Resumo de 2014

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Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...

Esse trecho do poema O Tempo, de Mário Quintana, resume perfeitamente minha sensação quanto a 2014. Um ano que eu achava que tudo ia demorar tanto a chegar e quando mal percebi, o tempo voou. Essa é a ironia de esperar pelas coisas e no final das contas,


O tempo é a nossa medida de significado. O tempo tem duas perspectivas - de ser a única maneira fixa que conhecemos de mesurar o presente enquanto a nossa percepção é relativa. Tempo é constante movimento e cada pessoa tem seu próprio ritmo. As mudanças, novidades, realizações vem junto - e a finitude molda isso. Qual a graça se tivéssemos um ano que não acabasse? Que não pudesse proporcionar um sentido de closure e novos começos? Não sabia o que ia ser de 2014 e foi muito mais do que eu poderia esperar!


Gosto de uma filosofia do ballet. Balanchine dizia “What are you saving it for?” para que os bailarinos sempre dançassem mais, e vivessem uma coreografia ao máximo - da maneira mais grandiosa e impressionante possível. Aprendi em 2014 que não podemos deixar para o amanhã a expectativa de realizar o que queremos, porque o tempo é agora. Mas tudo tem seu tempo =)

ps. acho que deveria fazer um label "tempo" aqui no blog, porque é a temática recorrente de todos os anos!