Not knowing

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I want you to feel good about what you are doing but you'll never know. That's the job: Living. And not knowing.
Toda segunda-feira de Mad Men é uma realização a parte. Poderia já criar uma tag de Mad Men aqui de tanto que gosto de escrever sobre isso no blog - e em especial no twitter. É impressionante como cada episódio se supera ou consegue ter uma abordagem tão única. Mas o de hoje... o sentimento é de completude. A série concretizou - em todo contexto, em todos os olhares, em todas as palavras sutis e inclusive na trilha sonora - o início do fim de uma era. Essa era que começou aqui, o outro ponto tão marcante na série. A premissa era: "We're flawed because we want so much more. We're ruined because we get these things and wish for what we had". Mas e aí? Para onde partirmos? A vida segue - e é esse desenvolvimento (e porque não crescimento) que Mad Men mostra: Viver e não saber, entre aspirações e falhas, erro e tentativa. A gente nunca sabe precisamente - não existe uma plenitude que resolva todas as nossas inquietudes - mas existem sim momentos que, quando estamos bem, simplesmente sabemos. Sabemos que é aquilo e pronto, sem second guessing. No meio tempo, precisamos lidar com todas as incertezas e indecisões da vida.


Hoje possivelmente poderia ser a series finale. Finalmente a série alcançou o ponto de equilíbrio chave entre Don e Peggy, de igual para igual mesmo em um mundo machista e desigual (lindo, lindo, quase chorei! "Show me how you think - do it out loud") e todos os demais personagens também tiveram desenvolvimentos relevantes. Mas ainda tem muito mais por vir. (! :)