Impressionismo

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The Impressionist painters of the nineteenth century had an implicit philosophy of transience that points us in a wiser direction. They accepted the transience of happiness as an inherent feature of existence and could in turn help us to grow more at peace with it. Sisley’s painting of a winter scene in France focuses on a set of attractive but utterly fugitive things. Towards dusk, the sun nearly breaks through the landscape. For a little time, the glow of the sky makes the bare branches less severe. The snow and the grey walls have a quiet harmony; the cold seems manageable, almost exciting. In a few minutes, night will close in.

Impressionism is interested in the fact that the things we love most change, are only around a very short time and then disappear. It celebrates the sort of happiness that lasts a few minutes, rather than years. In this painting, the sky is beautiful at this moment, but it is about to go dark. This style of art cultivates a skill that extends far beyond art itself: a skill at accepting and attending to short-lived moments of satisfaction.

The peaks of life tend to be brief. With the Impressionists to guide us, we should be ready to appreciate isolated moments of everyday paradise whenever they come our way.
"The Unbearable Lightness of Being": And therein lies the whole of man's plight. Human time does not turn in a circle; it runs ahead in a straight line. That is why man cannot be happy: happiness is the longing for repetition. Happiness lies in repetition; repetition is at the heart of eternal return; eternal return is what gives lives weight. Because humans don't experience things circularly, events are not repeated for us, which means they don't gather weight, which means they are light – unbearably so. Hence… the unbearable lightness of being. Kundera began his novel with a premise stated right there in his title: life is light, and is unbearable because of it. And it's not until the end of the novel that he concludes his arguments as to why that is.

Is freedom of speech necessary in a free society?

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Freedom of speech is the utmost aspect of democracy in every country nowadays. It suffices to say that without freedom of speech, there is no free society – it would be a dictatorship or another censored and controlled regime that does not allow their citizens to exercise a fundamental right.

In this sense, freedom of speech is essential to build a better society, the greatest objective of a free political model. The reasons that support this argument are the importance of diversity and the value of a constructive debate towards achieving new parameters among citizens. Hence, freedom of speech promotes a channel to maintain the “organization” of a system, where people can present contrasting ideas or sustain the actual position in order to participate in a democratic sphere.

Nevertheless, freedom of speech is a complex aspect in free societies – especially in those in which democracy is in process of consolidation. People do not know how to exercise their rights as citizens and freedom of speech encapsulates these difficulties. Firstly, it can be manipulated by governments. Secondly, it is still limited – not everyone feels comfortable to express their opinions as citizens or know that they have this possibility, as seen in countries in development. Thirdly, freedom of speech does not consist of saying everything you want – on the contrary, it is the act to demonstrate consistent arguments under the rule of law and democracy without being censored by the state.

In conclusion, freedom of speech is not a plain aspect in a free society. It must be understood by its citizens and it should be well applied in the political debates – that comprehends every circumstance in life in a community. Therefore, freedom of speech needs to be developed further in free societies, in the limelight of new contemporary events such as protests and manifestations of citizens where they are discovering its power and impact. Freedom of speech bears the potential to transform the reality known and for this reason is a precious democratic tool that needs to be cherished and nurtured by everyone.

Montreux Jazz Festival

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Norma Jean Martine

Já mencionei aqui no blog como certas músicas me marcam, em especial quando estou viajando, mas o Festival de Montreux me marcou para o resto da vida! Faz um ano que estive em Montreux e só sei que quero voltar, porque cada ano é melhor. O paraíso é lá, estou certa disso. O resto da Suíça estava frio e chuvoso, mas quando chegamos em Montreux (dirigindo por estradas maravilhosas com panoramas incríveis do Lac Léman), tudo estava lindo e ensolarado como se fosse a costa italiana - só que com belas montanhas ao fundo! Vivi um dia digno daqueles filmes felizes entre amigas, mesmo estando sem voz! Em compensação, escutei duas vozes maravilhosas - recomendo Norma Jean Martine e Lianne La Havas para todos!!!

Lianne La Havas

Indicação do leitor

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Hoje eu gostaria de agradecer a indicação de um dos leitores mais assíduos desse blog - e aniversariante do dia :) - que indicou reflexões artísticas maravilhosas. Pretendo desenvolver com calma pelo menos uns dois textos com base nessas sugestões! A imagem de hoje já fala por si só e se relaciona um pouco com dois textos prediletos meus: Cosmic Perspective e Aspirações - Sobre o "fetiche de entendimento".


ps. curioso é que como tenho pouquíssimo tempo para escrever de verdade por aqui, todo texto esporádico que consigo empenhar alguma atenção já se torna meu predileto!


Brasil e adversidades #CopaDasCopas

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Algumas premissas importantes:
1. Sou nacionalista;
2. Não sei nada de futebol;
3. Estou 10x mais interessada na Copa do que eu achava que ia estar.

Não conhecia o jogador Neymar. Logo nos primeiros jogos, ficou claro que a seleção Brasileira era dependente dele e corria um risco a qualquer momento na Copa. Fiquei preocupada com isso na estreia, pois não tinha ciência que o time estava voltado para milagres individuais e sabia que a qualquer hora (em especial nas quartas, semi e principalmente final) tentariam quebrar o Neymar. Ao longo desses jogos, ocorreram várias entradas, quedas e lesões (inclusive Neymar sentindo a perna) e aposto que muitas outras poderiam acontecer, então não dá para ficar “chorando o leite derramado”. Futebol, esporte e demais atividades que colocam o corpo humano além do limite pressupõem risco e o do Brasil era enorme – pois nenhum adversário nas finais iria deixar um time de 1 livre para jogar. Jamais ganharíamos a Copa assim e hoje isso é um fato.

Mas o bonito nessa Copa foi ver como cada seleção se esforçou para jogar com garra e mostrar o seu melhor – e por isso temos a #CopaDasCopas. Um jogo mais surpreendente do que o outro para impressionar até pessoas alienadas do futebol como eu. Esse é o primeiro aspecto que mais gostei; em segundo lugar, é maravilhoso mostrar aos próprios brasileiros e ao mundo que, depois de tanto mimimi, somos sim um país capaz de sediar uma Copa incrível e repleta de emoções.

O futebol, no Brasil, possui um significado que vai além: é um jogo de todos (do #yellowblocks ao verdadeiro futebol de rua) que tem o poder de transformar vidas. É uma ferramenta concreta que pode quebrar a barreira da desigualdade social por meio de talento e muitos esforços, mesmo que essa concretização seja um sonho na proporção de um em um milhão. Não sei se em algum outro país isso é tão forte quanto é aqui – e talvez isso seja ainda pouco valorizado. Acredito que esporte/música/dança, como atividade extracurricular, é um elemento tão importante na formação de uma criança quanto a sala de aula – ainda mais quando criar uma nova realidade para jovens é uma necessidade. É algo que move e faz as pessoas almejarem por mais nas suas vidas.

A Copa, por sua vez, é um evento que une. Não apenas Nações (e o Brasil teve exemplos lindos de como é bonito unir cidadãos do mundo em torno de diversidade e solidariedade), mas o nosso povo. No exato instante do jogo, todos se reúnem em prol de um mesmo contexto (mesmo aqueles que não gostam e preferem dormir na hora do jogo sabem que conscientemente estão perdendo algo). Gosto de chamar isso de ímpeto coletivo – conheci isso na Haia, vila holandesa, durante um belo e único domingo de sol em que t-o-d-a-s as pessoas tiveram apenas um pensamento em voga: ir para praia. É fora de série. E no âmbito da Copa, adoro pensar que todos compartilham aflições, expectativas e alegrias muito similares naquele breve (ou longo, como os cinco minutos de prorrogação das quartas de finais) espaço do jogo. Não seria impressionante se conseguíssemos canalizar isso para outros nobres propósitos? Aprender o que é coletividade?

A copa e o futebol representam esperança. E é por isso que o novo lema do hexa (que antes era um por todos) agora deve ser todos por um (clichê, mas se aplica tão bem ao caso). Esse “um” não é Neymar e sim um todo brasileiro que precisa de motivações para seguir em frente. Conquistar a taça, de algo que possui uma grande força social, em nosso próprio país é... (veremos no dia 13/07).

Como bons brasileiros, que motivação melhor do que uma adversidade para nos forçar a dar um jeito? É por essa razão que acredito na vitória do Brasil e que ainda estamos para ver o melhor que a seleção pode nos mostrar. Provavelmente assistirei ao jogo de terça-feira sozinha, porque não quero ninguém do meu lado que não acredite nisso também.

E se o Brasil ganha da Alemanha na semifinal (como foi tão lindo em 2002), pronto, a Copa é nossa. Mas quis escrever esse texto antes de terça, pois isso não interfere nos princípios que expus acima e sempre vou lutar para que o Brasil seja um país de superação. Penso que todos nós, brasileiros, deveríamos nos perguntar não o que o Brasil pode fazer por mim, mas o que eu posso fazer pelo Brasil? É assim que eu espero que cada jogador jogue em prol de uma coletividade.

ps1. Assisti a entrevista do Felipão no Jornal Nacional que o perguntava sobre o desempenho dos demais atacantes e ele respondeu especificamente sobre o Fred, dizendo que até ele é um bom jogador por poder dar suporte ao time como um todo. Ok então!!! #fé
ps2. Minha promessa de não reclamar mais do Júlio César depois dos pênaltis se mantém.
ps3. Felipão falou em finais e depois se corrigiu, disse final. Terceiro lugar não me importa. Quero é uma final Brasil x Holanda!!! (porque Argentina vai ser fácil demais!)