Um caso sobre a maioridade penal

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Na véspera da votação da PEC da redução da maioridade penal, só se falava nesse assunto. Nos jornais, grandes reportagens - e me deparo com minha mãe recortando alguns pedaços. Já comecei a ficar preocupada. Em seguida, ela me diz "ah, isso aqui é para um menino que está internado na minha enfermaria!". No que eu já iria dar um pulo e falar "mãe, como assim??", ela mostra o que estava recortando: um pequeno pedaço onde se divulga oportunidades no SENAC, vagas acessíveis para todos de cursos técnicos e profissionais. Que alívio no meu coração! E ela complementa: - É que ele está tão desanimado, gostaria de levar algo que desse esperanças". Ai falei "nossa mãe, ainda bem, porque se fosse o resto da página né..." Aí ela: - não! De maneira alguma, jamais, até porque... Contextualizando: esse paciente é um menor infrator que foi recorrentemente espancado por seus "colegas" e levou um grande golpe no local mais sensível, sua coluna (ele já tinha um sério problema prévio). Isso se desenvolveu em uma grande fratura, fez cirurgia, inflamou, piorou, e virou aqueles problemas complexos. Hoje, esse menino é acompanhado por dois policiais na enfermaria e tenho medo de retornar para onde estava (por fatores óbvios). E aí, José?