por True Detective. Não assisto outras boas produções da HBO e afins porque não é possível ver/ler/conhecer tudo na vida; tenho que utilizar critérios seletivos, cada coisa de cada vez.

    obs. Isso faz parte da minha lista de guilty pleasures - acho que deveria ter uma tag no blog disso :P (e meu deus, Revenge recebe uma nota maior no IMDb, vou começar a repensar esse critério de avaliação).

    Dare to dream

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    Le seul fait de rêver est déjà très important,
    Je vous souhaite des rêves à n’en plus finir,
    Et l’envie furieuse d’en réaliser quelques- uns,
    Je vous souhaite d’aimer ce qu’il faut aimer,
    Je vous souhaite d’oublier ce qu’il faut oublier,
    Je vous souhaite des chants d’oiseaux au réveil,
    Je vous souhaite des rires d’enfants,
    Je vous souhaite des silences,
    Je vous souhaite de résister à l’enlisement,
    À l’indifférence, aux vertus négatives de notre époque.
    Je vous souhaite surtout d’être vous.

    Jacques Brel

    Sigh no more

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    Much ado about nothing

    Sigh no more, ladies, sigh no more,
    Men were deceivers ever;
    One foot in sea, and one on shore,
    To one thing constant never.
    Then sigh not so,
    But let them go,
    And be you blith and bonny,
    Converting all your sounds of woe
    Into Hey nonny, nonny.

    William Shakespeare