What's next?

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Talvez seja o contexto de fim de curso (um longo fim, se contarmos que desde a greve de 2012 estou "quase terminando o curso" - e a sensação de groundhoung day, haha) ou o real desprendimento com a UFES esteja me fazendo refletir sobre "e agora? o que vem pela frente?!". Alguns lidam com isso em desespero, outros em crise e outros com ansiedade (eu, eu, eu!), mas a verdade é que de certa forma não somos preparados/ou maduros o suficiente para encarar o desconhecido. Optamos, muitas vezes, pelo caminho mais conveniente, mais confortável, mais fácil no momento - até a coragem de mudar ou as "condições de mudança" aparecerem. Aí, quando nos damos conta, já estamos velhos, casados, com filhos e parte da vida se passou (nossa, que papo deprimente). E é por isso mesmo que não quero me inserir nesse modus operandi. Quero assumir riscos, fazer coisas que eu achava que não poderia fazer, concretizar minhas aspirações e dar o máximo de mim para alcançar o que almejo. Não é fácil nem linear. Em paralelo, ainda é necessário se alinhar ao que seria convencionalmente adequado de se fazer para só depois poder ter o alcance da liberdade. Tudo tem seu preço - e, mais uma vez, "a vida não é fácil", haha. Passei um mês que nem esse menino - que me faz rir todas as vezes que assisto o vídeo, justamente por eu me identificar tanto com esse sofrimento infantil!!! :P

Em todas as fases da vida, temos o dilema de fazer o que queremos e bem entendemos x o que precisamos fazer e não nos enquadramos; e todos nós nos achamos especiais ou que podemos mais em comparação ao mundano. Só que precisamos transpor esse mimimi - aceitar a vida como ela é e com base nisso ir trabalhando como podemos ir além (e ai quem sabe construir um novo panorama de vida, talvez a longo prazo, em um tortuoso caminho de pedras). E quando vamos caminhando, a luz também vai aparecendo aos poucos. Hoje, sei o que quero para os meus 30 anos - é uma meta ousada, mas qual graça teria se não fosse? Ainda não me atrevo a dizer o que quero para os meu 40 anos. Gosto também de olhar para trás e ver que as pequenas e árduas coisas que queria, consegui - e como elas são valorosas!!! É bom ler algo que escrevi em 2011 e hoje ver "nossa, até que consegui encontrar isso e faz tanto sentido para mim!". Sou muito contente por ter aproveitado o máximo da minha graduação - triste é alguém que está desde o ensino médio preocupado com a vida profissional e simplesmente passa pela graduação, sem se dedicar ao contexto que você só tem lá (meu lema é que, para trabalhar, você tem o resto da vida! :P).


Não sei direito como vai ser o amanhã, mas tenho um norte. Talvez por saber o que gosto, nunca parei para me preocupar de verdade com "meu deus, e agora?! como vai ser?", mas admito que o clima de final de curso tem um pouco disso - um ar de incertezas saindo da rotina de cinco anos que você só precisava ir para a faculdade enquanto cumpria esse papel de estudante face ao panorama de formado-desempregado-fardo para a sociedade. Mas quem disse que devemos achar o emprego "dos nosso sonhos" aos 20 e poucos anos? Deus me livre. Quero algo maior e mais interessante do que isso. Existe uma pressão ao sucesso - mas isso não deveria se traduz em conseguir tudo de forma simples, fácil e rápida. Sucesso de verdade, acho, só a longo prazo. Mas podemos ter uma bússola interior a qualquer momento, para saber se estamos sendo verdadeiros consigo próprios (e não o referencial que as outas pessoas podem ter de você sendo "bem-sucedido"):


De tanto gostar da vida acadêmica e não querer o convencional (ah, você só pode ser professora, ha-ha-ha), acabei inventando a minha própria saída. Por um impulso, tive a iniciativa de criar algo que hoje quero desenvolver muito mais (depois faço um post separado por aqui só para falar disso!) e tenho planos bem grandes para o futuro. Mas tudo é um dia após o outro, e um passo de cada vez. Se eu pudesse dar uma dica nesse caminho de "what's next", responda para si mesmo: o que te move? Qual é a essência da sua motivação? Aonde você quer chegar?

ps. se eu pudesse mesmo, tirava um ano sabático!!! ;)
ps2. esse blog está ficando velho - já é a quarta transformação de design que ele passa e fico muito feliz em estrear o novo estilo com esse post!