Pequenas alegrias ao caminho da realização

+ Ver comentários

Faz muitos meses que este post estava nos rascunhos e hoje, ao acaso, um dos blogs que acompanho publicou um texto com o exato título, mostrando um caso concreto do que queria escrever aqui há tanto tempo. Em meio a um mundo de ansiedade, correria, atribulações e inquietudes, me apego as pequenas alegrias - que fazem toda diferença na minha rotina. E no final das contas, acredito que precisamos ter esse encanto com os pequenos detalhes no mundo - e buscar por nossa felicidade, não importa como e onde. Realização é a minha palavra de vida - e isso se consubstancia com o processo (entre dificuldades e emoções do caminho). Me identifico muito com o que a Bel expôs no caderninho abaixo:



Os trechos que seguem dizem muito sobre mim - e a minha filosofia de vida nos últimos tempos. A propósito, o texto abaixo foi o primeiro que li no Brain Pickings e desde então adoro tudo que tem por lá!

This is where we run into trouble in terms of being fulfilled… You have to make your own happiness, wherever you are. Your job isn’t going to make you happy, your spouse isn’t going to make you happy, the weather isn’t going to make you happy… You have to decide what you want, and you have to find that way of doing it, whether or not the outside circumstances are going to participate in your success… You have to be able to create your own happiness, period. And if you can’t, then you need to find a good shrink who can help you figure out what it’s going to take.
I’m a big proponent of “busy is a decision.” You decide what you want to do and the things that are important to you. And you don’t find the time to do things — you make the time to do things. And if you aren’t doing them because you’re “too busy,” it’s likely not as much of a priority as what you’re actually doing.
Imagine immensities. Pick yourself up from rejection and plow ahead. Don’t compromise.
Start now.
Start now, every single day.
Por fim, um discurso lindo do Obama:

[S]hould you take the path of service, should you choose to take up one of these causes as your own, know that you’ll experience the occasional frustrations and the occasional failures. Even your successes will be marked by imperfections and unintended consequences. I guarantee you, there will be times when friends or family urge you to pursue more sensible endeavors with more tangible rewards. And there will be times where you will be tempted to take their advice.
But I hope you’ll remember, during those times of doubt and frustration, that there is nothing naïve about your impulse to change the world. Because all it takes is one act of service — one blow against injustice — to send forth what Robert Kennedy called that tiny ripple of hope. That’s what changes the world. That one act.

Cosmic perspective

+ Ver comentários
Planets everywhere - ao "infinito" e além, nas fronteiras do desconhecido

Há algum tempo a frase do Milton Santos me faz pensar: "A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une". Apaixonada por Cosmos, encontro um vídeo do brilhante Neil deGrasse Tyson explicando como "the cosmic perspective reoders what is important in this world". Segundo Tyson, "the noblest ways of recognising it is realizing not what makes us all different but what makes us all common, together, alone - with the fate of planet and the civilization in our hands". Isso é lindo, é astronomia + direito internacional, existe algo mais sensacional na vida?!?!?!



Por favor, assistam os últimos cinco minutos desse vídeo. Não tenho palavras para descrever o quanto admiro essa filosofia para a vida.

Many people want to say "we're special because we're different"
but in fact "we're special because we're the same in such a big cosmos"

Um sorriso que diz muito

+ Ver comentários

Esse sorriso enorme (essa foto com a arcada completa de sorriso, tipicamente como sorrio sempre que estou bem feliz, minha mãe não deixou eu escolher para o convite porque tem dentes demais!) representa tudo que eu mais queria há cinco anos atrás: um sorriso ideal. Para quem já passou por tanto sofrimento (cirurgia de mandíbula I e II), ter esse sorriso hoje é uma das minhas grandes realizações. E eu não canso de sorrir! :)


Quando viajo para o exterior, muitos ficam impressionados com meu sorriso - e elogiam expressamente "nossa, que dentes!". Dá vontade de dizer: não foi fácil (nem barato!). Em todo caso: obrigada, Dra. Wendy!!!

Our normative power

+ Ver comentários

Esse vídeo é lindo e diz muito sobre um dos assuntos que mais gosto de divagar, escolhas. Esse tema é comum a todos: hard choices sob a perspectiva que mais aprecio, a autonomia da vontade - vinculando-se ao lema "Seja quem você quer ser". Não faça escolhas com base em easiness of an option e considere suas escolhas de vida, mas não se prenda ao "e se". Talvez o "e se" seja o que mais dificulte as hard choices - enquanto ficamos pensando tanto sobre "o que não é", simplesmente não tomamos uma decisão ou esperamos o mundo tomar por nós. E nem sempre podemos equalizar as medidas e racionalizar os aspectos, até porque muitos não são calcados na razão. Falo isso com conhecimento de causa, pois sinto dificuldade até com as escolhas que teoricamente são fáceis, haha. Quando está simples, não estou satisfeita - ou seja, pela lógica, devo gostar de hard choices. No vídeo acima, há uma grande afirmação: there is no best alternative. Quando verdadeiramente nos damos conta disso, esse grande dilema se desmancha e cabe a nós fazer acontecer. Particularmente, adorei o conceito do nosso normative power. A palestrante só não aborda um aspecto crucial: e quando não depende apenas do nosso mero "querer"? E quando certas coisas são além do nosso "poder"?

Game of Thrones

+ Ver comentários

Nunca escrevi sobre Game of Thrones por aqui e sei que ainda tem muitas surpresas por vir (só no ano que vem), mas li uma ótima análise dessa season finale e compartilhar alguns aspectos importantes:

1) Even more than in the books, most of these characters aren't only motivated by the pursuit of power — and will actually choose other things over power a lot of the time

2) Most of these characters want something they can never have — and the show has gone of its way to build that up over the past season or two.

3) This past season, in particular, has been about showing a bunch of these characters setting themselves up for self-destruction, in part because they cling to their illusions.

E o exercício do desapego, claro! #valarmorghulis

#vaitercopa e ponto final

+ Ver comentários

Poderia fazer uma grande análise sociológica dos novos tempos que estamos vivendo e blablabla, mas fato é que #vaitercopa. Haja hipocrisia e mimimi, conjuntura presente nos protestos do ano passado. O vídeo acima, com um trecho do episódio de Newsroom, resume muito bem o que penso sobre o contexto de protestos.

Quanto a copa, é bonitinho ver o que escrevi em 2010 por aqui:

Entretanto, uma outra coisa que não falta no brasileiro é esperança. E não posso deixar de ter esperanças de que o Brasil possa encontrar essa força ideal para fazer valer a copa. Torcer pela Copa é acreditar.

E há mil dias atrás (!).

Rascunhos

+ Ver comentários

62 rascunhos nesse blog. Outras mil ideias que adoraria escrever. Temos que dar um jeito nisso, não?! Primeiro passo: um novo blog, haha, só para contar as coisas da Europa, voltem lá daqui uns três meses. Por enquanto, por mais que eu goste de escrever, parece que estou protelando outras coisas que deveria fazer - e por isso mesmo juntei o que mais gosto (blogs + escrever + vida acadêmica) e criei um em que me sinto menos culpada escrevendo! :P

What's next?

+ Ver comentários

Talvez seja o contexto de fim de curso (um longo fim, se contarmos que desde a greve de 2012 estou "quase terminando o curso" - e a sensação de groundhoung day, haha) ou o real desprendimento com a UFES esteja me fazendo refletir sobre "e agora? o que vem pela frente?!". Alguns lidam com isso em desespero, outros em crise e outros com ansiedade (eu, eu, eu!), mas a verdade é que de certa forma não somos preparados/ou maduros o suficiente para encarar o desconhecido. Optamos, muitas vezes, pelo caminho mais conveniente, mais confortável, mais fácil no momento - até a coragem de mudar ou as "condições de mudança" aparecerem. Aí, quando nos damos conta, já estamos velhos, casados, com filhos e parte da vida se passou (nossa, que papo deprimente). E é por isso mesmo que não quero me inserir nesse modus operandi. Quero assumir riscos, fazer coisas que eu achava que não poderia fazer, concretizar minhas aspirações e dar o máximo de mim para alcançar o que almejo. Não é fácil nem linear. Em paralelo, ainda é necessário se alinhar ao que seria convencionalmente adequado de se fazer para só depois poder ter o alcance da liberdade. Tudo tem seu preço - e, mais uma vez, "a vida não é fácil", haha. Passei um mês que nem esse menino - que me faz rir todas as vezes que assisto o vídeo, justamente por eu me identificar tanto com esse sofrimento infantil!!! :P

Em todas as fases da vida, temos o dilema de fazer o que queremos e bem entendemos x o que precisamos fazer e não nos enquadramos; e todos nós nos achamos especiais ou que podemos mais em comparação ao mundano. Só que precisamos transpor esse mimimi - aceitar a vida como ela é e com base nisso ir trabalhando como podemos ir além (e ai quem sabe construir um novo panorama de vida, talvez a longo prazo, em um tortuoso caminho de pedras). E quando vamos caminhando, a luz também vai aparecendo aos poucos. Hoje, sei o que quero para os meus 30 anos - é uma meta ousada, mas qual graça teria se não fosse? Ainda não me atrevo a dizer o que quero para os meu 40 anos. Gosto também de olhar para trás e ver que as pequenas e árduas coisas que queria, consegui - e como elas são valorosas!!! É bom ler algo que escrevi em 2011 e hoje ver "nossa, até que consegui encontrar isso e faz tanto sentido para mim!". Sou muito contente por ter aproveitado o máximo da minha graduação - triste é alguém que está desde o ensino médio preocupado com a vida profissional e simplesmente passa pela graduação, sem se dedicar ao contexto que você só tem lá (meu lema é que, para trabalhar, você tem o resto da vida! :P).


Não sei direito como vai ser o amanhã, mas tenho um norte. Talvez por saber o que gosto, nunca parei para me preocupar de verdade com "meu deus, e agora?! como vai ser?", mas admito que o clima de final de curso tem um pouco disso - um ar de incertezas saindo da rotina de cinco anos que você só precisava ir para a faculdade enquanto cumpria esse papel de estudante face ao panorama de formado-desempregado-fardo para a sociedade. Mas quem disse que devemos achar o emprego "dos nosso sonhos" aos 20 e poucos anos? Deus me livre. Quero algo maior e mais interessante do que isso. Existe uma pressão ao sucesso - mas isso não deveria se traduz em conseguir tudo de forma simples, fácil e rápida. Sucesso de verdade, acho, só a longo prazo. Mas podemos ter uma bússola interior a qualquer momento, para saber se estamos sendo verdadeiros consigo próprios (e não o referencial que as outas pessoas podem ter de você sendo "bem-sucedido"):


De tanto gostar da vida acadêmica e não querer o convencional (ah, você só pode ser professora, ha-ha-ha), acabei inventando a minha própria saída. Por um impulso, tive a iniciativa de criar algo que hoje quero desenvolver muito mais (depois faço um post separado por aqui só para falar disso!) e tenho planos bem grandes para o futuro. Mas tudo é um dia após o outro, e um passo de cada vez. Se eu pudesse dar uma dica nesse caminho de "what's next", responda para si mesmo: o que te move? Qual é a essência da sua motivação? Aonde você quer chegar?

ps. se eu pudesse mesmo, tirava um ano sabático!!! ;)
ps2. esse blog está ficando velho - já é a quarta transformação de design que ele passa e fico muito feliz em estrear o novo estilo com esse post!

Problema x solução

+ Ver comentários

The solution to a problem — a story that you are unable to finish — is the problem. It isn’t as if the problem is one thing and the solution something else. The problem, properly understood = the solution. Instead of trying to hide or efface what limits the story, capitalize on that very limitation. State it, rail against it.

Susan Sontag